Opinião

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Dizendo dalgumas opções hodiernas - Parte 5

Bem se sabe, confirmou-se que desistiram de celebrar o divórcio

Por Bosco Jackmonth

11 Jul 2019, 09h06

Crédito: Divulgação

Não será demais remarcar que o assunto em torno desta série prende-se ao acontecido com um casal dotado de marcante expressão social e empresarial que estava prestes a enfrentar um divórcio motivado por gravíssimo conflito conjugal, dando-se como incitados a fazer frente a martírios indizíveis tidos como provindos de ritual maléfico, passo do ocultismo que lhes foi atirado, não o sendo a primeira vez.

Fora uma prática adâmica, como bem se sabe, em parte como já adiantado nos textos anteriores, cuja reedição se justifica dadas outras contribuições ao tema colhidas posteriormente, e como anunciado, aliás, até chegar ao final do último escrito, que será o próximo...

Bem se sabe, confirmou-se que desistiram de celebrar o divórcio. Convenceram-se de que se a cruel desdita partira daquela citada fonte sobrenatural, tipo terreiro da Mãe Joana, eis que o melhor a fazer era combate-la também inclinando-se por uma apologia em torno do inverossímil, mas sem cerimônias da espécie, como aconselhado por alguém do ramo.

Quem sabe quase uma jaculatória que em defesa passaram a murmurar contritamente: “figa, pé de pato, bangalô três vezes”, contra “Oxóssi, Ogum, Omulu, Naná, Ossaim, Oxumaré”, e quejandos se mais houvesse, assim apenas para rebater à altura, mas já se disse não integrando-se ao rito, a rigor.

Como resta patente, ali se encerrava a consultoria jurídica que acabara de ceder espaço para o poder catalizador das crenças sobrenaturais, afinal diante da citada ameaça em vias de materializar-se, como narrado, enquanto estatutos e práticas rituais, que atende como universo ficcional, sem que nem ver de baixa epifania; be-a-bá, noves fora, coisa e tal.

 Pode-se dizer sem agasalhar nisso nenhuma profanação ou sequer insulto, mas apenas para não se quedar sob inércia. De fato, assim nos pareceu, em outra variante.

Segue, conduzida a questão como gerada no terreno do exorcismo, diga-se, mostrou-se uma outra direção, não mais jurídica, mas desta vez mero aconselhamento, eis que afastada a opção do divórcio inspirada naquela fonte a ser enfrentada, mediante meios racionais, nada místicos, convém remarcar. 

Sucede, em que pese aquele inverossímil malogro, sobreveio um ir e vir constante ao redor da causa que escapara, atirando-nos a afastar o quietismo e permanecer em campo buscando o que se oferecer, mesmo partido daquela aludida dimensão, afinal um episódio inusitado a nutrir futuros casos, quem sabe. 

Repita-se, mostrou-se um espaço nada jurídico, obrigando a buscas outras, tal como já se citou em passagens postas nos textos anteriores a este. Inúmeras fontes oferecem os subsídios buscados, a conhecer no próximo texto. 

*Bosco Jackmonth é advogado de empresas (OAB/AM 436). Contato: bosco@jackmonthadvogados.com.br

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