Opinião

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Temerários novos rumos no mercado de trabalho - 3

Presentemente temos a robotização e a inteligência artificial impondo-se

Por Bosco Jackmonth

18 Mai 2019, 10h30

Crédito: Divulgação

Quando aqui resta assegurado o encontrar-se em marcha novos rumos no mercado de trabalho, o anunciado caráter que se supõe temerário prende-se ao fato do despreparo que alcança aqueles trabalhadores em face das exigências quanto à especialização ditada pela automação em curso, é de ver. A rigor, não há o fechamento absoluto dos postos de trabalho, mas substituição e renovação por outros que exigem a atual qualificação; por exemplo, o de manejo em robotização e operações correlatas, ou algo do gênero, quem sabe.

Daí decorre que os meios de fazer já não utilizados em atividades ultrapassadas podem ser aplicados em procedimentos com maior rentabilidade, posto que a busca é a excelência no produzir e no lucrar, nisso colhendo-se o que dizem os pesquisadores estar o mundo vivendo o estágio inicial da quarta revolução industrial, sequenciando-se que primeiro foram as máquinas a vapor; a eletrificação em seguida; após os motores a combustão, e a eletrônica, por fim.

Presentemente temos a robotização e a inteligência artificial impondo-se, como se sabe. Não há como negar que toda evolução traz desafios, mas quase sempre se mostra como um salto de qualidade de vida, sobretudo em países carentes, onde de costume a mão de obra tem natureza de baixo custo, quase escrava, imposta pelos grandes grupos industriais. Sucede, é consabido, há uma força dotada de sensível militância sempre atuante e capaz de ditar novas direções no meio em que é afeita e que atende pelo sugestivo título de Concorrência. Não?

Nesse sentido, colhe-se que a Oxford Economics, sempre consagrada nos prognósticos que assina, recentemente divulgou um estudo assegurando que as nações hoje mais ricas foram justamente aquelas que se industrializaram primeiro, por conta do temor existente no passado em que as máquinas relegariam os operários à inutilidade. De fato, estudos outros mostram que aqueles países hoje em desvantagem no crescimento, portanto no campo da concorrência desvantajosa, a exemplo da Itália entre os desenvolvidos, foram justamente os mais resistentes em inclinar-se pelos avanços da tecnologia da informação.

Lá vem! No aludido escrutínio, o Brasil restou batendo continência como lanterninha quando o assunto é tecnologia. É o que assegura a Federação Internacional de Robótica de que a nossa pátria amada salve-salve, em 2015 contava com apenas um robô para 1000 trabalhadores, mostrando-se com a densidade fona entre os cinco países analisados na América Latina.

Enquanto isso, na China, hoje o país de maior investimento em automação, conta-se atualmente cinco robôs para cada 1000 trabalhadores, a despeito desse número crescer velozmente, eis que as novas gerações se acostumam desde cedo a conviver com as máquinas, mas isso não quer dizer, bem entendido, que as pessoas por lá andem em todos os lugares e a todo o momento empalmando e dedilhando ao pé do ouvido aqueles conhecidos aparelhinhos,  como acontece sabe-se bem aonde, mesmo que, chineses que são, tivessem que arregalar aqueles olhinhos postos pela etnia do jeito que são. (Continua).

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