Opinião

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O desenvolvimento e as alternativas econômicas - II

O desenvolvimento econômico foca sobre a sustentabilidade

Por Nilson Pimentel

25 Mai 2019, 13h05

Crédito: Divulgação

A insistência da Classe dos Economistas em discutir o Desenvolvbimento Econômico Regional do Amazonas leva  a sociedade amazonense à reflexão para a importância desse tema para a Economia estadual e para o futuro que se deseja construir, principalmente com a realização pelo Conselho Regional de Economia – CORECON/AM, aqui em Manaus, do XI ENAM – Encontro das Entidades de Economistas da Amazônia Legal, de 29 a 31 de maio/2019, com vasta programação, composta por painéis sobre o grande tema Desenvolvimento Regional, abrodando A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 4.0 E SEUS REFLEXOS NAS ECONOMIAS DA AMAZÔNIA.

Apresentar caminhos de proposições para o desenvolvimento da economia amazonense é função dos economistas em face dessa riqueza que se posta como recursos naturais do Amazonas, conhecedores que nem todos esses recursos tendem ao aproveitamento produtivo com a viabilidade econômica de projetos e análises de cadeias produtivas, pois essa discussão sobre a geração de riqueza e desenvolvimento frente a imenso bioma ou biodiversidade que o estado do Amazonas detém não é recente. Como sustentam os economistas do Clube de Economia da Amazônia (CEA), a Ciência da Economia e a literatura específica não homogeneizou sequer o conceito do que vem a ser desenvolvimento econômico regional, porém o desenvolvimento econômico está ligado às necessidades das pessoas e dos países pobres em aumentar a produção para satisfazê-las e buscar os objetivos comuns da sociedade, além disso, está ligado ao progresso tecnológico e às transformações no perfil da demanda.

Por outro lado, teorias recentes sobre o desenvolvimento econômico regional também foca sobre a sustentabilidade, a distribuição de renda, o desenvolvimento humano e com proteção ao meio ambiente. Então, e por que desenvolvimento regional? Quando se discute desenvolvimento, tem-se como centro de referência para análise uma determinada região, estado ou país. Bem observado, pois isso se explica quando se analisa que todas as interações econômicas e sociais ocorrem em determinado espaço geográfico, no caso do Amazonas, em suas nove sub-regiões.

Essa sub-regiões geográficas, compostas por Municípios, sob condições de analises econômicas, se tornam ainda mais importantes quando consideradas as possibilidades de ganhos das economias de escala e as externalidades positivas que um projeto traz à região, assim como, da mesma forma que se beneficia das externalidades geradas por todos os agentes econômicos envolvidos. Embora não exista um modelo específico de desenvolvimento econômico, os pesquisadores do CEA ressaltam qua as análises comparativas entre determinadas atividades econômicas, indicam oportunidades para que cada sub-região possa incrementar seu próprio desenvolvimento, considerando tanto o crescimento econômico  e a vertente mais objetiva de seu desenvolvimento socioeconômico e ambiental.

Dessa forma, os pesquisadores identificam resultante de cada oportunidade, dois grupos de fatores: a) os fatores de atratividade econômica que leva em conta os interesses econômicos dos investidores/produtores e de potenciais, que investem em determinado projeto; e b) os fatores de desenvolvimento regional, que levam em conta o interesse que a sub-região tem no projeto, considerando os impactos positivos da atividade econômica na região. Por isso que o pessoal do CEA, recomendam o estudo e a  análise das cadeias produtivas e das cadeias de valor, de forma que se identifique as oportunidades ao longo delas, ressaltando a importância dos fatores: 1) na visão do investidor, a atratividade econômica se constrói sobre dois subgrupos de fatores, analisando: a rentabilidade versus as barreiras de entrada; e a análise dos fatores de desenvolvimento regional que leva em consideração outros dois subgrupos de fatores: fatores de crescimento econômico versus desenvolvimento socioeconômico e ambiental.  

Visto assim, antes de se tratar de Matriz Econômica, se tem que identificar e conhecer o recurso natural ou o potencial econômico específico que se quer induzir na racionalidade econômica e sua cadeia produtiva, pois nem todos são passiveis de aproveitamento produtivo racional, como dizem os economistas do CEA, não sustentam um planta fabril, por mais importante e interessante, economicamente, seja. Quando ocorrem todos essa oportunidades, surgem os elementos estruturantes em cada cadeia, como força motriz que podem alterar o rumo das trajetórias do desenvolvimento econômico regional, inclusive as trajetórias da economia regional. Como se pode observar na atividade econômica de extração mineral, como uma força motriz de atração para o desenvolvimento econômico de uma formação regional e, portanto, como fonte de reestruturação de uma nova ordem, abandonando as economias locais regionais de subsistência.

*Nilson Pimentel é economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: nilsonpimentel@uol.com.br.

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