Opinião

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Conhecer os prefeitos

Temos eficientes nomes nacionais que não podem ser esquecidos, como o de Manaus, Arthur Virgílio Neto

Por Aristóteles Drummond

15 Jul 2019, 13h09

Crédito: Divulgação

A atuação dos prefeitos no Brasil costuma aparecer no noticiário apenas quando de malfeitos e escândalos. Sufoca-se, assim, as revelações que podem ajudar a melhorar o nível de nossos homens públicos, tirando muitos da política municipal para a estadual ou mesmo federal. 

Nos diferentes estados, temos tido bons exemplos, desde jovens, como o prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi, que deu um salto na educação e na saúde na Cidade Imperial e se espera que resolva o drama da mobilidade nos distritos. Há também veteranos exemplares, como o de Curvelo, em Minas, Maurílio Guimarães, em quarto mandato, mas jovem o suficiente para prestar mais serviços, terminado seu mandato; de Costa Rica, no Mato Grosso do Sul, Waldeli Rosa apresenta uma cidade exemplar na limpeza, na qualidade das ruas, na saúde e educação. E, nas capitais, temos eficientes nomes nacionais que não podem ser esquecidos, como o de Manaus, Arthur Virgílio Neto. 

Uma boa gestão municipal pode lançar um político para voos mais altos, com benefício para a democracia e o país como um todo. A Lei de Responsabilidade Fiscal, que tem de ser mantida e executada com rigor, foi uma conquista para conter os abusos, que infelizmente, ainda estão muito presentes na nossa vida pública. 

 Ao se discutir reformas, deveríamos pensar em atribuir mais recursos e responsabilidades aos municípios. Assim, abandonaríamos a prática eleitoreira de criar municípios que não se sustentam e criaríamos meios de fundir municípios, por economia e bom senso. 

Temos muita coisa a discutir e resolver, mas este gasto com prefeitos, vereadores, secretários municipais afronta a precariedade dos serviços prestados no interior do país. Dentro da política acertada do “estado menor”, deve ser considerada a fusão de municípios, enfrentando os interesses eleitoreiros de uns poucos. 

Reformar, modernizar, avançar no Brasil tem sido complicado pela formação de uma verdadeira casta ancorada em mandatos obtidos pela boa fé de nossa gente. Mas é preciso dar um basta nestes privilégios que fogem a realidade de um país melhor. 

É preciso a união dos bons, vontade política e desprendimento de muitos, em nome do bem comum. Ainda recentemente uma cidade mineira, Arcos, deu um bom exemplo ao diminuir salários de prefeito e vereadores.

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