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Atacar a Lava-Jato é defender a corrupção e o crime organizado implantado no país

Por Alfredo Andrade

14 Abr 2019, 20h05

Crédito: Divulgação

A política não tem “dessas coisas”; os políticos é que se viciaram na arte da corrupção. Por outro lado, quem vai assumir a alta Corte, tem-se a impressão de que reúne condições éticas e morais; além do compromisso com a Constituição Federal. A liberdade de expressão fora conquista do povo, não podendo ocorrer ameaças, muito menos cerceamento por parte do Poder super concentrado do STF. A

o legislar, como no caso do “Caixa-Dois”, o STF dá sinal de que assim o fará sempre que seus interesses falarem mais alto. E, ainda, tem “inquérito” criado pelo Presidente Toffoli cujo objetivo é genérico, ou seja, sem alvo, o que demonstra ocorrer no País uma subversão  da ordem. O Min. Toffoli ameaçara a sociedade e esta deverá reagir; uma vez que a liberdade não pode ser cerceada; sendo irresponsável seu ato, cabendo à sociedade se mobilizar para retirar do STF os que causam a insegurança jurídica e agem unilateralmente, relembrando Kafka que impunha ao ser humano responder por fato que não conhece.

Atacar a LAVA-JATO é defender a corrupção e o crime organizado implantado pelos que foram sócios dos cofres públicos; pelos que fomentaram o ilícito e pelos que se beneficiaram de todas as mazelas que só envergonharam a Nação, cujo povo nunca permitira a nefasta relação entre a corrupção e nossa identidade.

O importante é que a LAVA-JATO combatera o bom combate, derrotara a corrupção sistêmica e fizera nascer a esperança de que a renovação nos quadros políticos, notadamente da mentalidade da geração política futura, trará ao parlamento novos membros com práticas sólidas dentro da moral e dos bens costumes. A corrupção em qualquer Nação gera reflexos nocivos em seu desenvolvimento econômico, já que a eficiência da economia também decorre dos investimentos no setor produtivo. Por isso, compreender a eficácia do combate à corrupção será o fruto da aplicação da lei para todos. Não há tempo para fracassos.

Destarte, a política não tem “dessas coisas”, a qual era praticada pelos estelionatários que integraram o LIXO da política e com a prisão de Temer outra etapa da Justiça fora cumprida. Com a resposta dada nas urnas começa a nascer outro País... devagar se irá longe, independentemente, da desordem na política.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM  nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29  

 

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