Serviços

COMPARTILHE

Setor de serviços avança em janeiro no Amazonas, segundo o IBGE

Entre as 27 unidades federativas do país pesquisas pelo IBGE, o Amazonas ficou em 12º lugar em volume e ocupou a 11ª posição em receita nominal

Por Marco Dassori

19 Mar 2019, 10h31

Crédito: Divulgação

O volume e receita do setor de serviços do Amazonas avançaram na comparação de janeiro de 2019 com o mesmo mês de 2018, apesar da desaceleração em relação a dezembro de 2018. Os dados estão na pesquisa mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta segunda (18).

No confronto com janeiro de 2018, o volume de serviços subiu 0,8%, gerando o primeiro resultado positivo após as duas quedas seguidas de novembro (-5,9%) e de dezembro (-3,4%). Na comparação com o mês anterior, houve um tombo de 3%. Em 12 meses, o indicador caiu 0,8%.

A receita nominal das empresas de serviços do Amazonas – que não leva em conta a deflação do período em seu cálculo – subiu 4% em relação a janeiro de 2018 e caiu 3,5% no confronto com dezembro de 2018. O acumulado dos últimos 12 meses apontou para um crescimento de 1,8% no setor.

Entre as 27 unidades federativas do país pesquisas pelo IBGE, o Amazonas ficou em 12º lugar em volume e ocupou a 11ª posição em receita nominal, quando se leva em conta o desempenho do acumulado do ano. A média nacional foi positiva em 2,1% para volume e em 5,6% para receita nominal – com destaque para os serviços de informação e comunicação (+3,4%) no âmbito nacional.

No total, 16 Estados cresceram no primeiro caso e 20 no segundo. A Região Norte despontou nos dois extremos do ranking. Em termos de volume, o melhor resultado veio de Roraima (+10,2%) e o pior do Acre (-11,6%). Na receita nominal, as duas unidades federativas pontuaram alta de 14,7% e queda de 9,8%, respectivamente.  

“O acumulado nos últimos 12 meses indica uma certa estabilidade no indicador de volume, nos últimos três meses. (...) O quadro mais favorável da receita nominal, se deve ao fato de que esse indicador não sofre a deflação ocasionada pelos índices inflacionários do período”, salientou o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, no texto distribuído à imprensa.

Para efeito de comparação, ao final de 2018, as empresas amazonenses que atuam no setor haviam acumulado 0,9% de queda. Apesar de negativo, o número foi o melhor em quatro anos: 2015 (-9,8%), 2016 (-13,8%) e 2017 (-1,6%). Na receita nominal, houve alta de 1,5% entre janeiro e dezembro.

Sinalização positiva

O presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, avalia que os números do IBGE apontam um cenário de ensaio de retomada para o Amazonas, mas lembra que a consolidação dessa dinâmica dependerá do encaminhamento de outros fatores.

“Estamos sentindo que economia está dando uma recuperada, embora não seja nada muito expressivo. O crescimento dos investimentos, empregos e vendas deve vir mesmo a partir de uma sinalização positiva para a aprovação da Reforma da Previdência, entre outras medidas do governo federal”, comentou.

O dirigente destaca, contudo, que já há boas notícias no PIM (Polo Industrial de Manaus), a exemplo da alta de investimentos e produção no polo de duas rodas, que podem vitaminar o setor de serviços mais adiante, dado o tradicional poder da indústria de irrigar a atividade de serviços, em especial nos segmentos de transportes e limpeza.   

Turismo e beleza

O presidente do Sindetur (Sindicato das Empresas de Turismo no Estado do Amazonas), Mario Tradros, considera que ainda é cedo para sentir o desempenho do setor, dadas as particularidades e a sazonalidade do turismo na região, além do fato de o Carnaval ter acabado há poucas semanas, adiando o retorno de atividades estratégicas para a economia nacional.

“O turismo internacional não é nossa especialidade. A Temporada de Cruzeiros está na metade e não gera movimento na hotelaria, pois os passageiros ficam hospedados nos barcos. Nosso forte mesmo está no turismo corporativo e de negócios, que ainda não começou e depende muito das políticas do governo federal e do desempenho do PIM”, explicou.

A presidente do SISBISIM (Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabelereiros, Institutos de Beleza e Similares de Manaus), Antônia Moura de Souza, aponta uma diferença significativa no mercado, principalmente quando se compara o panorama atual ao de dois anos atrás. A dirigente estima que o segmento avançou pelo menos 15% em janeiro e deve fechar 2019 com alta de 20%.

“O cenário está muito melhor graças ao maior cuidado do consumidor com a aparência e a beleza, inclusive os cuidados masculinos. E também devido ao nosso trabalho diferenciado com os estabelecimentos, no sentido de levar fiscalização, cursos e participação em eventos para os nossos associados”, encerrou.

Veja Também