Política

COMPARTILHE

'Marina não é obstáculo para a BR-319'

Castro afirma que a estrada pode e deve ser recuperada desde que sejam efetivados os cuidados ambientais

Por Fred Novaes

02 Jul 2018, 00h00

Crédito: Divulgação

O deputado estadual Luiz Castro (Rede) foi o entrevistado na sexta-feira (29), no estúdio da Rádio Baré, no programa "2018 - O Ano da Transformação", projeto de parceria entre o Grupo Jornal do Commercio e a Amazon Play TV Digital. Pré-candidato ao Senado Federal, Castro defendeu a viabilização da BR-319 como opção logística para o Amazonas, desde que obedecidos os trâmites para as licenças
ambientais.
Luiz Castro minimizou a atitude da ex-senadora Marina Silva, quando ministra do Meio Ambiente do governo Lula, ocasião em que cobrou duras restrições para a liberação da obra da rodovia. Marina Silva é pré-candidata a presidente da República pelo Rede. "Marina se comportou como deveria se comportar qualquer ministro do Meio Ambiente, fortalecendo as exigências do Ibama para que a obra não acontecesse da forma precipitada e descuidada como muitos
defendiam", afirmou.

O deputado afirma que a estrada pode e deve ser recuperada desde que sejam efetivados os cuidados para a proteção ambiental. "Eu sou favorável à liberação da BR-319. Conversamos muitos eu e Marina sobre a estrada e ela também é favorável à sua liberação desde que cumpridas as restrições do grupo de trabalho criado para acompanhar os condicionantes ao projeto. Falta muito pouco para atendê-los", defendeu. Para ele, a estrada não foi implementada por falta de vontade política e de empenho para sanar os critérios que oferecem a garantia de sustentabilidade
para a obra.

Castro reconhece que a burocracia para as licenças, não apenas ambientais, acabam emperrando projetos e a iniciativa de empreendedores. Mas o deputado afirma que a garantia de vigilância na rodovia é importante para evitar graves ilícitos como a grilagem de terras e o desmatamento em larga escala.


"As condicionantes ambientais não foram atendidas por falta de interesse e de prioridade por parte do governo federal. Marina deixou de ser ministra há mais de dez anos e o projeto não andou. Tivemos dois ministros do Amazonas nos governos Lula e Dilma que também não conseguiram fazer o projeto avançar", criticou. Castro acrescenta que os próprios governadores do Estado não se dedicaram ao esforço necessário para fazer com que a obra fosse realizada. "Este imbróglio está próximo de terminar desde que o próximo presidente tenha atitude para resolvê-lo e tenho certeza que Marina terá", disse.
O deputado Luiz Castro justificou o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado como parte do seu projeto de servir como político aos interesses do Amazonas com seu mandato. "Vejo minha pré-candidatura como um serviço, não como um ato de um profissional da política", reforçou.

Para dar garantia das suas pretensões, Castro firmou compromisso de abrir mãos de benefícios como senador, caso eleito nas eleições deste ano. O deputado registrou em cartório sua renúncia aos privilégios do cargo de senador. "Os gastos para manutenção do Senado chegam a R$ 4,5 bilhões. Não posso compactuar com esse contrassenso", afirmou.

O deputado também defendeu uma postura incisiva em favor da Zona Franca de Manaus. "Quero ser, como senador, alguém que represente o Estado por inteiro, valorizando o imenso potencial de desenvolvimento do Estado. Apropriando outra pauta alternativa de desenvolvimento para o interior do Estado concomitantemente à defesa da ZFM", explicou.

Outra proposta apresentada pelo pré-candidato é a construção participativa do mandato de senador. Para isso, antes mesmo de iniciar o período eleitoral, pelas diretrizes registradas em cartório, Luiz Castro realizará diálogos diretos com os segmentos sociais, com os trabalhadores e com o setor produtivo do Amazonas, para ouvir as demandas e saber o que deverá ser levado ao Senado Federal.