Opinião

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Passando pela tempestade

Tantas outras situações piores ou mais graves podem hoje configurar a sua tempestade

Por Cíntia Lima

01 Jun 2019, 16h55

Crédito: Divulgação

Em muitos momentos em nossa vida passamos pelo que chamamos de tempestades, ou seja, as adversidades, obstáculos, problemas e dificuldades que aparecem no meio de nossa viagem que atormentam, tiram o conforto e geram medo ou até mesmo desespero.

Neste momento, inclusive, você pode estar no meio de uma tempestade: sejam conflitos familiares, seu relacionamento conjugal com brigas e desavenças; seus filhos desmotivados com o estudo ou até mesmo envolvidos com drogas; sua saúde física ou emocional atingida por alguma doença; o risco de perder o emprego ou até mesmo o desemprego, as finanças completamente comprometidas ou sem entradas de dinheiro que suporte as despesas mensais; o trabalho cansativo, desinteressante ou sem perspectivas.

Bem, tantas outras situações piores ou mais graves podem hoje configurar a sua tempestade. Se fizermos inclusive uma retrospectiva é até possível enxergar tantas outras tempestades já enfrentadas por você em tempos anteriores na sua vida. Talvez estas dicas não ajudem o suficiente para impedir alguns alagamentos e perdas, mas certamente fará muito diferencial para não naufragar.

Para hoje, gostaria de enfatizar algumas posturas e comportamentos que ajudam ou ajudarão em meio aos ventos forte, barco balançando, emoção a flor da pele e o olhar embaçado com dificuldade de ver o fim da chuva.

  1. Utilize os recursos que tem e jogue fora o que não precisa: na hora da tempestade, cabeça fria e foco serão fundamentais para você analisar todos os recursos físicos, emocionais, materiais, espirituais que pode utilizar para resolver o problema. Igualmente importante abandonar, tirar do barco, lançar mão de todo sobrepeso desnecessário, coisas do tipo: rancor, vitimização e até pessoas que não somam com o seu estado de resolver.
  2. Abaixe e levante as velas no tempo certo: organize o que precisa fazer, priorizando o que é realmente importante no momento em que a decisão tomada e encontre a melhor integração entre razão e emoção. Neste sentido, escolha baixar as velas para equilíbrio e levanta-las para aproveitar o vento, pois mesmo na tempestade haverão escolhas relevantes de ação que devem ser feitas exclusivamente por você.
  3. Conte com a tripulação inteira: mesmo você sendo o comandante da sua vida, é vital entender que ninguém é autossuficiente. Pedir ajuda profissional, pedir ajuda de pessoas que queiram o seu bem ou pedir ajuda para quem esteja realmente disposto a tirar você deste cenário, farão muita diferença para encontrar em breve um porto mais seguro. Procure um psicólogo ou psiquiatra, busque um consultor empresarial, pesquise sobre investimentos, linhas de créditos ou financiamentos. Eu não sei exatamente qual a sua tempestade, mas contar com um especialista certamente irá contribuir muito para saber melhor o que fazer.
  4. Ancore o barco e aprenda a lição: eu quero muito que tudo o que você passa, possa passar e tão logo haja um céu azul e o raio de sol batendo na água com um brilho sem igual. E neste momento você possa respirar fundo, ancorar por uns instantes o seu barco e avaliar todos os aprendizados para que em outra tempestade você esteja mais preparado e maduro para enfrentá-la.

Para isto:

  • Avalie os momentos em que trocou os estudos e os livros pela televisão ou pelo celular.
  • Avalie as consultas que não fez, os exercícios físicos que adiou, a alimentação desregrada ou o excesso de bebidas.
  • Avalie o carinho que não deu, a atenção que faltou, o sorriso que não abriu, o abraço que negou.
  • Avalie o comportamento que faltou, a disciplina que falhou, o foco que não teve.

Avalie os indícios de tempestade e prepare-se para novos aprendizados, afinal, haverão dias de sol e de chuva no decorrer de toda sua vida.

*Cintia Lima é Psicóloga, Master Coach e Mentora Organizacional cintialima@coachcintialima.com - 92 981004470

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