Opinião

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Falta de educação

Em relação à educação é indiscutível que qualquer país necessita de uma política sólida na área

Por Orígenes Martins

16 Abr 2019, 16h21

Crédito: Divulgação

Durante as últimas décadas vários países em desenvolvimento ou até mesmo alguns subdesenvolvidos conseguiram mostrar na prática o quanto a educação tem o poder de elevar uma sociedade aos níveis mais altos de crescimento em todos os sentidos. O investimento no setor de educação levou vários países a crescer tanto em termos econômicos quanto, principalmente no aspecto social, dando verdadeiro baile de gestão pública.

Em relação à educação é indiscutível que qualquer país necessita de uma política sólida na área para poder alavancar todo o restante dos setores econômicos e sociais. No caso brasileiro se vem há muito tempo discutindo não apenas o foco das políticas públicas em relação ao setor como o volume do investimento destinado. O resultado nos últimos quinze anos, quando se faz uma análise real e prática, mostra uma decadência absurda e triste onde o rendimento de nossos alunos em todos os níveis decaiu nos rankings mundiais de forma gritante e vergonhosa.

Quando o novo governo assumiu e as mudanças ministeriais foram apresentadas à sociedade, algumas agradando plenamente como Moro na Justiça e Paulo Guedes na Economia, outros ministros deixaram certa posição de pasmaceira não apenas pelo desconhecimento do indicado como por suas atitudes. Entre estes esteve até agora, antes de ser trocado, o ministro da educação, colombiano naturalizado que conseguiu gerar escândalos diversos e pelo menos quatorze demissões ou renúncias no Ministério nos primeiros cem dias de governo.

No caso do MEC, a questão é bastante complicada em função de se estar lidando não apenas com a importância do mesmo, como também o fato de ter sido montado um esquema de grupos esquerdistas tanto nos níveis administrativos quanto operacionais neste que se apresenta como o maior dos ministérios do governo. Logo a questão de um ministro da educação no Brasil exige muito mais que a simples capacidade gestora como principalmente uma visão altamente fria e clara para realizar uma limpeza nos quadros do ministério em setores altamente sensíveis.

Cem dias se passaram e apesar da luta em relação à reforma da previdência que o ministro da economia trava com um congresso viciado e o projeto de lei anticrime que o Ministro da Justiça busca abris para o mesmo congresso, podemos afirmar infelizmente que perdemos este período em relação ao setor da educação. Nada foi conseguido de avanço efetivo até porque os grupos de esquerda que tem poder dentro do ministério conseguiram bagunçar tudo que foi pensado por um ministro que não tinha força para impor uma ordem mais forte para opositores.

Resta agora ao Brasil e aos brasileiros a esperança de que o novo ministro, economista de formação e professor de atuação, tenha uma visão gestora para colocar os problemas do Ministério da Educação dentro de uma sequência adequada de prioridades, além de estabelecer uma atitude de obediência de pensamentos quanto à visão a ser estabelecida quanto às metas e normas que devem ser mais claras e definidas.

Não podemos dar ao nosso país de maneira extravagante, a possibilidade de perder mais tempo com um modelo de educação sem transparência em relação à aplicação dos recursos e com baixo resultado em relação aos resultados dos nossos alunos no ranking mundial. Não podemos aceitar que o Brasil fique abaixo da Etiópia no Ranking de qualidade de educação. Pior ainda é quando se descobre que nos últimos quinze anos, quando houve a pior avaliação mundial da nossa educação, o valor aplicado no setor cresceu cinco vezes, saindo de trinta bilhões em 2003 para Duzentos e trinta bilhões de Reais em 2018. Neste caso, podemos afirmar sem medo de errar que não faltou recurso porém pela falta de gestão ou falta de honestidade na aplicação destes recursos, ficamos em um país sem educação.

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