Opinião

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O maior vendedor do mundo

Os pergaminhos nos orientam ao exercício do amor: "Saudarei este dia com amor no coração"

Por Faber Num

21 Fev 2019, 10h16

Crédito: Divulgação

Era o ano de 1986,  completaria 12 anos, ganhei de presente de Maria Helena — minha irmã — “O Maior Vendedor do Mundo” de Og Mandino. Nesta idade já lia bastante, tinha visto o livro em uma revista, li a sinopse, surpreendentemente, alguma coisa no texto despertou-me a curiosidade. De certo modo ele foi um livro revolucionário para a minha vida. A princípio retardei o máximo para o início da leitura. Naquela época,  fui convidado para os ensaios de uma dança folclórica conhecida por quadrilha, típica do mês de junho. Pouco antes, tinha iniciado a leitura de “ O Maior Vendedor do Mundo”.

Um guardador de camelos chamado Hafid,  que após apaixonar-se por Lisha — filha de um rico mercador —, ficou insatisfeito com a sua função. Levado pelo amor, pretende, acima de tudo,  transformar-se em um vendedor de sucesso do mesmo modo que Pathros o seu preceptor: o maior vendedor de sua época. Com o propósito de concretizar seu objetivo Hafid procura Pathros — argumenta — mostrando sua insatisfação com a sua condição de vida, como resultado, é desafiado a vender uma túnica vermelha — nela estava gravado dois símbolos o primeiro uma estrela dourada da fábrica de túnicas de nome Tola, e o segundo um círculo dentro de um quadrado pertencente a Pathros —, seu preceptor deu-lhe quatro dias para vendê-la na cidade de Belém. O jovem encontra enormes barreiras para concretizar seu propósito, haja vista sua pouca habilidade na arte da venda. Perto do fim da noite que seria a última naquela cidade, alojou-se num estábulo para no dia seguinte retornar a caravana do seu senhor, reassumiria seu posto de guardado de camelos em virtude do seu fracasso na venda da túnica vermelha. Ao se aproximar de uma espécie de gruta que havia no local, nota a presença de um casal com um recém–nascido numa manjedoura. Hafid levado pelo ímpeto presenteia o menino com a túnica vermelha. Faz a jornada de retorno, e, para sua surpresa Pathros o aguarda com perplexidade na fisionomia, pois, percebeu que uma estrela de brilho intenso o acompanhava. Era o sinal esperado, ao longo dos anos. A estrela incandescente apontava o jovem Hafid como o seu sucessor. Assim sendo entregou-lhe um baú com os dez pergaminhos contendo os mandamentos para que ele se transformasse no maior vendedor de seu tempo:

“Hoje começo uma nova vida” — esta primeira lição recomenda a leitura de cada pergaminho durante trinta dias seguidos: ao amanhecer, ao meio-dia e pouco antes de dormir. O objetivo, das repetições, é gravá-los na mente subconsciente, muito mais poderosa do que a mente consciente. Os pergaminhos nos orientam:  

  1. À formação de bons hábitos: “Formarei bons hábitos e me tornarei escravo deles”
  2. Ao exercício do amor: “Saudarei este dia com amor no coração.”
  3. À prática da persistência: “Persistirei até vencer.”
  4. À consciência de que somos um milagre: “Eu sou o maior milagre da natureza.”
  5. À valorização do tempo: “Viverei hoje como se fosse meu último dia.”
  6. Ao autocontrole das emoções: “Hoje serei senhor de minhas emoções.”
  7. Ao enfrentamento dos desafios com humor: “Rirei do mundo.”
  8. Ao desafio do autoaperfeiçoamento: “Hoje centuplicarei meu valor.”
  9. À lição da praticidade: “Agirei agora.”
  10. Ao fortalecimento da fé: “Suplicarei por orientação”

Og Mandino foi piloto de avião, corretor de seguros. Foi nesta última atividade, que viajando pelas estradas, tornou-se um alcoólatra. Foi demitido. Sua primeira esposa o abandonou. Nesse ínterim decidiu atentar contra a própria vida, entretanto,  de súbito, levado por uma força inexplicável procurou a Biblioteca Pública — lembrou-se de quando era um leitor, na infância. De fato iniciou a leitura de vários livros que mostravam o caminho para o êxito, entre os quais estavam os dos escritores Emmet Fox, Napoleon Hill, W. Clement Stone.

Quando atuei na “quadrilha junina” como noivo, estava lendo o pergaminho de número dois — “Saudarei este dia com amor no coração” —, lembro-me das palavras do pergaminho que comandavam as minhas ações, tudo consequência das três leituras realizadas ao longo do dia. Tornei-me muito popular entre os meninos e as meninas, era uma espécie de celebridade. Credito às leituras diárias, toda aquela popularidade emergente. Cerca de duas semanas atrás, conversando com o meu amigo Ananias Batista, ele me disse que aprendeu a partilhar seus rendimentos com aqueles que vivem à margem da sociedade, nas páginas do livro  “ O Maior Vendedor do Mundo” de Og Mandino.



 

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