Comportamento

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Fidelizados pelos bons produtos e serviços

Por Evaldo Ferreira - evaldo.am@hotmail.com

14 Set 2018

Crédito: Evaldo Ferreira

Sempre que se fala em fidelidade, vem logo à mente um casal ser fiel um ao outro. Mas o conceito de fidelidade vai muito mais além do que a convivência de um casal. Quem não quer ter um sócio fiel, ou um amigo fiel em quem se possa confiar cegamente? E o que dizer do cliente fiel, que busca sempre o mesmo estabelecimento comercial, geralmente compra os mesmos produtos e age assim porque também confia, vê fidelidade, naquele que lhe presta os serviços?
       
A advogada Vanessa Araújo Pereira sempre foi uma amante de chocolate e doces, então achou o máximo quando a doceria Bronwie.com inaugurou próximo à sua casa, no Vieiralves, há cinco anos.

        "Sou uma fanática por doces, por isso um amigo em comum com o Ary, o proprietário da Brownie.com, me levou até a doceria assim que ela inaugurou, em 2013, e foi o bastante para o lugar se tornar o meu point de ao menos uma, às vezes duas, vez por semana, geralmente sábado ou domingo", riu.

        "A doceria do Ary tem uma boa variedade de doces, mas o que eu gosto mesmo é o brownie, o tradicional, aquele típico da culinária americana, puro chocolate, acompanhado de sorvete, mais cobertura. Além de ser fiel à doceria, também sou fiel ao brownie tradicional. Desde quando comecei a freqüentar a Brownie.com, só peço esse. Até experimento outros doces, que o Ary sempre lança mas, para mim, nenhum substitui o brownie tradicional", contou.

        "As únicas vezes em que deixo de ser fiel ao brownie, é quando vou almoçar na doceria e peço crepes. Também são magníficos e não troco por nenhum de qualquer outro local. Sou fiel mesmo", brincou.

        "Assim como a Vanessa, tenho vários outros clientes fiéis, e são eles, através de seus gostos e preferências, é que mostram que estamos no caminho certo do bom atendimento, dos bons produtos e dos bons serviços", concluiu Ary Filho.

        O bom atendimento fideliza
        Robert Ruan é professor, músico e amante de bons livros. Desde que descobriu, há dois anos, que no sebo O Alienista, do livreiro Celestino Neto, poderia comprar os livros do seu interesse, e por um preço bem mais em conta, ele se tornou mais um cliente fiel do sebo.

        "Eu conheci o Celestino vendendo livros na Feira da Eduardo Ribeiro, aos domingos. Como também trabalho na Feira, toda semana vou à banca dele garimpar alguma coisa que me interesse, e sempre acho", contou.

        "Há quase 20 anos comecei vendendo livros numa mesa improvisada, na praça da Polícia (hoje estou num boxe), e há mais de 15, estou na Feira da Eduardo Ribeiro. Nesses anos todos consegui formar um batalhão de clientes fiéis", esclareceu Celestino. "A pessoa que gosta de ler, é um apaixonado por livros. Como vivo cercado por livros, tenho sempre à minha volta esses amantes da literatura, tanto na praça, quanto na feira. Tenho alguns clientes que compram livros comigo desde a época em que os vendia sobre a mesa, na praça. O Robert começou há uns dois anos e, como os outros, se tornou fiel ", recordou.

        "Como sou músico, meu interesse maior é por livros sobre esse assunto, mas também gosto de literatura e vários outros, cujas edições já se esgotaram. Na praça da Polícia tem cinco boxes de sebos. Eu costumo ir a todos, mas sempre acabo no O Alienista, porque é onde encontro as maiores raridades e o sorriso permanente do Celestino. O bom atendimento fideliza o cliente", finalizou Robert.

        Semanalmente na Agência


        A técnica em enfermagem Cristiane Andrade começou a colecionar cartões telefônicos há mais de 20 anos e quando passou para os máximos postais (união do postal com um selo e o carimbo dos Correios), descobriu a Agência Filatélica Ajuricaba, um setor específico para os filatelistas dentro do Correio.

        "E lá se vão 16 anos. Nesses anos todos vou semanalmente à Agência despachar de 15 a 20 correspondências para os meus correspondentes", garantiu.
        "Quando comecei a ir à Agência, ela ainda ficava no prédio do Correio da rua Marechal Deodoro. Depois mudou aqui para esse da Monsenhor Coutinho, e eu continuei postando minha correspondência", disse.

        "Por tantos anos, e semanalmente vindo à Agência, a gente acaba se tornando amiga dos funcionários. Foi assim com o Jessé, que era o gerente, e agora é com a Nati, que trabalhava com ele, e a Rita", revelou.

        Mas Cristiane não está muito satisfeita com algumas determinações do Correio. Como a filatelia tem cada vez menos adeptos, a empresa resolveu acabar com as agências filatélicas em todo o Brasil, e a Ajuricaba, de Manaus, foi fechada, com os filatelistas remanescentes sendo atendidos nos guichês comuns. Mas eles não ficaram nem um pouco satisfeitos. Diante das reclamações, a empresa está pensando em reabrir a Ajuricaba. "É aqui que nos encontramos, semanalmente, alguns até a mais tempo do que eu, compramos os produtos do Correio, enviamos nossa correspondência. Por que quebrar assim, de forma tão abrupta essa parceria de anos?", lamentou.          


** Na série do Jornal do Commercio deste final de semana, as reportagens buscam entender melhor a figura do 'cliente', em homenagem ao Dia do Cliente, comemorado neste sábado, 15/09.
     
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