Infraestrutura

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Oferta de gás tem expansão em Manaus com 119 km de rede

Bairro Parque 10, na zona Centro-Sul da capital, já está praticamente com toda a infraestrutura concluída

Por Marcelo Peres

10 Abr 2019, 23h24

Crédito: Divulgação

O consumo de gás natural se expande em Manaus. Nos próximos quatro anos, a meta é ampliar o fornecimento para clientes individuais em residências e também comerciais, segundo a Cigás (Companhia de Gás do Amazonas). Hoje, o abastecimento é coletivo e já leva o combustível para condomínios localizados em áreas mais próximas da rede de distribuição. Com a massificação do uso e a expansão do serviço, estima-se que o produto poderá estar disponível a potenciais consumidores de outras áreas a médio e longo prazos.  

O bairro Parque 10, na zona Centro-Sul, já está praticamente com toda a infraestrutura concluída. “Só falta ser gaseificada”, informa a assessoria da Cigás. As obras nesse trecho começaram em janeiro deste ano com a construção de um gasoduto de 3,5 quilômetros para atender a pelo menos 1.966 unidades habitacionais e 29 comércios. Os serviços tiveram início na rua Altair Severiano, seguindo pela rua do Caranguejo e na rua O. Em geral, os trabalhos de expansão da companhia são realizados entre 7h30 às 16h e, eventualmente, das 2h às 5h, para não comprometer a fluidez do trânsito e o movimento do comércio, informa a empresa. As obras do trecho estão na reta final e a expansão deve começar a operar em breve.   

“O compromisso é levar o gás natural a outras áreas e a novos estabelecimentos sem causar ao máximo qualquer transtorno”, afirma o diretor técnico e comercial da Cigás, Clovis Correia Junior. Hoje, a rede total de distribuição  de gás já chega a 119 quilômetros em Manaus somando-se à nova infraestrutura construída no Parque 10. Os investimentos da companhia superam os R$ 200 milhões. De acordo com a Cigás, o serviço no bairro Parque 10 é realizado a partir da avenida Darcy Vargas com a utilização de gasoduto existente em frente ao Amazonas Shopping, até a rua Anderson Veras, seguindo pela avenida Maneca Marques.

Até fevereiro deste ano, o volume comercializado de GNV (Gás Natural Veicular) atingiu, em média, 12.212 metros cúbicos por dia na rede de distribuição na capital, segundo a Cigás. O preço médio do metro cúbico está em torno de R$ 3,09, contra R$ 4,45 da gasolina e R$ R$ 3,69 do etanol, respectivamente. Mas só é vantajoso para clientes que rodam muito – taxistas, Uber e quem trabalha com fretes, avaliam potenciais consumidores. A conversão do veículo a gasolina e etanol (flex) para GNV custa pelo menos R$ 4.500.    Segundo o Detran-AM (Departamento de Trânsito do Amazonas), existem hoje pelo menos 5 mil veículos movidos a  gás natural em Manaus. Mas esse número pode triplicar porque a conversão muitas vezes é realizada de forma clandestina em oficinas, uma forma de fugir da taxação que incide para converter o veículo para GNV.  

Agora, o principal foco da Cigás é criar uma infraestrutura para fornecimento a consumidores individuais, como nos mercados do Sul e Sudeste do Brasil. Os shoppings Ponta Negra e Millenium também já são  abastecidos pelo gás natural. A Cigás espera ainda este ano levar o produtos para outros shoppings de Manaus. O abastecimento começou em termelétricas, depois na indústria, automóveis e, por último, condomínios e estabelecimentos comerciais. Hoje, cinco postos de combustíveis fornecem o GNV na capital. De De acordo com o IBP (Instuto Brasileiro de Petróleo e Gás), o Amazonas é hoje o terceiro maior produtor de gás natural do Brasil, com 4,8 bilhões de metros cúbicos, atrás do Rio de Janeiro (18,6 bilhões de metros cúbicos) e São Paulo (6,9 bilhões de metros cúbicos). Da produção total no Estado, 56% foram reinjetados nos reservatórios, sem consumo, por perda de ‘economicidade’ dos projetos, segundo a entidade.

 

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