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Serviços mantêm estabilidade no Amazonas em fevereiro, diz IBGE

Em relação a janeiro de 2019, o Amazonas obteve o terceiro melhor volume de vendas entre as 27 unidades federativas sondadas mensalmente pelo IBGE

Por Marco Dassori

16 Abr 2019, 09h38

Crédito: Divulgação

As empresas de serviços que atuam no Amazonas registraram aquecimento de 0,3% no volume de vendas, mas sofreram desaceleração de 0,5% na receita nominal, na passagem de janeiro para fevereiro. Os números estão na mais recente pesquisa mensal do setor, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Do lado das vendas, houve aumentos de 2,2% no confronto com fevereiro do ano anterior e de 1,6% no comparativo do primeiro bimestre. O dado negativo veio do agregado dos últimos 12 meses, que apontou para uma queda de 0,5%, derrubando a média móvel trimestral em 0,2%.

Já a receita nominal– que não leva em conta a inflação do período – subiu 4,9% no confronto com fevereiro de 2018 e 4,5% no acumulado dos dois primeiros meses de 2019. Em 12 meses, o incremento foi de 2,3%.

Os números do Amazonas ficaram acima da média brasileira. Tanto as vendas, quanto a receita recuaram 0,4% entre janeiro e fevereiro deste ano, em âmbito nacional. No comparativo do primeiro bimestre, o setor acumulou alta de 2,9% em volume, e expansão de 6% no faturamento nominal.

Em relação a janeiro de 2019, o Amazonas obteve o terceiro melhor volume de vendas entre as 27 unidades federativas sondadas mensalmente pelo IBGE, empatado com Maranhão e Paraíba, em uma lista marcada por desempenhos negativos. Na comparação com fevereiro de 2018, ocupou a décima posição. Tocantins liderou as duas listas, com altas de 12,6% e 13,4%, enquanto Mato Grosso (-6%) e Acre (-17,3%) amargaram os piores números, respectivamente.

Do ponto de vista da receita nominal, o Amazonas foi o 12º melhor resultado na comparação com janeiro de 2019 – empatado com Sergipe – e ocupou a décima posição no confronto com fevereiro de 2018. Tocantins voltou a encabeçar ambos os rankings, com acréscimos respectivos de 8,6% e 20,2%. Mato Grosso (-5,4%) e Acre (-16,4%) ocuparam as últimas posições, no confronto mensal e anual.

Cenário instável

Na análise do supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, março reduziu relativamente a instabilidade no desempenho dos serviços, mas não foi o bastante para eliminar a volatilidade no setor, já que o acumulado dos últimos três meses ainda é negativo no Amazonas.

“Tradicionalmente, os serviços respondem positivamente quando outros setores, como comércio e indústria, estão com bom desempenho. No entanto, eles também colhem os frutos do consumo de serviços, principalmente por parte das famílias. Aí, entra outro fator importante: o rendimento pessoal e familiar”, destacou Jaques, ao Jornal do Commercio.

O presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, considera que o fato de os meses iniciais do ano serem atípicos, marcados por férias, Carnaval e pagamento de tributos anuais, acabam depreciando os números de vendas do setor.

“O que se sente em abril é que os negócios estão voltando a fluir em comércio e serviços. Em um ritmo mais lento do que o esperado, mas voltou a acontecer. Isso ocorre muito em função dos problemas nas negociações políticas em torno da Reforma da Previdência. Mas, pelo que pude verificar quando estive em Brasília, as coisas estão sendo melhor encaminhadas agora e devemos ter desdobramentos positivos para destravar a economia”, afiançou.

Alimentação e estética

Diferente do ocorrido em âmbito nacional, o levantamento do IBGE não faz o recorte por segmentos no Amazonas. No Brasil, sabe-se que três das cinco divisões pesquisadas sofreram queda entre janeiro e fevereiro: serviços prestados às famílias (-1,1%), transportes, serviços auxiliares e correio (-2,6%) e outros serviços (-3,8%). Serviços profissionais, administrativos e complementares estagnaram (0%), enquanto serviços de informação e comunicação (+0,8%) registrou a única alta.

Aderson Frota avalia que os segmentos de hotelaria e construção civil seguem em baixa, em função do atual impasse político e econômico. Já os de alimentação fora de casa e de cuidados estéticos (que inclui salões de beleza e barbearias, entre outros), segundo o representante da Fecomercio-AM, vêm crescendo nos últimos anos e devem prosseguir na tendência de alta.

“Manaus é uma cidade horizontal, com 2,2 milhões de habitantes, um número enorme de carros e com praticamente a mesma planta urbana de 40 anos atrás. Isso contribui para que o consumidor busque alternativas práticas para conciliar trabalho, alimentação e lazer. Já o setor de estética dificilmente vive uma crise, graças aos cuidados femininos com a imagem e o reforço do público masculino nessa demanda, nos últimos anos”, concluiu.

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