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Pesquisa mostra radiografia do trabalho remoto no Brasil

Por Karine Pantoja

01 Set 2019, 20h54

Crédito: Divulgação

O trabalho à distância ganha destaque no mercado brasileiro, recentemente grandes empresas passaram a aderir esse modelo de trabalho, que tem como principal característica qualquer atividade que pode ser realizada à distância, facilitada pelo uso de tecnologia e de comunicação. Para buscar compreender a nova cultura do trabalho a distância no Brasil, e dar visibilidade a este mercado, aos profissionais e empresas que já atuam ou têm interesse em migrar para esse modelo, a fintech brasileira Husky, desenvolveu um levantamento de mercado que passa por uma pesquisa online, que busca criar o Mapa do Trabalho Remoto no Brasil.

O estudo pretende entender o perfil do trabalhador remoto, seu nível de experiência, localização geográfica, recortes de idade e sexo etc; o efeito do trabalho remoto sobre o estilo de vida das pessoas; informações contábeis/fiscais sobre essas pessoas, com derivação sobre geração de impostos para o país e os Estados, por exemplo; dinâmica do trabalho remoto; e custos e salários do trabalho remoto.

A pesquisa que deve seguir disponível até o dia 30 de setembro, e até o momento a fintech apurou que 34% dos entrevistados trabalham em empresas que não possuem nenhuma localidade física. Não têm escritório. É 100% remoto. Já 22% dos profissionais trabalham há apenas 1 ano remotamente, 17% há menos de 1 ano, 15% há 2 anos e 14% a 3 anos,  e 56% dos entrevistados interagem diariamente com pessoas da própria empresa que eles/elas nunca viram pessoalmente.

De acordo com Elaine Tessarolo, Gerente de Planejamento e Contéudo da Husky, os números mostram a tendência de crescimento desse modelo de trabalho, após o total levantamento dos dados, a Husky deve adotar uma técnica de abordagem chamada triangulação sequenciada. “Está técnica combina análises quantitativas e qualitativas, em que os resultados de um método dão a base para definição e planejamento da aplicação do próximo método. As primeiras análises dessas respostas serão cruzadas com uma base de dados anonimizada, de propriedade da própria Husky, composta por mais de 3.500 pessoas com experiência no trabalho remoto. A esses dados serão aplicadas técnicas de extrapolação e interpolação combinadas com as respostas abertas”, afirmou.

Serão utilizados dados da plataforma do LinkedIn em um terceiro momento da pesquisa, novamente combinados com as duas fases anteriores. Serão apresentados também alguns Casos de Uso que representam perfis significativos identificados durante as fases anteriores da pesquisa.

Para Tessarolo, a ideia da pesquisa partiu da própria experiência do time da Husky, cuja base de clientes é formada majoritariamente por profissionais que trabalham remoto e estão distribuídos em diversas cidades brasileiras, como São Paulo, Araraquara, São José dos Campos, Natal, Maceió, Uberlândia e Goiânia.

“A Husky está desenvolvendo esta primeira edição do Censo do Trabalho Remoto no Brasil, a fim de melhorar a compreensão da opinião pública a respeito do trabalho remoto, cobrindo características, perfil profissional e números relacionados a esse mercado que cresce gradativamente”, relata.

Sobre a Husky

Fundada por Tiago Santos e Maurício Carvalho, a Husky é uma startup desenvolvida para facilitar o fluxo de pagamentos internacionais. Os empreendedores se conheceram trabalhando como programadores para uma companhia estrangeira e tinham um problema em comum: a dificuldade de receber seus pagamentos pelos serviços prestados devido à burocracia brasileira, que ocupava muito tempo dos empreendedores. Para resolver este problema, fundaram, em 2016, com investimento próprio, a Husky.  

 

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