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Setor de serviços no Amazonas supera a média nacional

O Estado ficou bem acima da média nacional no setor de serviços, que apontou estabilidade diante de abril

Por Marco Dassori

13 Jul 2019, 13h13

Crédito: Divulgação

O volume de vendas e a receita nominal do setor de serviços do Amazonas aceleraram pelo quarto mês seguido em maio, no primeiro registro do ano com números positivos em todas as comparações. O Estado ficou bem acima da média nacional, que apontou estabilidade diante de abril. Os dados estão na pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta sexta (12).

O volume de vendas subiu 0,5% entre o quarto e o quinto mês de 2019, ficando  5,3% acima do resultado obtido em abril de 2018. No levantamento anterior, esses números foram 0,8% e 5,2%, respectivamente. Em cinco meses, o setor acumulou alta de 3,4% – contra os 2,9% da marca anterior. Foi o suficiente para tirar o resultado do agregado de 12 meses do campo negativo (+0,4%). Em relação a abril, o Amazonas ficou acima da média nacional (0%) e na nona posição do ranking brasileiro dos maiores valores. A maior alta foi em Roraima (+4,4%) e a baixa mais acentuada, em Mato Grosso. No acumulado, ficou em terceiro lugar, empatado com o Maranhão e bem acima da pontuação brasileira (+2,1%), perdendo apenas para São Paulo (+4,9%) e Santa Catarina (+4,2%). O Acre (- 9,1%) sofreu a maior queda.

A receita nominal do setor de serviços do Amazonas avançou 1,1% frente a abril, após a elevação de 1,3% no mês anterior. Na comparação com maio de 2018, houve alta de 9,7%. Os acumulados do ano (+7,3%) e dos últimos 12 meses (+3,5%) também foram positivos. Entre as unidades da federação, o Estado obteve a nona posição no comparativo com abril, novamente acima da média nacional (0%). O melhor resultado veio de Tocantins (+4,7%) e o pior, do Mato Grosso (-4,3%). Em cinco meses, também ficou em terceiro, acima do número brasileiro (+5,1%) e atrás apenas de São Paulo (7,9%) e Santa Catarina (7,8%). O Acre (-6,1%) também ficou em último, neste caso. 

Setor líder
O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, destaca que os números de maio são muito positivos, já que o setor de serviços obteve crescimento mensal pela quarta vez seguida, ajudando a consolidar, ao longo do ano, o desempenho das empresas do Amazonas. 

“Por incrível que pareça, foi o setor que mais cresceu entre os três pesquisados no Amazonas. Muito à frente da indústria e do comércio. Isso certamente se deve ao aumento de demanda. Como não temos recortes da atividade, não podemos inferir quais estão tem bom desempenho. Mensalmente, visitamos cerca de 250 estabelecimentos, do salão de beleza até a reparação de máquinas e equipamentos pesados”, comemorou.

Em nível nacional, quatro das cinco atividades sondadas pelo IBGE avançaram em maio frente a abril: serviços de informação e comunicação (+1,7%), outros serviços (+2,6%), serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,7%) e serviços prestados às famílias (+0,5%). Em contrapartida, os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,6%) repetiram o resultado de abril e mostraram a única taxa negativa. Como dito, o IBGE não dispõe do recorte regional por atividade, dado o tamanho da amostragem utilizada para a pesquisa no Amazonas.

A presidente do SISBISIM (Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabelereiros, Institutos de Beleza e Similares de Manaus), Antônia Moura de Souza, aponta que, embora os números do segmento ainda estejam abaixo do projetado para este ano, a atividade permanece aquecida. A projeção para o final do ano é de alta de 20%, mas o aumento ainda não passou dos 2%, conforme a dirigente. 

“O número não nos surpreende tanto, porque a primeira metade do ano é mais fraca mesmo, já que as pessoas estão mais preocupadas em pagar contas, viajar e matricular os filhos na escola. Mas, as coisas começam a melhorar. O segundo semestre é bem melhor, especialmente novembro e dezembro, quando todo mundo quer ficar bonito paras as festas de fim de ano”, ponderou. De acordo com a presidente do SISBISIM, os segmentos mais fortes da área de beleza neste ano são o de barbearia, embelezamento do olhar e esmaltaria/manicure. Os serviços de escova e aplicação de tinta, no entanto, sofreram queda. “Mas, nosso setor não conhece crise. Tanto é que, se você fizer uma pesquisa nos salões, vai verificar que não tem desemprego. Ao contrário: a maioria dos estabelecimentos está contratando e tirando profissionais dos concorrentes”, arrematou. 
 

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