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Coworking estimula novos empreendedores em Manaus

Por Evaldo Ferreira

23 Abr 2019, 08h45

Crédito: Evaldo Ferreira

O coworking surgiu como uma nova forma, um modelo diferente de se trabalhar e, não mais como uma novidade, continua em ascensão, reunindo profissionais liberais, empreendedores e usuários independentes, num mesmo espaço, seja compartilhado ou em salas privativas.

O oposto do home office, no qual a pessoa trabalha praticamente sozinha, em casa, no  coworking as possibilidades de negócios através do networking são grandes pela proximidade com vários outros empreendedores, ávidos por idéias inovadoras.

Em Manaus, o Cardume Coworking existe há cinco anos num aprazível estabelecimento, no conjunto Tiradentes, no Aleixo. Até a ampla área verde à frente da casa ajuda a energizar o corpo e a alma dos seus frequentadores.

“Nossas dependências estão divididas em sete salas privativas, uma grande sala compartilhada, duas salas de reuniões, cozinha, recepção, mais área de lazer”, falou Ana Beatriz, assistente de relacionamento do Cardume.

“As salas privativas são escritórios mobiliados que podem acomodar equipes de diversos tamanhos. Já o espaço compartilhado é uma grande mesa onde a pessoa pode chegar com seu notebook, escolher um lugar e começar a trabalhar”, disse.

Uma das características de um coworking é proporcionar ao usuário uma estrutura planejada e pensada para o trabalho autônomo e coletivo, de maneira mais sustentável e econômica.

“No Cardume oferecemos acesso 24h, sete dias por semana, recepção, salas mobiliadas, gestão de correspondências, internet super veloz, projetores HD, design moderno e, permanentemente, realizamos eventos sociais e profissionais”, contou, “além da manutenção e limpeza dos ambientes, mais energia e água”, completou.

Para trabalhar focado

“O evento mais recente foi o ‘Minhas Experiências’, realizado na área junto à piscina. Nesses eventos é trazido um empresário de sucesso para ele contar como foi sua trajetória profissional, do começo até agora. Quem veio desta vez foi o Dedé Parente, da Cachaçaria do Dedé, que começou vendendo pastéis num pequeno espaço, no Parque Dez, e hoje tem uma rede de restaurantes em Manaus, Belém, Fortaleza e Belo Horizonte. Esses empresários servem de exemplo e inspiração para os novos empreendedores, como nós”, falou Rafael Kultemberg, que com mais três sócios são os proprietários da Onisafra, empresa que vende frutas e verduras diretamente do interior a Manaus através de um site onde o cliente sabe quem produziu, onde e quando, o produto que está comprando e ainda o recebe em casa. Rafael adiantou que sequer passa pela cabeça dele e dos sócios sair do coworking, onde ocupam o espaço compartilhado.

“Aqui temos toda a estrutura de uma empresa que, se tivéssemos na Onisafra, geraria um custo muito alto”, revelou.

“O cliente escolhe a melhor forma que deseja usufruir do coworking. Ele pode pagar uma diária (R$ 36), o mês (R$ 439), o semestre (R$ 369) ou o ano (R$ 299), no espaço compartilhado. Para os espaços privativos devem ser feitas consultas”, adiantou Ana.

“As pessoas procuram um coworking porque buscam um local para trabalhar focadas. Em casa, principalmente as mulheres com filhos, têm muitas distrações. Outro dos principais motivos é o networking. Aqui os clientes mantém contato com uma gama de empresários e empreendedores e acabam fechando algum tipo de negócio, no próprio coworking, sem falar dos custos mínimos que têm mesmo com a infra-estrutura disponibilizada”, informou.

“Ainda temos o The Place, na esquina da Mário Ypiranga com a Belo Horizonte, em Adrianópolis, aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, de forma compartilhada. A partir das 18h, e nos finais de semana, o espaço é transformado numa sala para reuniões e eventos”, concluiu.

Equipe do Colab utiliza espaço privativo no Cardume

Colab ocupa sala privativa

O paulista Celso Nishimura Júnior trabalhava numa empresa do Polo Industrial de Manaus, no sistema 4.0, até ocupar uma sala privativa no Cardume, em agosto do ano passado.

“Minha função era robotizar a empresa, mas eu não queria causar desempregos, ao contrário, meu objetivo era criar oportunidades de trabalho e ganho para as pessoas. Por isso pedi demissão e criei a Colab Experience. Aqui trabalhamos com produtos customizados aliando tecnologia e arte, incentivando artistas locais e mostrando que todos podem tirar as suas ideias do papel com a nossa ajuda na execução”, esclareceu.

O principal produto da Colab são as canecas personalizadas, mas eles também criam arte para camisetas e identidade visual, produzem material gráfico e personalizam brindes.

“Buscamos, nas canecas, divulgar a cidade através de imagens de animais amazônicos, do Teatro Amazonas e de qualquer outro símbolo de Manaus”, explicou. “Com a impressora 3D criamos brindes exclusivos”, acrescentou.

O próximo passo do empreendedor é organizar workshops, na sala de reunião maior do Cardume, com capacidade para dez pessoas sentadas, “e nesses workshops, capacitar pessoas. Queremos mostrar que todo mundo é criativo. É preciso apenas desenvolver sua criatividade. E vamos democratizar tecnologias para que atinjam o máximo possível de pessoas”, adiantou.

“Se não estivesse aqui no Cardume, esse meu objetivo seria um pouco mais difícil, e dispendioso, de se alcançar”, finalizou.            

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