COMPARTILHE

Indústria comemora incentivos à borracha

Emenda de responsabilidade do deputado Pauderney concede redução para 0% ao PIS/Pasep

Por Da Redação

17 Out 2014

 

A indústria de pneus e câmaras de ar do polo industrial de Manaus comemorou a aprovação da emenda que concede a redução para 0% das alíquotas das contribuições para PIS/PASEP e Confins, impostos incidentes sobre produtos feitos a partir de borracha natural produzida por extrativismo não madeireiro na Amazônia.
O deputado federal Pauderney Avelino, responsável pela emenda à MP 651/2014 que garante o benefício, esteve nesta quinta-feira (16), na Neotec, empresa que produz pneus a partir da extração do látex da seringueira, levando a notícia da garantia dos incentivos que poderão impulsionar ainda mais a produção.
"É uma importante conquista para indústria local, pois mexe com toda a cadeia produtiva, desde a matéria-prima encontrada no Amazonas, até o produto final produzido aqui na Zona Franca e resgatamos uma cadeia produtiva que estava praticamente esquecida", afirma Pauderney.
Atualmente, mais de 12 municípios do Amazonas possuem famílias cadastradas através da parceria firmada com a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, que criou cooperativas extratoras de Borracha Natural e sua colheita tem a destinação confirmada para o processamento e utilização pela Indústria de pneus e câmaras de ar instaladas na Zona Franca de Manaus.

Impulso
Segundo o diretor-presidente da Neotec, Auro Levorin, a empresa teve crescimento de 55% desde que foi instalada na Zona Franca, o que fez com que necessitasse de mais borracha natural, aumentando o número de famílias beneficiadas pelo extrativismo de maneira sustentável.
"Conquistamos a isonomia tributária necessária para competir com produtos chineses e poderemos ampliar o número de famílias beneficiadas com o modelo de produção através do extrativismo natural da Amazônia", afirma Levorin.
De acordo com dados dos Indicadores Econômicos da Suframa, de janeiro a agosto o setor de beneficiamento de borracha faturou R$ 136,2 milhões, um crescimento de 27,52% em relação a igual período de 2013, quando as vendas atingiram R$ 106,8 milhões.
Os pneus fabricados pela Neotec destinam-se basicamente às indústrias de motocicletas e bicicletas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus). Mas devido à baixa produção amazonense de borracha natural, para suprir suas necessidades, a Neotec adquire o produto em outros Estados e também importa da Malásia, Indonésia, Tailândia e países africanos. O setor industrial precisa de 14 mil toneladas de borracha por ano e o Amazonas só produz 2 mil toneladas. A importação contribui em cerca de 10% da demanda de borracha.

Incentivo
Com objetivo de fomentar a cadeia produtiva da borracha, a ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável), órgão do governo do Estado, desenvolve política de estímulos à extração do látex a partir do Programa Estadual de Valorização da Cadeia Produtiva da Borracha Natural. Atualmente o programa governamental beneficia 2,6 mil pessoas distribuídas entre 25 municípios, entre os estímulos, está um subsídio de R$ 1 pago por cada quilo da borracha natural aos seringueiros.
A produção total de borracha programada para este ano é de 2 mil toneladas. Fazem parte do programa as seguintes cidades: Borba, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, Manicoré, Lábrea, Pauini, Boca do Acre, Humaitá, Eirunepé, Envira, Carauari, Itamarati, Juruá, Itacoatiara, Urucará, São Gabriel da Cachoeira, entre outros.

PESQUISA

Economia perde fôlego em agosto, indica BC

A economia brasileira desacelerou em agosto, segundo o Banco Central. O indicador de atividade da instituição (IBC-Br) mostrou expansão de 0,3% no mês, depois de um crescimento de 1,5% em julho, sempre na comparação com o mês anterior.
No ano, o IBC-Br acumula queda de 0,1% em relação ao mesmo período de 2013.
Analistas ouvidos pela reportagem consideram que os dados sinalizam que o PIB do país deve crescer no terceiro trimestre de 2014, depois das duas quedas registradas nos dois primeiros trimestres.
O desempenho da economia, no entanto, ainda será fraco e insuficiente para caracterizar uma retomada do crescimento. Se ficar estável em setembro, por exemplo, a expansão ante o trimestre anterior será de 0,5%.
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) é um indicador de atividade mensal que tem como base, por exemplo, os dados da indústria e do comércio, que mostraram ligeira recuperação em julho e agosto. Dados preliminares para setembro apontam pequeno crescimento nesses setores.
A produção industrial cresceu 0,7% em julho e também em agosto, na comparação mensal, após quatro meses de resultados negativos. O comércio varejista cresceu 1,1% no oitavo mês do ano, após dois meses de quedas em relação ao mês anterior.
Em relação ao mercado de trabalho, os dados mostram aumento do desemprego e queda na abertura de vagas com carteira no período.
O indicador do BC tem metodologia e resultados diferentes do PIB. O IBC-Br, entretanto, serve de base para as projeções para o dado oficial.
"Devemos ter um PIB no terreno positivo no terceiro trimestre, de pouco menos de 0,5%, o que, dada a recessão técnica dos dois trimestres anteriores, não é nada animador", diz a consultoria Rosenberg Associados.

EMPRESAS

BC anuncia medida de crédito

Nova medida de estímulo ao crédito anunciada na quarta (15) pelo BC deve beneficiar, principalmente, empresas de menor porte. O banco anunciou a terceira mudança na regra para liberação de depósitos compulsórios em menos de dois meses. Agora, a medida visa estimular o capital de giro para empresas -uma das principais linhas de crédito à pessoa jurídica.
O mecanismo para isso é o mesmo já anunciado em julho e agosto, a mudança na regra dos depósitos compulsórios a prazo, dinheiro captado pelos bancos com CDBs, por exemplo, que fica retido no BC. Em julho, foram liberados R$ 30 bilhões para financiamentos automotivos e compra de carteiras de crédito. Em agosto, mais R$ 10 bilhões em compulsórios para essas finalidades e também para compra de letras financeiras.

LEILÃO

Fazendas da Boi Gordo leiloadas

Duas fazendas incluídas na massa falida da Boi Gordo foram leiloadas nesta quinta-feira (16) por R$ 13,29 milhões, valor previsto pelos representantes dos credores.
As fazendas Santa Cruz e Vale do Sol 1, localizadas em Mato Grosso, haviam sido invadidas por um grupo de pessoas ligadas ao MTA (Movimento dos Trabalhadores Assentados) e foram retomadas pacificamente em setembro. Os nomes dos compradores foram mantidos sob sigilo.
"Conseguimos vender as propriedades com os valores de avaliação atualizados. O intuito é conseguirmos levantar os recursos para pagarmos o quanto antes os credores trabalhistas, o que está previsto para acontecer ainda neste ano", afirmou o advogado Gustavo Sauer, síndico da massa falida.

Veja Também