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Treze municípios fecharam com empregos no azul em setembro

Por Marco Dassori

08 Nov 2019, 10h42

Crédito: Divulgação

A criação de empregos formais no interior foi menos difusa em setembro. Além de Manaus, 13 dos 21 municípios amazonenses listados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) – em um universo de 61 – seguiram o Amazonas e apresentaram variação positiva no saldo de postos de trabalho com carteira assinada em todas as comparações. 

A nova lista inclui Autazes, Boca do Acre, Borba, Fonte Boa, Humaitá, Itacoatiara, Lábrea, Maués, Parintins, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tefé. O total de municípios amazonenses do interior nessa situação em setembro foi superior ao de julho (nove) e junho (sete) e até ao de março (11) deste ano, mas ficou abaixo da marca de agosto (14). 

Benjamin Constant, Careiro e Manicoré, que haviam pontuado bem em todos os cenários no levantamento anterior, caíram para o campo negativo neste. Eirunepé segue negativo em todas as comparações e Coari só evitou a mesma situação ao pontuar estabilidade em relação a agosto. Em Iranduba e Careiro, as altas mensais e do acumulado do ano ainda não se refletiram no balanço do aglutinado dos 12 meses.

Entre agosto e setembro, nove municípios cresceram acima da média do Amazonas (+0,42%), a mesma quantidade da sondagem anterior. O melhor índice veio de São Paulo de Olivença (+3,08%) e o maior número absoluto de vagas ficou em Itacoatiara (+46) e Humaitá (+42), superado de muito longe pela capital (+1.705). Os cortes mais severos vieram de Manacapuru (-24 empregos) e Eirunepé (-1,39%). O saldo mensal de empregos em Coari e Fonte Boa, por outro lado, foi zero.

No acumulado do ano, 16 municípios superaram o incremento do Estado (+2,82%), três a mais do que o registrado em agosto. O destaque positivo veio de Autazes (+10,27%), ficando bem acima da média da capital (+2,74%). Em números de postos de trabalho, o campeão do interior do Amazonas ainda é Manacapuru (+225) – superado com folga por Manaus (+11.319). As maiores quedas permaneceram em Coari (-17 vagas) e Eirunepé (-2,64%), sendo novamente os únicos dados negativos do período.

Em 12 meses, 13 municípios ficaram à frente do Amazonas (+2,77%), a mesma quantidade apresentada no mês anterior. O maior incremento relativo veio novamente de Fonte Boa (+22,92%). O saldo mais expressivo em termos absolutos ainda está em Manacapuru (+223). Na outra ponta, Eirunepé (-5,56%) e Iranduba (-57 postos) sustentaram as piores posições nesse tipo de comparação, em um universo de cinco resultados negativos.

Atividades em crise

Os setores econômicos dominantes no interior do Amazonas apresentaram resultados divergentes em setembro. O pior desempenho veio da agropecuária, que pontuou negativamente em todas as comparações: -0,42% (-18 vagas) em relação a agosto, -0,37% (-16) no acumulado, e -0,05% em 12 meses (-2). A administração pública esboçou um ensaio de recuperação, ao avançar 0,05% e gerar cinco postos de trabalho, mas segue negativa nos acumulados do ano (-0,21% e -24 empregos) e de 12 meses (-4,40% e -534). 

O presidente da AAM (Associação Amazonense de Municípios), Júnior Leite, ressaltou que a entidade “atua fortemente” para elaborar projetos e desenvolver ações e políticas públicas para resolver o gargalo da geração de empregos no interior, onde ainda faltam atividades econômicas com maior força para levar gerar vagas em nível superior ao crescimento vegetativo das localidades.

Júnior Leite acrescenta que a entidade acompanha periodicamente os indicadores de empregos, além de propor soluções conjuntas. Um exemplo vem da parceria de cooperação técnica firmada com a Ciama (Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas), em setembro de 2019, para capacitar e habilitar as administrações municipais a participar de licitações e contratos em projetos de infraestrutura, saneamento e segmentos com reflexos diretos na geração de emprego e renda. 

“Cabe à AAM propor estas novas vias e a cada gestor, desenvolver e adotar os modelos e práticas que julgar os mais corretos para a realidade de sua localidade, uma vez o Amazonas tem dimensões geográficas e características sociais, econômicas e ambientais únicas em cada um de seus 62 municípios”, arrematou.

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