Construção

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Custo da construção volta a cair no Amazonas no mês de julho

Por Andréia Leite

09 Ago 2019, 10h37

Crédito: Divulgação

Depois do repique registrado em junho, o INCC (Índice Nacional de Construção Civil) do Amazonas registrou deflação de 0,54% em julho, caindo 1,01 pontos percentuais em relação ao mês anterior (+0,47%). Com isso, o custo local da atividade, por metro quadrado, caiu de R$ 1.105,74 (junho) para R$ 1.099,82 (julho) – R$ 610,03 referente a materiais e R$ 489,79, de mão de obra.

O passivo referente à força de trabalho se manteve inalterado em relação ao mês anterior, enquanto o relativo aos insumos para a atividade apresentou queda. A informação está no levantamento do IBGE e Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), divulgado nesta quinta (8).

A variação anual do indicador regrediu para 1,43%, significando redução de 0,56 ponto percentual em relação ao registrado no mês anterior (+1,99%). No acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,70%, 1,01 ponto percentual abaixo da marca registrada em junho deste ano (+6,71%). 

Em menor grau, o índice também apresentou deflação no Brasil, ao pontuar 0,68% em julho, queda de 0,33 pontos percentuais em relação ao mês anterior (+0,35%), A variação anual em julho foi de 2,66%, ou 0,69 pontos percentuais acima da marca anterior (+1,97%). Em 12 meses, houve variação de 4,42%, 0,17 pontos percentuais acima do número de junho (+4,25%).

O Amazonas registrou a menor variação em julho, seguido por Rio Grande do Norte (- 0,30%) e Ceará (-0,21%). Em relação às unidades da federação, o maior percentual ficou com Rondônia (2,64%), sendo seguido por Paraná (2,54%) e São Paulo (1,65%). 

Menor do Brasil

Os dados do IBGE mostram que o custo médio da construção no Amazonas continua a ser menor do que a média nacional. Em relação às outras 27 unidades da federação, o Amazonas ficou na 15ª posição entre os maiores valores. Santa Catarina ocupou a primeira posição (R$ 1.285,33), seguida pelo Acre (R$ 1.267,62) e pelo Rio de Janeiro (R$ 1.256,27). Os menores custos foram situados em: Sergipe (R$ 983,96), Espírito Santo (R$ 1.028,87) e Alagoas (R$ 1.030,16).

No que se refere ao custo médio de material, contudo, o da construção no Amazonas superou a média nacional (R$ 597,92) e ficou 16º entre os maiores valores. O Distrito Federal ocupou a primeira posição (R$ 694,03) e o Espírito Santo (R$ 534,17), a última. Em compensação, o Estado voltou a ocupar a última posição em termos de custo médio de mão de obra (R$ 489,79), bem abaixo da média nacional (R$ 545,73). Santa Catarina (R$ 665,67) registrou o valor mais alto.

No material divulgado à imprensa, o IBGE-AM diz que o número de julho veio na contramão das ocorrências dos últimos meses. Na análise do supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, o mês passado trouxe a primeira retração de preço no ano para a atividade, sendo esta totalmente “patrocinada” pelos insumos da construção, no valor de balcão. 

“A redução contribuiu para a queda do acumulado, que vinha aumentado a cada mês. Mas, como ainda restam cinco meses para o fechamento do ano, não é possível afirmar se haverá novas quedas. No mesmo sentido, aguardamos os próximos meses para entender o comportamento da atividade no tocante a preços ao consumidor final”, avaliou.

“Habitações econômicas”

O presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, considerou que o índice de custo da atividade em julho ficou dentro do esperado pelas empresas, apontando para um equilíbrio de mercado.

O dirigente ressalta que o Amazonas e, possivelmente, a região Norte passam por uma fase em que a maior parte das construções é de habitações econômicas, situação em que os materiais empregados são mais baratos. “Mas, nosso custo ainda é maior, em função de nossa logística”, ressalvou.

Em relação à mão de obra, o dirigente salienta que o item vem se mantendo estável, já que não houve reajuste de salários, ou este ainda não foi incorporado. “Em julho, venceu o valor da convenção. Mas, já foi pacificado entre os sindicatos patronal e laboral, um índice de aumento de 3,5%. Isso deve se refletir na composição de valores, a partir de agosto”, finalizou.

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