Opinião

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Do limão à limonada ou há limonada no limão

Mas façamos desse limão uma limonada, vendo tudo por outro lado

Por Bosco Jackmonth

15 Jul 2019, 12h45

Crédito: Divulgação

Como bem se sabe, por vezes cumprindo as tarefas diárias, enfrenta-se passagens carregadas de especial dificuldade, seja pelo peso do trabalho em si, ou pela chatice da rotina. Que fazer?

Simples, dizem alguns consultores. Mesmo naquele cotidiano, procure-se colher paz e satisfação, modificando por inteiro aquele viver, a ponto de encontrar alegria nessa labuta. Como? Fácil, basta do limão chegar à limonada, ou fazer a limonada que há no limão. Ah, é? Pimenta nos olhos dos outros é refresco, limonada, no caso.

Pera aí, não se treta disso. Aliás, não se trata. Mas de observar que embora haja um consagrado enunciado sugerindo a qualidade de vida no dia-a-dia das pessoas, assegura-se que não há uma definição absoluta em torno da questão. Logo, pode-se afirmar que a qualidade de vida seria um pensar aplicado na direção de colher-se no cotidiano longe do indesejável em torno de todas as coisas e atitudes presentes no decorrer de um dia de trabalho.

Eis uma solução: Fazer de um limão uma limonada. É mesmo? Mas, como? Se o limão é um fruto azedo, forte, amargo, que ao ser ingerido puro seria um castigo e tanto! Calma! Se colocar-se um pouco d’água, açúcar, gelo, quem sabe, torna-se numa limonada, bebida gostosa, não se discute.

Assim sendo, vamos aos fatos. Diariamente, temos que levantar cedo, pegar a condução, ou lidar com um terrível trânsito engarrafado. Ao chegar no destino, depara-se com uma coisa ou outra, os problemas de sempre. Eis que temos uma limão a dar conta. Mas façamos desse limão uma limonada, vendo tudo por outro lado. Quer dizer, é desse dia-a-dia que se alcança os meios para atender as necessidades, ao final do mês, sejam o pagamento de contas, aquisições outras a em prol das famílias e o mais.

Ou seja, passou-se a encarar o trabalho de forma diferenciada, significando que antes vivenciava-se e depois se vive, garantindo-se que há alguma diferença entre vivenciar e viver, por conta de que no primeiro passo pode-se dizer que é levar o dia a dia como se despercebido, enquanto o viver é ser autor do momento visto, vivido e sentido de uma maneira diferente. Quer dizer, na faze do limão, acordava-se, trabalhava-se, dormia-se e assim por diante.

Mas, quando o trabalho passou a ser visto como limonada, uma soma de coisas boas, então ditou o viver de forma diferente ao produzir de forma diferente, ligando-se mais nas coisas ao redor, enxergando uma nova situação, quem sabe agradável como nunca. A propósito, foi o que restou colhido presentemente do dia-a-dia de alguns profissionais, ou mesmo pinçando-se de tempos idos, tal como se narra na próxima edição.

*Bosco Jackmonth é advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: bosco@jackmonthadvogados.com.br

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