Agronegócios

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Mais R$ 350 milhões para o campo com lançamento do Plano Safra 2019/2020

Por Antonio Parente

18 Jul 2019, 10h58

Crédito: Antonio Parente

Plano Safra 2019/2020 traz investimento de R$ 350 milhões e surge como importante ferramenta para o desenvolvimento do setor primário do Amazonas. O plano foi lançado ontem (17), pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, e tem como uma das ações implantar infraestrutura de apoio à produção rural, fortalecer as cadeias produtivas agropecuárias e gerar emprego e renda no interior do estado.

“Só dos bancos juntamente com a Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) estamos prevendo um aporte financeiro de algo em torno de R$ 350 milhões. E o investimento do governo do Estado é algo em torno de R$ 250 milhões. Tudo isso para ajudar o pequeno produtor na assistência técnica garantindo a linha de financiamento e também ajudando ele no processo de comercialização juntamente com outros parceiros”, disse. 

Outras ações específicas do Plano Safra Amazonas é aumentar o volume de recursos e facilitar o acesso aos financiamentos do crédito rural, dinamizar os canais de comercialização e incentivar as boas práticas agropecuárias, pesqueiras, agrícolas e florestais sustentáveis. 

A expectativa do governo é que devido ao investimento no setor, a produção rural aumente e crie alternativas para que os produto sejam consumidos no mercado de Manaus. E para ajudar na comercialização dos produtos ele destacou a importância de trabalhar junto com o pequeno produtor.

“Temos o mercado em Manaus para absorver a produção, e a forma de trabalhar em parceria com o pequeno produtor é fortalecer o Preme (Programa de Regionalização da Merenda Escolar), ampliando essa aquisição por parte do Governo do Estado. Boa parte do que consumimos aqui vem de fora sendo que temos a capacidade de produzir aqui principalmente no que diz respeito a piscicultura”, frisou.

Para o titular da Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural), Petrucio Magalhães Júnior, o setor primário precisa ser a locomotiva da economia e grande gerador de emprego e renda, promovendo a interiorização do desenvolvimento e a inclusão social. Para ele, é uma grande estratégia para retomar o processo de crescimento da produção e da competitividade do agronegócio amazonense e a comercialização dos produtos serão realizadas por compras públicas entre eles o PREME ( Programa de Regionalização da Merenda Escolar), PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).

“O plano pretende construir uma ponte para o futuro e alternativa para o desenvolvimento de novas matrizes econômicas, que possam ampliar geração de emprego e renda principalmente para a população do interior do estado. Esse Plano Safra contém ações que atendem todos os segmentos produtivos pois sabemos do potencial da nossa sociobiodiversidade. A comercialização é prioridade do governo através de instrumentos de compras públicas”, afirmou.

Recursos 

Dos recursos de R$ 350 milhões do Plano Safra 2019/2020, serão destinados R$ 75 milhões para ações da política agropecuária; R$ 94 milhões para assistência técnica e extensão rural; R$ 40 milhões para defesa agropecuária e florestal; R$ 40 milhões para crédito junto à Afeam; e R$ 100,5 milhões para apoio à comercialização.

Os projetos prioritários para aplicação dos recursos, conforme as cadeias produtivas, foram definidos com base em critérios de expressiva produção e produtividade; infraestrutura de beneficiamento existente; condições de mercado; geração de emprego e renda e qualidade de vida no meio rural. 

As cadeias prioritárias são: de fruticultura (abacaxi, cupuaçu, banana, citros, açaí e guaraná); mandioca; café; juta e malva; avicultura; pecuária de leite e corte; piscicultura e pesca artesanal; milho; soja; feijão; castanha; óleos; borracha; piaçava; madeira em manejos simplificados; agroecologia e produtos orgânicos.

Dificuldades financeiras gera priorização

Em meio as dificuldade de receitas enfrentadas pelo estado, o governador destacou a importância de priorizar investimentos que trazem retorno sem deixar de lado serviços essenciais como saúde, segurança e educação. Levando em consideração as dificuldades econômicas que o Brasil e o Amazonas enfrentam, o governo vai investir dentro de suas capacidades aquilo que é possível fazer.

“Apesar dessas dificuldades nós entendemos que é preciso aplicar os recursos de forma correta e em áreas prioritárias. E o setor primário é uma dessas áreas. Um dos grandes problemas do Amazonas que nós detectamos, tanto no processo de transição como nesses primeiros meses, é que muitos recursos estavam sendo mal aplicado e mal distribuídos. O que nós estamos fazendo é uma priorização dos investimentos. E naturalmente o governo está investindo dentro da sua capacidade e dentro daquilo que é possível ele fazer”, disse.

Escoamento

Com o objetivo de facilitar a escoação dos produtos dos pequenos agricultores do interior, o governador assinou na ocasião, decretos para a recuperação de ramais e vicinais na ordem de R$ 15 milhões. De acordo com o governador, o investimento não visa apenas o desenvolvimento do ponto de vista econômico, mas também o desenvolvimento social.

“Estamos desenhando essas prioridades, nós já começamos a dar as primeira ordens de serviço para que a recuperação já aconteça nos municípios.Estamos construindo e priorizando aqueles ramais onde há uma necessidade maior de recuperar. E a recuperação que nós estamos fazendo é de uma durabilidade maior das que vinham sendo feitas”, disse. 

Na ocasião, o governador destacou a reunião que teve com o ministro do meio ambiente Ricardo Salles junto com o presidente da República Jair Bolsonaro, para falar do ZEE (Zoneamento Econômico Ecológico). O objetivo do encontro foi pedir prioridade para a implantação do modelo, principalmente para o sul do Amazonas, onde existe atividades sendo desenvolvidas que possuem grande potencial de crescimento econômico.

“O ministro Ricardo Salles já assinou o ZEE do Purus e nós pedimos a prioridade para o andamento dos outros ZEEs, principalmente do sul do estado onde há uma atividade econômica muito promissora e algumas atividades que vem sendo desenvolvida e que precisam desse amparo legal e de um estudo científico para mostrar o potencial da região. Isso também vai direcionar os investimentos do Estado e de outras instituições e fundos”, disse.



 

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