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O povo luta por um futuro melhor, pelo enterro do comunismo e pelo retorno de políticos de conduta ilibada

Por Alfredo Andrade

08 Jul 2019, 17h53

Crédito: Divulgação

Sem sombra de dúvidas a vitória de Bolsonaro fora fruto dos que desejavam o fim da corrupção, da irresponsabilidade na gestão administrativa e, principalmente, o enterro do lulopetismo. Fora a vitória do oposto numa evidente demonstração da clara e total insatisfação do povo brasileiro contra toda espécie de corrupção, aliado ao desejo de exigir mudanças radicais, onde o objetivo era eliminar as quadrilhas existentes; verdadeiras corporações integradas por políticos corruptos e corruptores da pior escória possível, das quais fizeram parte as maiores empreiteiras, além de empresas públicas. No caso das últimas não houvera uma em que a “administração” lulopetista não tivesse arrombado o cofre e dilapidado o patrimônio. Por isso, chama-nos a atenção como parte da mídia, depois de 14 anos da prática de desvios de valores, de comportamentos e de gestões, onde o silêncio dos cemitérios se fizera presente; tenha a coragem ou a “cara de pau” porque vergonha e memória não possuem, de virem sustentar um inexistente desrespeito às instituições democráticas.  A democracia realmente não funciona quando se deseja aniquilar a função de um Poder como faz o Congresso apoiado no “Centrão”, inviabilizando o Executivo e desmoralizando a política. Não pode a mídia esquecer o resultado das urnas, muito menos os movimentos dos que foram às ruas, cujo análise sincera leva-nos a supor que se o STJ e o Legislativo estão em dúvida, com certeza esta não existe mais.

O povo luta por um futuro melhor, pelo enterro do comunismo e, acima de tudo, pelo retorno de políticos de conduta ilibada; eliminando-se a corrupção. E, se neste aspecto parte da mídia divergir, receberá também o devido isolamento, face sua vergonhosa atuação partidária; não tendo moral para vir falar em valores republicanos. A crítica construtiva não nascera em 2019, mas sua ausência nos 14 anos de lulopetismo contribuíra para jogar o País no atual caos econômico, onde parte dessa mídia também comungara do “quanto pior, melhor”. Há 16 anos o Brasil convivera com o “pouco caso” de seus governantes para com o povo, gerando filas intermináveis nos hospitais públicos, aliada à falta de remédios; desemprego elevado, crescimento das organizações criminosas; educação medíocre e dominada pelos professores comunistas etc. Nunca esse descaso fora combatido com a necessária “crítica pública”, sendo essa omissão reveladora do descaso e da incúria, cujos objetivos se mostraram inconfessáveis. O povo brasileiro não aceita o inaceitável.

Há, com certeza, uma nova ordem que afasta a prática dos desvios e a corrupção sistêmica, antes implantada. O povo fará parte dessa transição e irá às ruas sempre que necessário, demonstrando seu amadurecimento e defendendo os verdadeiros padrões da ética, da moral e dos bons costumes, aspectos que não existiram nos governos do lulopetismo. Bolsonaro conhece bem a democracia, por isso cabe-lhe exigir o devido respeito ao Poder Executivo, onde não existe lugar para o casuísmo: Desmerecer Bolsonaro pelos frutos obtidos com o acordo firmado entre o Mercosul e a União Européia é revelar o que há de pior no ser humano: a inveja.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM  nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29  

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