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Não basta vender, tem que fidelizar o consumidor

Brasileiros têm aproveitado melhor programas de fidelidade

13 Mai 2019, 18h21

Crédito: Divulgação

O faturamento bruto total das empresas de fidelidade somou R$ 6,9 bilhões em 2018, 11,4% acima do verificado no ano anterior.

Os dados são da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), que compilou os resultados de seis de suas associadas (Dotz, Grupo LTM, Multiplus, Netpoints, Smiles e TudoAzul).

Conforme a entidade, no ano passado foram resgatados 245 bilhões de pontos e milhas via programas de fidelidade, volume 20,5% superior ao registrado em 2017. No mesmo intervalo, a emissão de pontos/milhas cresceu 13,9%, atingindo um total de 286,6 bilhões.

O grupo varejo, serviços, bancos e indústria respondeu por 90,4% dos pontos originados, com o cartão de crédito mantendo a liderança como principal fonte de acúmulo de pontos/milhas. Os outros 9,6% vêm da compra de passagens aéreas.

De acordo com o levantamento, o principal destino nacional dos participantes dos programas de fidelidade é São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Brasília. Nas viagens internacionais, os bilhetes mais resgatados nos últimos três meses de 2018 foram para Miami, Orlando, Santiago e Lisboa. Buenos Aires caiu para quinta posição e Lima perdeu a décima posição do ranking para a cidade de Londres, no Reino Unido.

Em 2018, o número de cadastros nos programas de fidelidade aumentou 13,7%, somando, 127,6 milhões em todo o País. Desse público, a maior parte concentra-se na faixa etária de 26 a 40 anos (37,9%).

Na hora de resgatar pontos/milhas, os brasileiros continuam investindo em passagens aéreas. Elas correspondem a 74,8% do total de pontos/milhas utilizados no quarto trimestre de 2018.

Já a taxa de breakage, que mede o porcentual de pontos/milhas que os consumidores deixam expirar, ficou praticamente estável no quarto trimestre de 2018, em 16,5%, número considerado dentro da média de mercados de fidelidade mais desenvolvidos.

Em nota, o presidente da entidade, Roberto Chade, destaca o engajamento dos participantes, que tem aproveitado melhor os benefícios da fidelização.

"Por outro lado, as empresas estão ampliando sua atuação e oferecendo mais possibilidade de ganho e troca para seus clientes, o que acaba atraindo novos parceiros e impulsiona o desenvolvimento do setor no País".

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