Opinião

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Os trolls e cibercriminosos outros - Conclusão

Acolá opera-se mediante ações misóginas, racistas e homofóbicas, como bem resta noticiado

Por Bosco Jackmonth

08 Abr 2019, 12h09

Crédito: Divulgação

Assinados 4 textos semanais últimos, publicou-se neste jornal de tantas posturas sadias -  fundado em 02.01.1 904! - esboços como os encimados, próprios das atuais provocações geradas na era digital, sabe-se inovadora, mas aqui e ali mostrando-se odiosa, por tudo quanto revolve os usos e costumes, legislação e doutrina, a bordo do notório avanço tecnológico que, como se sabe, traduz-se numa rede de alcance mundial, a WWW, ou World Wibe Web.

Mostra-se aquela malha num passo ruinoso quando nas mãos daquele grupo criminoso de propagação de ódio na internet brasileira que, remarque-se, aqui dá título a esta série de comentários, já se disse semanais. Acolá opera-se mediante ações misóginas, racistas e homofóbicas, como bem resta noticiado, é de ver.

Um eco de alcance mundial, que é um sistema de hipermídia, ou a reunião de várias mídias interligadas por sistemas eletrônicos de comunicação e executado na internet, onde, é consabido, resulta num bate-papo de feitio único, amparado no acessar de qualquer site para consulta ou o mais, mediante tal recurso. Confira-se, se for caso.

Aí temos o passatempo macabro e moderno usado pelos Trolls. A propósito, em linguagem mais escorreita, como se poderá melhor dizer daquele passo? Ah! Sim! Caiu a ficha! Sacaneiam, atraindo os participantes a discussões em fóruns da espécie, mas postas com argumentos zelosamente sem sentido, apenas para enfurecer e perturbar a conversa. E assim sentem-se realizados. Que coisa, não?

Na linha dos acontecimentos de acentuada notoriedade, reconheça-se, com o respeito devido, que tal não poderia escapar aos aplicados pregadores religiosos, eis que atentos como é próprio das suas obrigações profissionais, por sinal apregoadas também como de traço divino. Logo, assim são inspirados a aperceberem-se de que a sigla WWW, linhas antes anotada, na verdade nada mais sempre tendo sido como a assustadora logomarca do diabo, que atende pela sugestiva figura 666.

Reafirme-se que aqueles algarismos, formando a tenebrosa centena numérica, asseguram os cativos leitores da Bíblia que se revela como o número da Besta, entendendo-se como tal o citado Diabo, ou Satanás, Belzebu, Demônio, Capiroto, Coisa Ruim, Pirento, Capeta, Demo, Demoníaco, e coisa que o valha. E que tal citação encontra-se no livro Apocalipse 13:18, na passagem de São João, quando Deus aparece fazendo o julgamento e destruindo o mal, enquanto surgem-lhe figuras, números e imagens misteriosas.             

Prosseguindo no que aqui se vem comentando, colhe-se do noticiário nacional que aqueles citados grupos de ódio costumam voltar-se para personalidades que gozam de notoriedade na internet, sorteadas como vítimas de armações criminosas de toda a sorte, desde compartilhar textos e fotos com conteúdo discriminatório a fazer apologia de crimes como violência sexual e pedofilia, postagens propositadamente absurdas, provocando repercussão que gera indignação, eis a criminosa intenção.

Como esperado, as autoridades realizaram prisões quando da Operação Intolerância, em 2012. Sucede, na altura a prática de crimes cometidos na Internet padecia de um vácuo na legislação brasileira, possibilitando apenas o enquadramento como crimes contra a honra ou injúria racial e, assim sendo, os detidos ganhavam liberdade. Hoje, vicejam o Marco Civil da Internet (2014) e a Lei Antiterrorismo (2016), postos a amparar a sociedade, como se espera.

Por fim, estime-se que o aqui comentado se mostre um cenário cujas cortinas se cerrem.

* Bosco Jackmonth é advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: bosco@jackmonthadvogados.com.br

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