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Setor de drones já não é mais como era

De 2012 a 2019, firmas de venture capital injetaram US$ 2,6 bilhões em empresas do setor

09 Set 2019, 19h55

Crédito: Divulgação

Compactos, ágeis e incansáveis, os drones foram vistos no início da década como “o modal do futuro”, pela possibilidade de serem usados para diferentes atividades em diversas indústrias. E o mercado entrou nessa onda: de 2012 a 2019, firmas de venture capital injetaram US$ 2,6 bilhões em empresas do setor, esperando colher os frutos no momento em que os voadores elétricos ganhassem escala. O problema: a espera está longa.

Por questões de segurança, governos no mundo inteiro estipularam regulações bem rígidas sobre o uso de drones, proibindo que eles sejam usados dentro de espaços públicos e permitindo seu uso para o lazer apenas em determinados casos, sob pena de multas.  Isso sem contar problemas relacionados ao hardware, como dificuldades para reposição de peças.

Com isso, diversas marcas reconhecidas no ramo encerraram as operações nos últimos anos. Como a Airware Inc, que chegou a ter 140 empregados, e a divisão de drones da GoPro Inc., extinta ano passado. No total, ao menos 25 startups de drones faliram durante esta década, de acordo com os dados da Crunchbase. Para quem continuar no páreo, as escolhas ficam entre se fortalecer por meio de aquisições ou mudar o modelo de negócios.

Liderar ou mudar

Líder nos EUA no setor de inspeção e análise de dados com drones, a PrecisionHawk Inc. Adquiriu cinco startups em 2018, todas especializadas em algum mercado de nicho capaz de aumentar sua oferta de soluções para outros setores. Empresas que não conseguiram se posicionar no mercado ou são compradas por rivais melhor estabelecidas ou adquiras por companhias tradicionais que desejam iniciar operação própria.

Outra opção para se manter dentro da área é mudar o foco do serviço: invés de oferecer aos clientes o comércio do drone em si, muitas marcas trocaram o modelo de negócios para investir em softwares de análise que podem ser utilizados por outras empresas.

Apesar do mercado estar se afunilando, o setor ainda recebe investimentos, mas em geral concentrados apenas em firmas já estabelecidas. Enquanto a venda de drones não atingir números dignos de varejo, a tendência é que o mercado fique uns bons anos longe da euforia que já experimentou no passado.

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