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Mercado imobiliário amazonense em crescente retomada neste ano

Por Antonio Parente

04 Nov 2019, 10h55

Crédito: Antonio Parente

Melhores condições de crédito, aumento do PIB (Produto Interno Bruto) e a redução do desemprego, foram os principais fatores que estimularam a crescente retomada do mercado imobiliário no Amazonas. No terceiro trimestre do ano, o setor registrou um faturamento de R$236 milhões. Os dados foram divulgados ontem (30), pela Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário) e Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil. 

Somado aos dois primeiros trimestres de 2019, o valor chegou a R$578 milhões. Os números correspondem a 95,8% de rendimentos obtidos em comparação ao ano de 2018, quando a receita representou R$603 milhões. No início do ano a projeção era chegar a 32% (R$ 794 milhões), com a crescente retomada do setor houve um aumento de 55% nas estimativas, cerca de R$ 933.600 milhões.

“Todos esses fatores são importantes incrementos na economia, e também é claro, as condições de juros que hoje estão sendo ofertadas pelo mercado. Com a redução da Selic certamente os bancos procuram reduzir seus juros. Além disso, a Caixa lançou um plano de crédito para pessoa física bastante interessante, atrelados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em números de 3% mais uma parcela fixa que varia de 2,9% até 3%. Esse indicador é um termomanômetro importante que demonstra a confiança do empresário”, explica o diretor da comissão da indústria imobiliária da Ademi-AM, Henrique Medina.

Segundo o economista Farid de Mendonça Jr., a Taxa Selic definida pelo Banco Central é o principal parâmetro sobre os juros no país, que funciona como uma referência para a definição dos juros pelas demais instituições financeiras no momento da negociação de seus produtos e serviços, seja por empréstimos e financiamentos ao mercado.

“Quando a Taxa Selic cai, as instituições tendem a baixar as taxas de juros praticadas nas negociações. O inverso também é verdadeiro, ou seja, se aumenta a Selic, a tendência é que as instituições também aumentem suas taxas. A atual trajetória de queda da Taxa de Juros está amparada no atual controle da inflação, também em decorrência da baixa atividade econômica, haja vista que o Brasil está lentamente recuperando sua atividade econômica, ou seja, saindo da crise”, explicou.

Lançamentos

De acordo com a Ademi-AM, até o terceiro trimestre de 2019 o setor registrou o lançamento de sete empreendimentos residenciais, totalizando 2.117 unidades. Em comparação ao fim do ano passado foram lançados 6 empreendimentos no total, que representaram 2.140 unidades. Faltando apenas o quarto trimestre para fechar o ano, o mercado imobiliário ainda tem o desafio de conquistar 39% para alcançar a meta, cerca de R$355 milhões.

Henrique Medina ressalta, que os números positivos criam um cenário de otimismo para atrair novos investidores e estimular o consumo de novos produtos no mercado. “Todas essas condições fazem com que o consumidor e a incorporadora fiquem mais otimistas. O consumidor compra mais e o incorporador vende mais, lançando novos produtos no mercado”, disse.

Medina explica que as facilidades oferecidas no mercado nos últimos meses, tem contribuído para a crescente venda de produtos convencionais, financiados pelos recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos). “Perto de junho e julho, nós começamos a notar o aumento de vendas dos produtos convencionais fora do 'Minha Casa Minha Vida', produtos com preço de venda acima de R$ 190 mil. Os números de vendas foram bastante relevantes. A partir do momento que o governo federal reduz as taxas de juros, os juros atrelados a poupança também são reduzidos, e isso faz com que o consumidor tenha vontade de comprar imóveis”, destacou.

De acordo com Farid, conforme a economia projeta uma recuperação acentuada, principalmente com a retomada dos empregos, as famílias amazonenses tendem a consumir mais, sendo atraídas pelas históricas baixas taxas de juros praticadas pelo mercado brasileiro.  “As taxas de juros baixas tendem a atrair mais famílias e consumidores a tomar dinheiro emprestado ou financiado para adquirir seus bens e serviços”, disse.

Por dentro

Os Bairros que representaram juntos 59,8% das unidades vendidas no terceiro trimestre de 2019 foram: Tarumã (254), Ponta Negra  (140), Planalto (127), Alvorada (117), São Geraldo (92) e Lago Azul (87). Em relação às vendas dos Bancos, os Bairros que representaram juntos 78,2% foram Tarumã Açu (45), Ponta Negra (30),Compensa (18) Parque 10 de Novembro (15), no total foram vendidas 138 unidades.

 

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