Opinião

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O desenvolvimento endógeno - Amazonas

Crescimento das regiões industriais implicam em impactos consideráveis

Por Nilson Pimentel

10 Jun 2019, 09h00

Crédito: Divulgação

Uma questão tem dominado as discussões de economistas, profissionais envolvidos com o segmento econômico estadual e os pesquisados do Clube de Economia da Amazônia (CEA) defedem que há necessidade de se construir um futuro para a Economia do Amazonas, ou de outro modo, alavancar processos do Desenvolvimento Econômico Endógeno, haja vista, a globalização total da economia mundial e o desenvolvimento de um novo paradigma tecnológico que se baseia na difusão da Tecnologia 4.0 e, que vêm provocando intensas mudanças no cenário econômico mundial.

As transformações econômicas, tecnológicas, sociais e políticas tornam-se cada vez mais ágeis, radicais e inesperadas, obrigando governos e organizações a se adaptarem rapidamente a esta nova realidade para conseguir maior eficiência e manter posições no mercado. Contudo, essas mudanças têm implicado em várias transformações em regiões industrializadas, também ocasionado o declínio de outras regiões e, assim como, o surgimento de novas configurações produtivas regionais.

Visto por esses fatores, o crescimento das regiões industriais implicam em impactos consideráveis, em termos de reestruturação funcional do espaço, adequações de seus processos rpodutivos de flexibilização e descentralização, dentro e fora das organizações produtivas. Por outro lado, os economistas do CEA, observam que as regiões dotadas de fatores de produção abundantes, ou estrategicamente direcionadas para desenvolvê-las internamente, teriam as melhores condições de atingir o seu próprio desenvolvimento econômico, construindo-se assim, o paradigma na economia regional, marcado pelo aspecto endógeno das fontes de desenvolvimento econômico regional.

Por isso, quando ainda nesta semana, em palestra em âmbito universitário, questionados sobre o porque do Desenvolvimento Endógeno? Discorreu-se que o fator endógeno (recursos naturais, potenciais econômicos, matérias primas e insumos próprios) de uma economia, no caso a do Amazonas, se refere que as ações indutivas e estruturantes que se detém sobre os recursos naturais, como potenciais econômicos produtivos, aproveitados em processos de desenvolvimento econômico, que devem ser determinados por agentes econômicos internos à região, sejam eles governos, empresas, organizações, ou outras instituições daquela sociedade envolvida. Ressalte-se, que são desafios que afetam a todas as forças de mercado, de forma que observem e busquem adaptação às mudanças, o mais rápido possível, com os riscos, com as probabilidades de ocorrências inesperadas, e as reações para que seus efeitos sejam minimizados.

A Economia do Amazonas tem necessidade de prospecção desse futuro, a sociedade e os gestores públicos devem entender que se obtem vantagens competitivas, econômicas e sociais, qualificação de seus recursos intelectuais, melhorias na qualidade de vida da população, sem contar que existem fatores limitantes, que deverão ser levados em conta na razão decisória, para se obter resultados positivos, em longo prazo, quando se adotam técnicas estratégicas quanto ao Planejamento Econômico Estratégico que indique os caminhos seguros para esse futuro. O pessoal do CEA, quando observa as dificuldades que o Polo Industrial de Manaus (PIM) está passando e se antevê uma reforma tributária brasileira que afetará de qualquer forma as condições operacionais do PIM em suas estruturas, é que criam forças para a defesa do Desenvolvimento Econômico Endógeno do Amazonas, projetando-se ações convergentes de integração desse Polo de comodities tecnológicas, com os potenciais econômicos endógenos que o Amazonas possue.

Um exemplo nos chamou atenção, recentemente, já existe investimentos em cultivo racional de tucumã, em fase de colheita inicial e em expansão de área cultivada, pois, como dizia o investidor, haja vista, a cultura gastronômica amazonense, a produção que chega nesse mercado, é totalmente absorvida, e só para lembrar é mais rentável que a uva. Também, fomos esclarecidos que desse fruto pode ser extraído dois tipos de óleo, da polpa e da amêndoa, utilizados na culinária e na indústria de cosméticos em geral.

E, daí Amazonas!!!, enquanto se fica discutindo o que já se conhece, formando grupos de trabalho, etc, etc, etc, outros estão agindo, por força de Planejamento Econômico Estratégico, como um conjunto de forças que indicam conhecimentos de  caminhos futuros e os indicativos de acontecimentos que permitam passar de situações atuais para situações futuras economicamente exequíveis, pois Instituições, profissionais, economistas, pesquisadores conhecem esses indicativos potenciais de utilização na recionalidade econômica de produção.

É por diversos fatores relevantes sobre as possiblidades da Economia Amazonense (existem inúmeras) que os pesquisadores do CEA, entendem que programas e determinados projetos bem específicos, convergentes ou não às atividades industriais do PIM, mas como expansão e diversificação dessas atividades, o Desenvolvimento Econômico Endógeno do Amazonas, tende a ser um adicional processo de crescimento econômico que implica em uma contínua ampliação da capacidade de geração e agregação de valor sobre a produção resultante das matérias primas e insumos da região, bem como da capacidade geral de absorção por mercados da região, na retenção de excedentes econômicos gerados na economia local e disponibilizando oportunidades de atração de  investimentos produtivos diretos, nacional e externos, tendo como resultantes a ampliação do emprego, do produto e da renda local gerada por uma específica atividade econômica a ser induzida.

*Nilson Pimentel é economista, engenheiro, administrador, mestre em economia, doutor em economia, pesquisador, consultor empresarial e professor universitário: nilsonpimentel@uol.com.br.

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