Pet

COMPARTILHE

Fumaça de cigarro também afeta pets

As substâncias oriundas da queima do tabaco são extremamente nocivas aos animais domésticos

Por Marcelo Peres

23 Set 2019, 10h44

Crédito: Divulgação

Longe de críticas contumazes contra hábitos ou comportamentos de terceiros, se você é daqueles tutores que costumam fumar perto de seu pet, vale um alerta feito com base em estudos científicos. Não é brincadeira. As substâncias oriundas da queima do tabaco são extremamente nocivas aos animais domésticos, principalmente para cães e gatos, os mais próximos do homem. Assim como os humanos, eles também passam a ser fumantes passivos e sofrem as consequências danosas à saúde por aspirar a fumaça de cigarros que contém pelo menos 5 mil componentes tóxicos em sua fórmula.

No caso dos cães, a espécie tem um olfato muito apurado e pode apresentar problemas de pulmão e alergias. Hoje, todos sabem que a fumaça liberada pelo cigarro não faz bem a ninguém e muito menos aos pets. Com cheiro mais aguçado do que nós, os bichinhos sentem mais os efeitos das substâncias tóxicas e ficam expostos a muitas doenças respiratórias. E, inclusive, até câncer.

Nada de cunho moralista nessas orientações. Longe dessa pretensão. Mas se alguém deseja fumar ao sair para passear com seu cão, gato ou outro bichinho de estimação, ou até mesmo em casa, mantenha-os distantes. E, por livre e espontânea vontade, ‘deguste’ o prazer que o cigarro pode lhe proporcionar, mas todos têm consciência que o vício é hoje uma das maiores causas de mortes no mundo. Porém, não podemos levar a reboque nossos melhores amigos que são incapazes de discernir sobre o perigo que os espreita diariamente.

Os cães possuem um olfato sensitivo 10 mil vezes maior do que os seres humanos. E não existe uma fórmula sobre as raças que são mais prejudicadas com a inalação da fumaça de cigarros. Todos, sem exceção, correm risco de contrair doenças graves. Os tecidos pulmonares sofrem alterações ao menor contato com os elementos tóxicos do cigarro.

Inflamações no pulmão, asma, bronquite e alergias são as complicações mais comuns observadas em cachorros e gatos transformados em fumantes passivos. Cães braquicefálicos (de focinho achatado), como os da raça Pug, que já respiram naturalmente com dificuldade, estão expostos a muitas enfermidades agudas e crônicas. Portanto, o ideal é não fumar perto do animal, mas se isso ocorrer, a recomendação é deixar o ambiente bem arejado para a inalação ser menor. 

Outra situação comum observada em consultórios, clínicas e hospitais veterinários, são casos de animais que ingerem acidentalmente bitucas de cigarros. Isso acontece com os mais novos, principalmente cães filhotes. 

Houve caso até de um dono chegar a um consultório relatando que seu Pug de três meses engoliu ‘sorrateiramente’ uma bagana de maconha jogada no chão de casa. O cãozinho começou a passar mal, vomitava, suava muito, tinha diarreia, virava os olhos como se fosse realmente morrer. Chegou moribundo. Completamente chapado.

Felizmente, um antídoto administrado a tempo conseguiu reverter a intoxicação. E o animal se safou desta vez. Saiu ileso, por pouco. Então, nada custa redobrar os cuidados com os pets na hora de ‘saborear’ um cigarro ou quaisquer outras substâncias tóxicas. Afinal, eles compartilham nossa convivência diariamente. E merecem nossa atenção e proteção! 

Cuidados básicos com pelo e pelagem

A saúde dos pets também inclui os cuidados com a pele e a pelagem. Aquele pelo brilhando, macio, que dá gosto de ver, é sinal de que os animais estão sendo bem cuidados com uma alimentação adequada e higienização à base de produtos feitos exclusivamente para eles. Portanto, nada de recorrer a shampoos, sabonetes, perfumes e outros itens de higiene destinados para seres humanos.   

Não se engane. Eles não são como nós. Têm uma fisiologia diferente. Podem se intoxicar ou ter grande impacto na saúde ao menor contato com alimentos e produtos inadequados. Não sucumba àqueles olhinhos fixos, que não piscam, pedintes, em sua direção quando você come alguma coisa em casa ou na rua. Alimente seu cão ou gato só com o que realmente não é prejudicial a eles. E, só assim, poderá evitar gastos com o tratamento de doenças eventuais provocadas por intoxicação alimentar.

Um bom companheiro contra a solidão

Claro, as informações não são novas. Mas a ciência consolida as conclusões de que os animais domésticos ajudam o homem a superar problemas emocionais de toda ordem. Sob as mais diversas situações. Diante da perda de um ente querido e depressão, principalmente. Eles podem suprir essas carências porque são bons companheiros ‘para o que der e vier’.

Por exemplo, pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida, Estados Unidos, descobriram que a companhia de uma animal de estimação após a ausência de uma pessoa pode ajudar a reduzir os sentimentos de depressão e solidão em adultos mais velhos. Os cientistas avaliaram pessoas deprimidas e solitárias com 50 anos ou mais que sofreram a perda de um cônjuge. E os pets foram capazes de suprir essa carência afetiva.

Lazer para pets

De olho num mercado em ascendência, as empresas investem pesado em eventos destinados para o lazer de pets. Até condomínio e shoppings começam a criar áreas recreativas para animais de estimação, uma iniciativa que garante maior atração de clientes e venda de produtos dos mais diversos segmentos econômicos.

Como no resto do País, shoppings de Manaus e outros estabelecimentos já destinam ambientes para os pets participarem de recreação acompanhados de seus donos, um negócio que promete alavancar vendas com os mais diversos segmentos econômicos. Com uma maior consciência sobre a importância da adoção responsável de animais domésticos, seus tutores não hesitam em gastar muito para proporcionar lazer e comprar mimos para seus bichinhos. Novos tempos!

Veja Também

Dr. Pet

Cães e gatos também têm depressão

16 Sep 2019, 12h18