Opinião

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Do limão à limonada, ou há limonada no limão! - Parte 2

Pensa trabalhar nesse ambiente diariamente

Por Bosco Jackmonth

28 Ago 2019, 13h09

Crédito: Divulgação

Ao final dos dizeres anteriores - (Parte 1) - restou anunciado que o saber para superar paradigma catalisador, tal como o que dá título a esta série, mesmo tomado como algo simplório, eis que por vezes parece mito, na verdade merece toda fé, um passo que de início se tem no adjetivo, e ao fim figura no substantivo, nos moldes das crenças em geral, desde que se creiam nas crenças, bem entendido.

Ou seja, nem precisava dizer que não se quer assegurar que uma mera limonada, tomada no figurativo, seja capaz de vencer desafios, conquanto venha bem a calhar diante desse calor que nos tem fustigado, mal começado o período da conhecida canícula. Sabe-se, vai piorar...

Então, lá, após anotar a diferença entre o viver e o vivenciar nos casos da espécie em torno da aplicação dessa alternativa na atividade profissional, ficou-se de historiá-los, o que se fará em seguida nas próximas linhas. É só um instante e já se chega lá.

Então, vamos. Quer ambiente o mais escaldante que nem o PROCON-AM? Trata-se do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor do Estado do Amazonas. Ou seja, ali se visa acolher copiosas queixas de consumidores contra fornecedores, quase sempre como se portando aqueles uma faca nos dentes, para o que der e vier.

Pensa trabalhar nesse ambiente diariamente, mas com paciência e profissionalismo! Pronto, aí está! Dará certo se daquele limão resultar uma limonada, ou seja, a bordo do vivenciar ou viver, diferença anotada no artigo anterior a este.

Continuando, atendendo a interesse de especial cliente, este articulista se viu obrigado a buscar aquele órgão visando questionar a absurda cobrança de consumo de energia elétrica, sob ameaça de corte que atingiria loja de grande porte, passo preliminar ainda no terreno conciliador, antes de ajuizar a competente ação jurídica.

Compareceu-se ali tomado por um déjà-vu, pressentindo que seria atendido por algum funcionário estafermo armado de um discurso quietação, proferido em meio a um bocejo, passagem não rara em algumas repartições públicas, por certo que doutras cidades e não desta, acredite-se, por favor.

Por isso, ao adentrar cautelosamente no recinto, mentalizou-se a mantra de sempre para casos quitais, profana, sim, nada uma jaculatória, mas também presente no universo ficcional enquanto estatuto e prática ritual, quer dizer: “coisa e tal, noves fora, figa, pé de pato, bangalô três vezes, vôte !”

Deu certo. Coube a recepção a um estagiário bem educado e customizado quanto às suas tarefas ainda que de bases contumazes (o cabo Alfredo diria como sempre “costumazes”), não? Anotou-se o nome do dedicado atendente a ser louvado: Mateus M. Queiroz. Vai longe o rapaz. 

Mas a boa surpresa não ficou nisso. Em seguida, o Gerente de Atendimento, Fernando Barreto Jr., que fazia a ronda nos diversos setores, derramou-se em atenção, como consta que é assim que procura agir com todos, e o assunto ganhou dimensão satisfatória.

Nesta altura, irresistível não citar o filósofo alemão Martin Heidegger, o maior expoente do movimento existencialista, segundo se colhe de registros enciclopédicos, verbis: “Eu estou onde as minhas palavras me trazem”. De fato, aqui, eis sugeridos episódios de pessoas que bem se enquadram no que ora se sustenta sobre praticar a receita nada culinária de tomar um limão e preparar uma limonada, e que, dado o inusitado, tanto atraiu a atenção deste articulista, mas reservada paciência ao amigo leitor, dada a narrativa de mais casos do gênero que ora se anuncia para  o próximo texto. De momento, enquanto se redige - haja calor! – sorve-se uma limonada de verdade. São servidos? (Continua).

*É advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: bosco@jackmonthadvogados.com.br

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