Opinião

COMPARTILHE

Impor

Não pode o STF se queixar do fato de que se encontra em franco descrédito perante a sociedade

Por Alfredo Andrade

04 Mai 2019, 14h31

Crédito: Divulgação

Por obra de Ministros do STF desacreditados, LULA, presidiário há um ano, concedera entrevista a órgãos privilegiados (Folha e El País), em flagrante ofensa ao princípio da igualdade; tendo nela taxado o atual governo de “maluco” e afirmado que “sairei de lá melhor do que entrei”. Alegara “ter feito cursos e que recebe pendrive contendo aulas”...Mas, outra vez, revelara sua ira ao dizer que: “o Brasil é governado por um bando de maluco” e que quando sair deseja “conversar com os militares” para entender “porque o ódio ao PT”.

E, ainda, dissera que “a elite brasileira deveria fazer uma  autocrítica depois da eleição de Bolsonaro”. E, ao final, usara do condenado populismo ao dizer que “o País não merece isso e sobretudo o povo...”E, sobre a Venezuela nada lhe fora perguntado. Afinal, são somente 2,5 milhões de venezuelanos que deixaram o País, conforme a ONU. Criticar o Min. Moro e o Procurador Dallagnol já era esperado, mas o atual governo que lá está há apenas 4 meses chega a ser hilário, na medida em que o PT estivera no governo por 14 anos e dilapidara os cofres públicos...formara um bando de ladrões, corruptos, lavadores de dinheiro, populistas, mentirosos e ilaqueadores da boa-fé de incautos eleitores, transformados em miseráveis.

Condenável o papel sórdido efetuado por parte da  mídia em seu hercúleo esforço para não deixar o presidiário LULA no total esquecimento. Entrevistar qualquer condenado em segunda instância é abrir exceção onde esta não existe; o que demonstra o lado comunista de parte da imprensa, que hoje bem justifica o crescimento dos meios alternativos de comunicação.

Não pode o STF se queixar do fato de que se encontra em franco descrédito perante a sociedade. É o único culpado, tendo o Min. Barroso afirmado em recente evento: “descrédito da sociedade com o STF é fruto de decisões da própria Corte”; como esta que autorizara um prisioneiro a dar entrevista, ou seja, distinguira onde a lei não distingue. E, o Min. Barroso fora claro ao dizer que seu cinismo absteve-se de lembrar que na percepção  da sociedade, alguns de seus colegas atuam como obstáculo no combate à corrupção no Brasil” e que para essa sociedade “o Supremo protege a elite corrupta do país e que, por isso, tem perdido confiança e credibilidade”. Para Barroso, “alguns ministros mostram mais raiva de procuradores e juízes que estão fazendo um bom trabalho do que de criminosos que saquearam o país”.

Estamos diante de momento difícil, onde a democracia  luta por sua maturidade, face aos escândalos éticos. Com certeza a Nação  recomeçará, até porque há estabilidade institucional e assim integrará um mundo desenvolvido.  Estamos também preparados para defender nosso País contra seus inimigos, ou seja, os que desejam destruir o Brasil; o que quase conseguiram. E, sob este ângulo, LULA dentro de seu cinismo absteve-se de lembrar que a reação da sociedade se dera nas urnas contra os larápios, verdadeiros ladrões que ocuparam o Poder por 14 anos.

LULA nunca se olhara no espelho para concluir que fora com o seu beneplácito e ciência inequívoca que o PT, muito antes do mensalão, se tornara uma máquina arrecadatória de propinas. E’ sinal de amnésia ou má-fé?  LULA ampliara seu ódio contra os que lhe aplicaram a lei, impondo-lhe Justiça. Calculista, indiferente ao mal que causara à Nação, manteve sua arrogância, seu narcisismo e a total falta de patriotismo.

Seu encarceramento não lhe trouxera benefício, mantivera nele o sonho de que bandidos foram os outros, sendo ele a única virgem do prostíbulo.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é Ex- Conselheiro Federal da OAB/AM  nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29  Email: alfredo@andradegomesadv.com.br

Veja Também

Artigo

Insana tributação do IPVA

04 May 2019, 14h26