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Serviços têm bom desempenho no Amazonas em abril, diz IBGE

Por Marco Dassori

14 Jun 2019, 06h53

Crédito: Pixabay

O setor de serviços do Amazonas acelerou novamente em abril, tanto em volume de vendas, quanto na receita nominal. O Estado ficou em primeiro lugar na comparação com o mesmo mês do ano passado, mas perdeu posições no ranking nacional, quando se leva em conta as outras comparações. As informações estão na pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta quinta (13).

O volume de vendas subiu 0,8% entre o terceiro e o quarto mês de 2019, ficando 5,2% acima do resultado obtido em abril de 2018. No levantamento anterior, esses números foram 1,6% e 2,5%, respectivamente. O quadrimestre fechou com alta de 2,9% – contra os 2,1% da marca anterior. Mas, o desempenho ainda não foi suficiente para tirar o agregado de 12 meses do campo negativo (-0,3%).

Os números da receita nominal – que não sofrem deflação em seu cálculo – foram positivos em todos os cenários. Houve aumento de 1,2% na comparação com março de 2019, e elevação de 10,4% no confronto com abril de 2018 – contra 3,3% e 6,4%, respectivamente, na sondagem anterior. No acumulado do ano, o resultado foi positivo em 6,7% e, em 12 meses, o incremento foi de 2,8%.

No confronto dos dados de março/abril, o volume de vendas do Amazonas ficou acima da média nacional (+0,3%) e ocupou a 13ª posição no Brasil. Houve expansão em 19 das 27 unidades federativas do país. A maior alta foi no Rio Grande Sul (+5,4%) e a maior baixa em Tocantins (-7,1%).

Em relação a abril de 2018, o Amazonas despontou em primeiro lugar em volume de serviços, acima da média nacional (-0,7%) e bem distante do último colocado – Tocantins (-18,2%). No acumulado, o Estado também ficou acima da média brasileira (+0,6%) e ficou atrás apenas de São Paulo (+4%). Apenas dez locais da lista fecharam no azul.

Em termos de receita nominal, o Amazonas ficou em 15º lugar, sendo que a maior alta ficou em Sergipe (+7,5%) e a maior baixa foi para Tocantins (-3,8%). Assim como no volume de serviços, superou a média nacional (+0,8%). Foi líder no crescimento em relação a abril de 2018, bem acima da marca registrada pelo Brasil (+3,4%) e pelo último colocado – Tocantins (-13,9%). No quadrimestre, o Estado voltou a ocupar a segunda posição, perdendo novamente para São Paulo (+6,8%).

O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, destaca que os números de abril são muito positivos, já que o setor obteve crescimento mensal pela terceira vez seguida, ajudando a consolidar, ao longo do ano, o desempenho das empresas que trabalham com serviços no Amazonas.

“Isso certamente se deve a crescimento de demanda. Como não temos recortes da atividade, não temos como inferir quais estão tendo bom desempenho. Mensalmente visitamos cerca de 250 estabelecimentos que prestam serviços que vão do salão de beleza até a reparação de máquinas e equipamentos pesados. E os resultados têm sido bem positivos para os três primeiros meses do ano”, comemorou.

Margens comprometidas

Em nível nacional, três das cinco divisões pesquisadas aumentaram o volume entre março e abril: serviços de informação e comunicação (+0,7%), serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,2%) e serviços prestados às famílias (+0,1%). Os recuos vieram de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,6%) e os outros serviços (-0,7%). Como dito, o IBGE não dispõe do recorte regional do setor por atividade, dado o tamanho da amostragem utilizada para a pesquisa no Amazonas.

Sem mencionar números, o primeiro secretário do Setcam (Sindicato das Empresas de Agenciamento, Logística e Transportes Aéreos e Rodoviários de Cargas do Estado do Amazonas), Augusto Neto, diz que o segmento que a entidade atende seguiu praticamente no zero a zero e sem crescimento significativo no período.

“O transporte rodoviário no Amazonas se ressente de vários problemas, como os custos elevados das balsas e do combustível, assim como a falta de policiamento para evitar os roubos de cargas e pirataria nos rios. As tarifas já não são tão atraentes para garantir o retorno adequado e as margens de lucro estão comprometidas. Tínhamos boas expectativas no começo de ano, mas elas não se concretizaram”, lamentou.

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