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O teto de gastos impõe o controle da dívida pública e deverá evitar o caos econômico

Por Alfredo Andrade

12 Mai 2019, 18h37

Crédito: Divulgação

Ao diminuir a forte manipulação que parte da mídia exercia sobre os jovens, esta agora tenta induzi-los a acreditar que o pretendido “corte de 30% nas verbas das universidades” é tema fruto da ideologia. Ledo engano; decorre da não comprovação de seu destino dado nos anos anteriores. A esquerda tivera prato cheio, mas nada de útil oferecera.

Será que as preocupações dos reitores residem nos fatos de não mais poderem contar com verbas que destinavam ao patrocínio de movimentos ideológicos e partidários ou àqueles direcionados a patrocinar candidatos a cargos eletivos? Afinal, de que forma usaram os 30% das verbas recebidas? Lamentável que parte da imprensa tente ocultar a verdade ao alimentar a mentira, a arma mais frágil dos lulopetistas, porém própria de seus comportamentos.

Assim, cortar essa verba significa moralizar e colocar fim nas orgias com o nosso dinheiro.  Quanto LULA e DILMA deixaram de aplicar na educação? Isto a mídia esquerdopata não lembra. Silencia de forma torpe ou ignora de modo criminoso. Foram os governos que mais cortaram na área da educação. Só DILMA diminuíra mais de 40% os investimentos em 2017, sendo que LULA já havia efetuado anteriormente um corte de 10% na educação. Memória curta ou torpe? Ou má-fé? E alguém reclamara do corte de 44% da verba das Forças Armadas?

Assim, de nada adianta a grita generalizada por verbas enquanto não se tem a visão consciente da verdadeira extensão da ruina no orçamento. O teto de gastos impõe o controle da dívida pública e deverá evitar o caos econômico, restando, conforme os especialistas, “ apenas 6% da arrecadação disponível para custeio da máquina pública e investimentos, de acordo com o IFI, centro de estudos vinculado ao Senado”.

Por isso, votar a reforma da Previdência e depois a fiscal são atos de extrema necessidade, independentemente da contenção dos gastos; evitando-se aumentos salariais, reajustes e contratações de servidores públicos. E, ainda, devemos esperar o crescimento na arrecadação dos tributos federais para que a partir de 2020 tenha a Nação os ares da prosperidade.

Duas décadas foram desperdiçadas, não se podendo ignorar a realidade herdada. Só assim evitar-se-á a estagnação no setor produtivo e o fracasso na formação do capital humano. Inadmissível que o cenário na economia revele fraqueza generalizada, a ponto de o PIB não alcançar a marca de 2%, o que será deplorável.

VIVER NÃO É SONHAR.VIVER É PRODUZIR.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM  nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29  - Email: alfredo@andradegomesadv.com.br

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