Comunicação

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Jornalista Guilherme Aluízio é sepultado com honrarias devidas

Por Evaldo Ferreira

06 Jun 2019, 09h36

Crédito: Evaldo Ferreira

Foi sepultado, na tarde de ontem, no cemitério de São João Batista, o corpo do empresário Guilherme Aluízio de Oliveira Silva, diretor presidente do Jornal do Commercio e da Rádio Baré, falecido na manhã de segunda-feira, 3, em São Paulo, onde estava em tratamento de saúde no hospital Albert Einstein.

Desde o final da tarde de terça-feira, o corpo de Guilherme Aluízio estava sendo velado no salão nobre do Palácio Rio Negro recebendo parentes, amigos e autoridades do Estado que foram prestar as últimas homenagens ao empresário.

Dezenas de coroas de flores de entidades empresariais e políticas ornaram o salão como forma de prantear e reconhecer a importância de Guilherme Aluízio para o Amazonas, primeiro como empresário, a partir de 1960, quando assumiu as empresas da família; depois, em 1984, como homem das comunicações ao adquirir o Jornal do Commercio e a Rádio Baré, dando importante impulso à imprensa, em Manaus, ao tornar o seu jornal o mais moderno da cidade com o pioneirismo de ter montado a primeira redação informatizada, em 1986, e ser o primeiro a circular em cores, em 1990.

Mesmo com 115 anos de existência, sem nunca ter deixado de circular, Guilherme Aluízio conseguiu manter o JC um jornal moderno, sempre acompanhando as mudanças que o jornalismo impresso passa no mundo todo. Até antes de adoecer e precisar ir a São Paulo para se tratar, o empresário, de 81 anos, ia diariamente para o jornal e lia todas as notícias no impresso, como preferia.

Às 15h de ontem, o cortejo de Guilherme Aluízio partiu do Palácio Rio Negro, em caminhão do Corpo de Bombeiros, com o caixão coberto pela bandeira do Amazonas, que ele tanto amou.

No trajeto ao cemitério, passagem em frente à sede do JC com salva de fogos

O cortejo seguiu pela avenida Sete de Setembro rumo à Cachoeirinha, e chegou ao Japiim, bairro onde, há 35 anos, o empresário instalou o jornal e a rádio. Na frente do prédio, funcionários, sob uma salva de foguetes, se despediram pela última vez daquele que mais que um patrão, foi um amigo de todos os seus colaboradores.

Novamente o cortejo seguiu pelo Japiim, passou pela Cachoeirinha rumo ao Boulevard Álvaro Maia e chegou ao São João Batista.

Amigos falaram em homenagem a Guilherme Aluízio: Miguel Mourão, jornalista; Frederico Veiga, advogado, escritor e articulista do JC; general de Exército César Augusto Nadir, Comandante Militar da Amazônia; Osvaldo Lopes, diretor da TV Cultura/Manaus; e Adalberto Santos, diretor do JC.

Mourão lembrou do jornalista empolgado ao ver o jornal rodando e circulando no dia seguinte; Veiga falou que passou a admirar Guilherme Aluízio desde a adolescência, quando o conheceu; o general Nadir, em Manaus a menos de dois anos, disse que conviveu pouco com Aluízio, mas gostava dele pelo amor que o empresário sentia pela região e pela valorização que dava às Forças Armadas; Lopes revelou que Guilherme Aluízio era como seu segundo pai, sempre mostrando o caminho certo diante das dificuldades; e Adalberto Santos recordou o homem bondoso que lhe estendeu a mão quando ele mais precisava na vida.

A presença mais comovente, no entanto, foi a de Ubaldino Meirelles, amigo de Guilherme Aluízio desde a mais tenra infância. Mesmo numa cadeira de rodas, Ubaldino foi dar o último adeus ao amigo.

Numa última homenagem, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Danízio Valente, entregou a bandeira do Amazonas à senhora Selma Bomfim, esposa do empresário.

Selma Bomfim recebe bandeira do Amazonas das mão do coronel Danízio Valente

Após isso o padre Mauro Cleto, da paróquia dos Remédios, fez uma oração a Deus em homenagem a Guilherme Aluízio, encerrando a trajetória do menino de Beruri que veio, viu e venceu em Manaus.

 

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