Opinião

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Se quer tirar mel, não espante a colmeia

Também me inspiro no exemplo de um grande homem

Por Fred Novaes

10 Jun 2019, 09h26

Crédito: Divulgação

Admiráveis escritores debruçaram-se sobre a vida de grandes homens e extraíram do seu exemplo princípios que embasaram conceitos que ainda hoje fundamentam o conhecimento das relações humanas ligadas aos negócios.

O exemplo mais óbvio é Napoleon Hill que, incentivado pelo multimilionário Andrew Carnegie, estudou com afinco o caminho do sucesso de centenas de grandes americanos para, no fim das contas, confirmar o êxito do segredo do próprio Andrew.

A ideia era estabelecer a primeira filosofia de realização individual do mundo. E Hill conseguiu. Após 20 anos de entrevistas, o livro “As 16 Leis do Êxito” tornou-se um clássico que ainda hoje é base para a literatura de gestão, motivação e liderança.

Outro notável que inspirou-se na vida de personagens históricos marcantes foi Dale Carnegie. No clássico “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, Carnegie cita Abraham Lincoln ao ilustrar atitudes inspiradoras entre as técnicas fundamentais para lidar com as pessoas.

Não critique, não condene, não se queixe. Essas ordens no imperativo guardam um princípio fundamental nas relações humanas, segundo Carnegie: a reclamação não leva ao resultado desejado não alcançado e que, por isso, motivou seu surgimento. Em outras palavras: reclamação não leva a nada. Nada de útil, pelo menos.

O autor mostra como o presidente Lincoln, poderoso como era, abriu mão do desejo que passar uma descompostura em um general que lhe desobedeceu, estendendo uma guerra que poderia ter um fim abreviado. Até mesmo a carta, educada, que escreveu ao general não foi enviada.

Lincoln demonstrou uma característica dos grandes líderes na gestão de pessoas: a empatia. Conseguiu se colocar no lugar do general e entendeu, de maneira altruística, os motivos do subordinado para lhe desobedecer.

Não por por acaso, até hoje os presidentes americanos ainda buscam inspiração em Linconl para tomar decisões, buscando auxílio na força do domínio próprio desse gigante da política. Theodore Roosevelt fazia isso olhando para o quadro do ex-presidente e pensando: “O que Linconl faria no meu lugar?”.   

Como esses consagrados escritores, também me inspiro e busco extrair princípios do exemplo de um grande homem que tive a oportunidade de acompanhar de perto por aproximadamente dez anos.

Um homem de sucesso que certamente seria escolhido por Napoleon Hill para a construção de seu best-seller, caso a história e a geografia permitisse esse encontro de duas personalidades brilhantes.

Um homem que poderia estar nos exemplos de Dale Carnegie entre os mais habilidosos na arte de fazer amigos e de ser influente. Um homem que em muitos momentos vi agir inspirado em Abraham Linconl, abrindo mão do seu direito de passar uma descompostura num subordinado que lhe desobedeceu por pura empatia. Por saber se colocar no lugar do outro e entender que o elogio traz muito mais resultado que a crítica.  

Por essas e por outras é que agora, tal qual um Roosevelt de outro tempo, sempre me lembrarei do meu presidente quando instado a tomar uma decisão: o que Guilherme Aluízio faria no meu lugar?


 

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