Opinião

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Locação permanece com mercado em alta, oferecendo melhor rendimento

IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) usado como referência para reajustes de aluguel de imóveis, também avançou 0,01% em janeiro, após recuar em dezembro. O índice acumula alta de 6,76% em 12 meses

Por Andréia Leite

27 Mar 2019, 11h54

Crédito: Divulgação

O valor de locação de imóveis residenciais tem alta. De acordo com os dados divulgados pela FipeZap, o preço de locação residencial, no mês de fevereiro, apresentou variação nominal de +0,65%, após alta de 0,41% em janeiro. O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) usado como referência para reajustes de aluguel de imóveis, também avançou 0,01% em janeiro, após recuar em dezembro. O índice acumula alta de 6,76% em 12 meses.

O aumento no aluguel desses tipos de imóveis também fez o Amazonas acompanhar o cenário nacional, mas representantes do mercado imobiliário confirmam que o setor de locação está favorável e se mantém aquecido. É o que declara Leonardo Alexandre, diretor da Imobiliária Novacasa Imóveis. Ele considera que o aumento é bastante relativo e depende de cada negociação e do mercado, cujo os índices podem ser reajustados. Mas afirma que o momento é bom.

“O mercado de aluguel sempre esteve aquecido, não só o interno,  mas muitas pessoas de fora procuram e fecham negócio. O que observamos, são os números de imóveis ofertados em relação à procura, principalmente a oferta de imóveis novos. Aí os antigos, ficam de lado e tendem a ser menos procurados”, observou

O que também tem movimentado o mercado de locação são os imóveis para estudantes universitários que saem de sua cidade natal para cursarem uma faculdade em outro estado. Essa realidade tem impulsionado o faturamento das imobiliárias. O diretor na Novacasa Imóveis, considera a rotatividade bem alta. Ele explica que a preferência são pelos imóveis mais compactos, tipo kitnets e apartamentos menores, sendo todos já mobiliados. De acordo com com Leonardo, estes estudantes procuram imóveis em torno de R$1 mil, mas do que isso, já foge do orçamento e deixa de ser atrativo.

Segundo a presidente do Sindimóveis-AM, (Sindicato dos Corretores de Imóveis do Amazonas), Márcia Chagas, a procura por imóveis para locação é grande para esse tipo de público. Ela conta que a grande demanda são por o imóveis com dois ou três dormitórios com valores até R$ 2 mil, também cem por cento mobiliado. Ela ressalta que o valor da oferta destes imóveis apresentam valores altos por conta da área e localização escolhida para morar.  “A expectativa de imóveis mais baratos, não existe. São áreas que possuem um centro comercial muito forte”, frisou.

Entre os critérios de locação,  Márcia cita que toda a negociação é feita com o responsável do estudante.  Vistorias também fazem parte, uma delas, é saber quem vai morar no imóvel. “Existe toda uma segurança jurídica para isso”.

Oferta x localização

O aluguel de um apartamento no Vieiralves de um quarto custa em torno de R$ 2,5 mil. Na região do Parque 10, com três quartos e uma suíte, custa o mesmo valor. Isso sustenta a informação sobre a variação dos preços se difere, conforme a área escolhida. O bairro de D. Pedro e Parque 10, são os preferidos dos inquilinos que vem de fora

Residindo em Manaus há sete meses, o administrador, Fernando Costa, 36, acredita que fez um bom negócio. Decidiu fazer uma pesquisa de preços e achou o tão sonhado apartamento que pretende morar até 2022. “Optei por um todo mobiliado, para não ter preocupação em fazer uma mudança completa”, disse. O imóvel de dois quartos na área central da cidade, teve um preço bem acessível. Ele garante que o valor foi o melhor do mercado, levando em conta, a demanda e a oferta.  “Consegui adiantar alguns meses de aluguel, então tá tudo certo”, contou.

Quem confirma o faturamento do mercado imobiliário com a locação de imóveis é o corretor Joaquim Caetano. Além do aluguel de imóveis residenciais, os contratos com aluguel de imóveis comerciais avançou neste início de ano. Um dos fatores de crescimento na demanda atribuído pelo corretor de imóveis, é a mudança de militares do exército que são transferidos a cada dois ou três anos, dando lugar a chegada de outros. “A rotatividade impulsionou muito entre o mês de janeiro até agora. Está muito melhor que os últimos dois anos”.

A melhora no cenário, resultou um aumento de 25% a 30% em relação ao ano passado. “Tanto para aluguel como para vendas o mercado melhorou muito. O mercado industrial também começou a ter grande procura. Fechamos vários contratos de galpões que estavam fechados há bastante tempo”, destacou. Ele cita ainda que a procura por aluguéis de imóveis comerciais no Centro da cidade e as vendas por terrenos para construção de galpões no Distrito Industrial, estão garantindo bons negócios.

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