Opinião

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Temerários novos rumos no mercado de trabalho - Parte 4

A partir de 2009, o uso dos braços robóticos assumiu notória dimensão

Por Bosco Jackmonth

24 Mai 2019, 11h04

Crédito: Divulgação

Sequenciando o disposto no texto anterior, ainda a respeito do que se dava na China, convém trazer passagens do comentário aqui publicado na edição de 13-15/04, deste jornal, intitulado “Solesmãe gentil, jus sperniandi” e o mais, como segue: “...invoque-se agora, por exemplo, o que ocorre na China...lá os empregos ameaçados aproximam-se de 80%‘’... Sucede, tal quadro confirmou-se mas alterado para os moldes que foram relatados no artigo imediatamente precedente a este, intitulado Parte 3, ou seja, conta-se com cinco robôs para mil trabalhadores.  

No entanto, quanto aos demais países tops permanece inalterada a posição anteriormente anotada no acima referido texto 13-15/04, como segue: “Mas em todo o mundo, esse quadro aponta que cerca de 200 milhões de pessoas em idade de trabalhar, começaram 2019 sem ter uma colocação remunerada. Enquanto na Europa de hoje dá-se que metade dos empregos a serem criados vai exigir um capacitação profissional muito alta, a ponto de ser preciso dominar saberes que em geral não se sabe, e talvez não seja possível aprender.”

Visto linhas acima, compondo-se com as ponderações anteriores deste mesmo articulista, pelo colhido em fontes confiáveis, vive-se no hodierno a realidade da quarta Revolução Industrial, Reindustrialização ou Sociedade da Inteligência, impondo-se inauditas medidas capazes de amparar profissionais nada especializados, a despeito de estar-se no limiar de surgir uma casta de excluídos alheios a compor essa nova economia, como é notório. De pronto, apura-se do panorama mundial, que a inteligência artificial, ao popularizar a robotização e o mais, domina a distribuição do trabalho, mostrando-se uma notável força impactante. Trata-se, mesmo, da quarta revolução industrial, rediga-se, dada a inegável harmonia com os fatos, no fim das contas.   

Nesse panorama, pode-se cogitar da possibilidade dalguma medida casuística surgir no céu da pátria neste instante. Teria certamente vezo paternalista ao determinar absurdas contratações da espécie, desta vez um impulso que, a propósito, não guardaria sintonia com o disposto na Lei 8.213, de 24 de Julho de 1.991 impondo a estimável ordem de empregar pessoas com deficiência física, a chamada Lei de Cotas. Não é caso, agora. Incabível considerar uma norma que ordenasse admitir-se trabalhadores aos quais não lhes foi oferecida chance de evoluir, pelos meios de sempre. Mas, por outra, não será prudente duvidar da criatividade contumaz dos cérebros quem sabe sujeitos a convulsões causadas pelo clima do planalto central; um cerrado seco e húmido. Tem havido isto, não?

Bem a propósito, irresistível não transcrever os últimos parágrafos daquele texto, antes citado, verbis: ... prevalece a chamada tecnologia de vanguarda...refletindo em tantas áreas do conhecimento humano, como automação, robôs, genética, biotecnologia... tudo isso, acaba custando empregos convencionais, porque alheios aos novos tempos, em torno de 30 milhões, como resta apurado nos últimos dez anos, segundo fonte confiável. Por fim, não se cogita de solução. ... o governo não sendo do ramo da inteligência, não se ocupa dessa questão, mas segue no aumentar impostos, produzir leis para anular a realidade ... mais despesas...nada que maneje aquela ferramenta que desconhece. Não lida com o discernimento. Não tem insight.”                                                                                                                                  

Seguindo no trajeto do tema, pode-se alcançar em consagradas fontes vastas passagens divulgadas no cenário internacional que bem se ligam com o fenômeno que cerca a robótica e a inteligência artificial refletidas nos meios de produção, ora em irresistível comento, pari passo, como segue, talvez com algum esoterismo. Dá-se que após a crise mundial, conte-se a partir de 2009, o uso dos braços robóticos assumiu notória dimensão, alçados que foram estes a uma condição única e contínua, quem sabe revolucionária, cuja dimensão traduzia-se na venda à indústria, como se tornou bem notório. (Continua).

*Bosco Jackmonth é advogado de empresas (OAB/AM 436). Contacto: 99828544-bosco@jackmonthadvogados.com.br

 

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