Agronegócios

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Investimentos na Expoagro animam segmento do agronegócio

Por Antonio Parente

05 Out 2019, 18h45

Crédito: Djalma Júnior

Programa de melhoramento genético de rebanhos na pecuária de bovinos, incentivo do uso de máquinas agrícolas na piscicultura e a assinatura do decreto de isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para trabalhadores rurais, foram uma das ações do governo do Amazonas para estimular o desenvolvimento do setor primário como alternativa econômica do estado. A assinatura dos atos marcaram a abertura da 41.ª Expoagro (Exposição Agropecuária do Amazonas), iniciada ontem (3), no espaço externo a Nilton Lins.

O governador Wilson Lima, citou o investimento na agricultura familiar do estado como uma dos maiores do Brasil em 2019. Ele destacou que o resultado positivo é fruto dos programas implantados pelo governo, as facilidades oferecidas aos agricultores para aquisição de créditos e financiamentos em instituições financeira e assistência técnica feita em parceria com instituições do segmento. 

“O governo do estado tem esse papel de ser o indutor e dar visibilidade do que acontece no setor primário do Amazonas. Não há dúvidas que o setor começa a viver um momento diferente de otimismo. O investimento que estamos fazendo é um investimento recorde como nunca se viu antes no Amazonas. O Ministério da Cidadania divulgou recentemente números que indicam que o nosso investimento na agricultura familiar foi cinco vezes maior que o investimento feito ano passado e o maior do Brasil”, disse.

Uma das novidades desta edição, é a estrutura montada do gabinete do governador, que em meio a feira vai atender produtores rurais da capital e do interior. Wilson Lima reforçou a importância do modelo Zona Franca de Manaus, mas sem abrir mão da busca de investimento e exploração da biodiversidade de forma responsável para promover desenvolvimento para as atividades do campo.

“O gabinete mostra a minha prioridade em relação aos assuntos do primeiro setor. Para podermos avançar estamos fazendo esse encontro do setor primário com o setor industrial. A zona franca de Manaus é insubstituível, mas precisamos saber trabalhar em outras frentes para avançar no desenvolvimento sustentável”, frisou.

O governador assinou o termo de cooperação técnica com a Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas) e a ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) de um programa que visa promover o melhoramento genético dos rebanhos bovinos, para aumentar a produção de carne e leite de forma sustentável. Além disso, assinou o decreto de criação do Ceapo (Conselho Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica do Estado do Amazonas), formado por 12 entidades da sociedade civil organizada e 12  instituições governamentais.

Grandes negócios

Para o presidente da Faea, Muni Lourenço, o investimento no setor primário traz grandes expectativas de investimento e novos negócios aos pequenos produtores, e reforçou que os decretos assinados pelo estado é um passo importante para trabalhar de forma contínua no segmento de agronegócio no Amazonas.

“Temos expectativa de que grandes negócios serão realizados. O decreto de isenção do ICMS é importante para fomentar os negócios em máquinas e implementos, insumos e veículos utilitários.Sabemos que o agronegócio tem se revelado como uma verdadeira locomotiva na economia nacional, seja garantindo o superavit da balança comercial, seja na geração de empregos. Esse desenvolvimento tem sido marcado pela modernidade dessa agricultura e agropecuária do Brasil. Pela grande tecnologia dessa atividade que esperamos que o setor no Amazonas trilhe esse caminho de sucesso do agronegócio”, disse. 

Muni reforçou a ideia de compartilhar o conhecimento com os pequenos produtores, de que é possível investir em desenvolvimento da biodiversidade da floresta amazônica com a preservação do meio ambiente, e destacou que o momento é importante para que os agricultores acessem de forma intensa as linhas do Plano Safra 2019 investido pelo governo do Amazonas. 

“Aqui no Amazonas esse modelo é mais compatibilizado como meio ambiente e a floresta. E os produtores sabemque é perfeitamente possível conciliar a produção de alimentos e a sustentabilidade ambiental. Nosso estado tem 97% da sua vegetação nativa intacta. Usamos um pouco mais de 1% de nossas áreas com a agricultura, pecuária e boa para te desses 97% está intacta dentro das nossas propriedades rurais que nos permite usar apenas 20% de nossa área. Nunca em toda história esses decretos vieram de forma tão ampla para o setor”, frisou.

Para o superintendente da SFA/AM (Superintendência Federal de Agricultura no Amazonas), Guilherme de Melo Pessoa, o ressurgimento da Expoagro alinhado ao investimento e suporte do estado ao pequeno produtor será fundamental para promover, e o setor no Amazonas. 

“Os investimentos e a Expoagro fomenta negócios, possibilita ajuda dos órgãos de fiscalização e fomentadores. Aqui tem as entidades que dão recursos, as empresas que podem oferecer genética e insumos. Então, todo esse ambiente é necessário para que tenhamos um setor forte. Se todos fizerem sua parte podemos ter o início de uma nova alternativa econômica para o estado”, disse.

Expoagro

Segundo a Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas), a Expoagro é mais uma ferramenta do governo do Amazonas em estimular e incentivar o desenvolvimento do setor primário no estado. Além de movimentar o comércio local e aumentar as cadeias produtivas do agronegócio, fomentar a agricultura familiar e possibilitar aos produtores o aumento da comercialização de reprodutores, matrizes, implementos e insumos agropecuários.

Na abertura da 41.ª Expoagro, o governador assinou o termo de cessão do terreno onde será construído o novo Parque de Exposições. Localizado no km 2 da BR-174, o local contará com 120 mil m² de área para circulação de pessoas e expositores, sistema de vigilância, arruamento e estacionamento próprio.

“Muito importante, não só a retomada da feira, mas que ela veio para ficar. E o mais importante é devolver à sociedade amazonense, sobretudo que mora em Manaus, um parque definitivo. Ano que vem a 42ª Expoagro vai ser em local próprio já com investimento do Estado e será um parque de difusão de tecnologias e permanente para melhorar a produção do Amazonas de forma sustentável”, pontuou o titular da Sepror (Secretaria de Estado de Produção Rural), Petrúcio de Magalhães Júnior.

Foi assinado, ainda, o decreto do Pró-insumos, que regulamenta a subvenção do governo do Estado, paga pela Sepror, para o Programa Pró-Piscicultura, desenvolvido pela Secretaria Executiva Adjunta de Pesca e Aquicultura (Sepa/Sepror).

Financiamento

A Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) está presente na feira com o orçamento de R$ 2 milhões disponíveis para produtores da região metropolitana de Manaus. A linha de financiamento “Afeam Agro” pode chegar até R$150 mil, com taxas abaixo do mercado convencional, prazos flexíveis e podem ser usados para aquisição de animais, máquinas e equipamentos, além de ser utilizado para o custeio de outras atividades.

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