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Serviços do Amazonas em primeiro lugar no ranking nacional

Volume de vendas subiu 1,6% entre o segundo e o terceiro mês de 2019 e ficou 2,5% acima do resultado obtido em março de 2018

Por Marco Dassori

15 Mai 2019, 10h19

Crédito: Divulgação

As empresas do Amazonas que atuam em serviços aceleraram em março e levaram o Estado ao primeiro lugar no ranking nacional na comparação com o mesmo mês de 2018, tanto em termos de vendas, quanto de receitas. A informação está na pesquisa mensal do IBGE, divulgada nesta terça (14).

O volume de vendas subiu 1,6% entre o segundo e o terceiro mês de 2019 e ficou 2,5% acima do resultado obtido em março de 2018. Em fevereiro, esses números foram 0,7% e 3%, respectivamente. O trimestre fechou com alta de 2,1% – contra 1,9% da marca anterior. Mas, o desempenho não foi suficiente para tirar o agregado de 12 meses do campo negativo (-0,4%).

Os números da receita nominal foram positivos em todos os cenários. Houve aumento de 3,3% na comparação com fevereiro de 2019, e elevação de 6,4% no confronto com março de 2018. No comparativo do trimestre, resultado foi positivo em 5,5%. Em 12 meses, as empresas de serviços do Amazonas acumularam alta de 2,5%.

No ranking das 27 unidades da federação, o volume de vendas do Amazonas foi terceiro melhor resultado no comparativo com fevereiro, atrás de Tocantins (+12%) e Roraima (3,5%) e bem acima da média nacional (-0,7%). O Estado foi o que se saiu melhor na comparação com março de 2018, enquanto o Brasil caiu 2,3%.

Em termos de receita nominal, o Amazonas só perdeu para Roraima (+4,1%) na comparação com fevereiro de 2019, enquanto o Brasil encolhia 0,6%. No confronto com março de 2018, o Estado foi líder absoluto, contra uma média nacional positiva em 1,1%.

Na análise do supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, os dados demonstram que a atividade começou o ano bem e que seu crescimento não é uma sazonalidade. “É motivo de comemoração. Já é o segundo mês seguido de alta, após os números horrorosos do ano passado. Esperamos que continue assim, mas se isso vai acontecer ainda é uma incógnita”, ponderou.

Famílias e entregas

Embora não disponha de dados para fazer um recorte da atividade, já que a amostragem utilizada para a pesquisa no Amazonas ainda não permite isso, o representante local do IBGE avalia que o resultado de março deve ter sido impactado pelos serviços auxiliares aos transportes e correio e os serviços prestados às famílias – que avançaram 0,5% e 1,4% na média nacional, respectivamente.

“É o que se pode avaliar, dado o desempenho negativo da indústria – um grande demandante do setor – no mesmo período. Serviços de beleza, entrega de mercadorias e cuidados com os animais devem ter ajudado nesse desempenho, mas não temos dados para afirmar isso com certeza”, comentou Adjalma Jaques.

Em depoimento anterior ao Jornal do Commercio, a presidente do Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabelereiros, Institutos de Beleza e Similares de Manaus, Antônia Moura de Souza, já havia apontado uma diferença de 15% no volume de negócios do trimestre, e anunciava expectativa de encerrar o ano com 15% de expansão.

“O cenário está melhor graças ao maior cuidado do consumidor com a aparência e a beleza, inclusive no caso dos homens. E também devido ao nosso trabalho diferenciado com os estabelecimentos, no sentido de levar fiscalização, cursos e participação em eventos para os nossos associados”, opinou.

Sem perspectivas

Entre os segmentos que atendem o PIM, por outro lado, o marasmo econômico segue como regra. De acordo com o presidente do Sifretam (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Manaus), Aldo Oliveira, o serviço de fretamento fechou o quadrimestre com números estáveis.

“Houve algum aquecimento nas indústrias, mas as contratações foram pontuais e o volume não chegou a ser suficiente para aumentar a nossa frota circulante, já que a taxa de ociosidade por veículo já era elevada. A tendência é seguir assim. O Dia das Mães já passou. Em nossas conversas com os clientes, verificamos que, enquanto não houver nenhuma reação mais forte da economia, não há intenção de investir”, lamentou.

O fator de maior preocupação para o dirigente é a dificuldade das empresas de investir na aquisição de veículos novos, diante da alta dos custos e da queda do faturamento. Segundo Oliveira, o setor de fretamento do Amazonas já amarga mais de quatro anos sem renovar a frota.

“As companhias só estão fazendo isso, quando o veículo chega ao limite permitido por lei. Ou quando quebra. Das 90 que tínhamos em 2017, dez encerraram as atividades em 2018. Não tivemos casos de fechamentos de empresas neste ano, mas isso deve ocorrer no segundo semestre, se as coisas continuarem assim. Principalmente pela incapacidade operacional”, concluiu.

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