Opinião

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Mude!

As decisões que tomamos mudam o rumo da nossa carreira, e assim é para o resto das áreas da sua vida

Por Paula Pedrosa

06 Fev 2019, 16h03

Crédito: Divulgação

Por muitas vezes, e não raramente, somos pegos de surpresa na vida. Pensamos que tudo está sob nosso controle quando vemos que o barco desandou e você não percebeu. Mas, nem sempre isso é ruim. Há males que vem para o bem. Geralmente essas situações nos fazem ser mais fortes, maduros, sábios, reflexivos e mais moderados.

Sabe quando você dá o melhor de si em prol de um projeto no trabalho, fica até tarde trabalhando, toma o seu tempo livre, pensa em como melhorá-lo em todo o tempo, daí seu chefe chega e simplesmente aborta o projeto? O sentimento de decepção é forte, e às vezes, pode trazer traumas para o profissional. Sim, ele fica mais cuidadoso e receoso em entrar de cara num novo projeto, não dá mais o melhor de si e começa a pensar se realmente vale a pena todo o esforço. O fato é que o que é muito importante, ou até o mais importante para você, pode simplesmente não valer nada para o outro, mesmo que ele também esteja no projeto.

Aprendendo a lidar com as mudanças

Assim é a vida. Temos que aprender a lidar com essas situações da melhor forma possível. Eu vejo que podem ser oportunidades de crescimento. Tudo na nossa vida acontece por um motivo, até as coisas ruins acontecem por um motivo que só vamos saber lá na frente. O que temos que fazer é tirar o melhor proveito, em todas as situações. É normal na hora você se sentir péssimo e ter o sentimento de que nunca mais vai fazer nada, mas Deus deu para o homem uma força extraordinária, que nós mesmos desconhecemos, e daí o tempo vai passando e você vai vendo que é capaz de dar a volta por cima. Talvez não vá mais ser na mesma intensidade e amor anterior, mas Deus dá a força que você precisa pra continuar.

Essas situações acontecem e mudam a vida da pessoa. O profissional que passa por algum tipo de trauma na empresa, num projeto, no convívio com colegas de trabalho, não volta a ser o mesmo com facilidade. No início, fazer as coisas será um esforço, até que ele desenvolva a habilidade de ver que, ele é capaz de ser e fazer independente dos outros e das circunstâncias. Ele começa a fazer por ele e por seus princípios e não por ter admiração, compreensão ou valorização de ninguém.

Veja sempre se vale a pena continuar. Avalie os prós e contras, eu sugiro que seja por escrito, para que não seja esquecido. Tome sua decisão de parar, continuar, mudar ou tentar. As decisões que tomamos mudam o rumo da história da nossa carreira, e assim é para o resto das áreas da sua vida. Pense, repense, mas não tome nenhuma decisão precipitada, principalmente se essa decisão não vai refletir somente em você. Geralmente, as decisões que tomamos no trabalho, refletem na família, seja por dinheiro, tempo, qualidade de tempo, entre outros fatores.

A carreira é muito importante, é a sua vida profissional em jogo, é o seu sustento e o da família em jogo, mas nunca esqueça que o mais importante é a família. Essas são as pessoas que permanecerão ao seu lado em qualquer circunstância, se você for demitido e seus “amigos” não lhe derem mais tanto valor, se você precisar recomeçar e descer um degrau no nível hierárquico, se você tiver que baixar o seu nível de vida, são essas as pessoas que não lhe abandonarão.

Tenha amigos no trabalho, é importante que você os tenha, mas sem passar os cavalos na frente da carroça. Temos que saber o lugar e limite de tudo na vida. Colocar as prioridades em primeiro lugar é essencial para o bom andamento de todo o restante.

Os dias vão passando, e a rotina inicia. Por vezes, e na maioria delas, é difícil você continuar pensando nas prioridades, pois vão aparecendo reuniões imperdíveis, relatórios que não podem deixar de ser feitos hoje, gráficos que só você tem a capacidade de fazer bem, pelo menos ao seu ver, e o tempo vai passando,  as prioridades desaparecem e as atividades rotineiras aparecem com força total.

Mude para melhor!

Com cada coisa em seu lugar, tudo fica mais organizado, você mais tranquilo e confortável. Vamos tentar fazer isso um dia após o outro? Quando chegar 18h do dia, mesmo que seu horário de trabalho não termine as 18h, reflita e pense o que você fez pelas suas prioridades hoje, ou o que ainda vai fazer. Se alimentou bem? Caminhou? Deu um abraço no cônjuge? Disse para os filhos como eles são amados por você? Ou simplesmente fechou os olhos 10 minutos para ficar a sós consigo mesmo? Esse exercício diário funciona. Se até as 18h você não fez nada disso, ainda tem a noite para fazer, e você tem a consciência disso. Esse exercício também serve para as atividades do trabalho, se são essas as que você tem dificuldade para cumprir.

Boa semana!

Fiquem com Deus!

*Paula Pedrosa é diretora executiva da Paula Pedrosa Headhunter & HR Solutions - email: paula@paulapedrosa.com.br

 

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