Opinião

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O Governo do Amazonas e o Planejamento Econômico - 2

Visto assim, compreende-se o inconformismo existente em parcela da sociedade amazonense

Por Nilson Pimentel

20 Abr 2019, 11h10

Crédito: Divulgação

Os economistas macroeconômicos e pesquisadores do Desenvolvimento Regional consideram que na abordagem dentro da Ciência da Econômica, os determinantes de ocorrências como a localização espacial e a riqueza potencial existentes no território são as vertentes que levam às análises para os estudos da economia local, que podem envolver diversas variáveis, como: formas de acumulação, tipos de comercialização, a eficiência tecnológica adotada, a que mercados se destinam a produção, o capital intelectual e humano local regional, dentre outras variáveis.

Alertam aqueles profissionais que as discussões em suas varias abordagens, caracterizam o desenvolvimento econômico regional por um processo de crescente complexidade, exigindo uma compreensão sistêmica dos fatores econômicos, sociais, políticos, culturais e ambientais inerentes às todas economias de mercado. Visto assim, compreende-se o inconformismo existente em parcela da sociedade amazonense, haja vista, se ter passado mais de meio século de implementação do projeto Zona Franca de Manaus (ZFM), o gerador de riquezas e empregos nesse período o estado do Amazonas e, muito mais na região sudeste do Brasil, e nenhum governante amazonense ter conseguido incrementar na economia estadual outros projetos de desenvolvimento econômico regional.

Por isso que os conhecimentos que tem lastro nos extratos profissionais multidisciplinares são favoráveis a adoção da metodologia do planejamento capaz de se chegar a um processo seletivo de objetivos segundo critérios econômicos, políticos, ideológicos, sociais, dentre outros, e de prever e dispor os meios necessários de ação institucionais, para levar a efeito, em determinado espaço regional local, a implementação de projeto estabelecido, assim como, os fins com a competência e habilidade, requeridos pelo conhecimento científico e precisamente definidos à consecução dos objetivos do projeto.

Para o pessoal do Clube de Economia da Amazônia (CEA), a metodologia do planejamento econômico é, pois, um processo de assegurar à racionalidade econômica a ação de gestão administrativa do governo estadual. Contudo, na gestão publica do governo do Amazonas, essa ferramenta de gestão, há muito tempo foi banida! Porquanto, fazer desenvolvimento econômico regional se compõe de determinantes complexas, as quais nem sempre as gestões públicas do Amazonas são competentes e nem se acercam dos melhores quadros profissionais existentes. Ao discutir processos de desenvolvimento regional deve-se ter em mente o conhecimento espacial terriotorial determinado no qual se assentam as atividades econômicas e, encerram as riquezas em potencial daquela região.

Para tanto, os processos de aproveitamento dos recursos naturais passíveis de transformação por industrialização são meios necessários aos conhecimentos das possiveis cadeias produtivas, como estruturas econômicas entrelaçadas que se apresentam como propulsoras do desenvolvimento regional. Diferentes de Matrizes Econômicas, como bem se posicionam os economistas do CEA, as cadeias produtivas são conjuntos de operações de transformação em um produto que podem ser separadas ou agrupadas entre si ou em suas distintas etapas, demostrando os fluxos econômicos de trocas entre etapas, para frente e para traz, os quais podem ser fomentadores da economia regional nos setores da economia: primário (agricultura, pecuária, etc.), secundário (indústrialização), terciário (comércio, transportes, etc.) e até o Turismo.

Por isso que o CEA, recomenda que as estruturas da gestão publica estadual devem compreender as abordagens que abragem o desenvolvimento de uma região, e entender a influência que o Estado desempenha nesse processo, podendo gerar subsídios e conhecimentos para que os gestores públicos se posicionem ativamente no processo de promoção do desenvolvimento econômico regional.

Os economistas macroeconômicos do CEA não discutem o potencial de riquezas que o estado do Amazonas detém, mas as diversas formas e metodologias, com base nos conhecimento científicos que extratos específicos da sociedade amazonense possuem, de como resultar, efetivamente em ações, programas e projetos e seus impulsos de implementação, em métodos mais qualitativos, incluindo as alterações da composição de produto e na alocação de recursos pelos diferentes setores da economia, de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social, tais como: pobreza, desemprego, desigualdades socioeconômicas, condições de saúde, alimentação, educação e moradia, daquelas populações envolvidas.

Tanto que esses economistas acreditam que somente outros projetos de Desenvolvimento Economico Regional no Amazonas, possam alavancar o desenvolvimento social das sociedades municipais amazonenses, mesmo que seus aspectos puramente econômicos deixem transparecer a trama de relações sociais subjacentes. Uma vez que, processos de desenvolvimento regional poderão levar a aumentos constantes do produto e da renda, gerando uma maior satisfação das necessidades humanas e uma consequente melhora nos índices sociais regionais.

*Nilson Pimentel é economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: nilsonpimentel@uol.com.br.

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