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Desejos de consumo ou objetos de desejo

O turismo é uma indústria sem chaminés! E muito lucrativa. O turismo interno é caro

Por Pedro Lindoso

15 Jul 2019, 16h58

Crédito: Divulgação

Um vaso chinês comprado em Pequim. Ir a Oktoberfest em Munique. Passar o Natal em Nova Iorque e o Ano Novo em Paris. Um quimono japonês legítimo comprado em Tóquio. Ou simplesmente ter um papagaio em casa. 

As pessoas têm os mais variados desejos de consumo. O meu era comprar um relógio cuco “Made in Germany”, na própria Alemanha. E fui!

A passagem promocional da TAP RIO-FRANKFURT-RIO, com escala estendida em Lisboa, estava mais barata que MANAUS-RIO-MANAUS. Não é à toa que Manaus recebe uma quantidade de turistas bem aquém do que poderia e desejaríamos. O turismo é uma indústria sem chaminés! E muito lucrativa. O turismo interno é caro. Por essa razão, muitos amazonenses e brasileiros em geral, viajam para o exterior. 

A Alemanha é um país extraordinário. E a terra dos relógios cuco. Em especial os relógios cuco Kammerer, fabricados na região da Floresta Negra, desde 1938 pela família Kammerer.

Esses anos todos de experiência e amor pelo produto que fabricam se refletem em todo o processo de produção e no resultado final dos magníficos cucos, produzidos de maneira artesanal e únicos, posto que feitos a mão até hoje. 

A fábrica de relógios Helmut Kammmerer, conhecida pela abreviatura HEKAS, possui sua própria e especializada carpintaria, com mestres carpinteiros exclusivos. O material usado é totalmente regional. Os cucos são feitos de árvores que conhecemos como tílias e claro os famosos pinheiros, as conhecidas coníferas originais e endêmicas na Floresta Negra.

A vendedora me falou, em Inglês fluente, mas com leve sotaque alemão, que todos os relógios da HEKAS são testados e pendurados de 12 a 24 horas em testes de produção. Só após isso é que os genuínos relógios cuco Kammmerer deixam a fábrica para seu destino de peça original da Floresta Negra para o mundo.

Foi uma alegria comprar o meu cuco, já devidamente instalado na minha sala de estar. Qual seu desejo de consumo, ou mesmo o seu objeto premente de desejo?

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