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O povo deseja resultados, ou seja, uma melhora sensível no padrão de vida, novos empregos e queda nos preços

Por Alfredo Andrade

08 Mai 2019, 10h08

Crédito: Divulgação

No atual cenário de nossa economia há algo a ser ponderado: Venda de veículos automotores subira 12% nos primeiros quatro meses de 2019 em comparação com igual período de 2018. Referidas vendas englobaram motocicletas, caminhões, ônibus e automóveis. Só no mês de abril foram emplacados 339.424 veículos e na comparação com abril de 2018, onde tivemos 311.160 unidades emplacadas, o aumento fora de 9,08%.  Para o presidente da Fenabrave “o desempenho positivo se deve a uma gradual elevação nos índices de confiança do consumidor”. Mas para NÓS fica uma questão: como admitir que gêneros de primeira necessidade não apresentaram tal expansão? Será que com a chegada do dia das mães o comércio se surpreenderá positivamente?

Destarte, pouco nos importa saber acerca da análise que os economistas fazem sobre qual a economia que será gerada com a aprovação da reforma da Previdência e quais serão seus reflexos a longo prazo, muito menos se as projeções efetuadas não se apresentam sólidas em face da incerteza política. O povo deseja resultados, ou seja, uma melhora sensível no padrão de vida, novos empregos e queda nos preços da gasolina e dos gêneros alimentícios.

Se a herança maldita de 14 anos de governo esquerdista deixara o País com o cofre vazio, cabe agora afastar essa maldição denominada “corrupção” e encarar a triste realidade de sermos uma Nação rica, mas sem rumo. Vivemos uma nova democracia fulcrada nas diversas visões, onde a sociedade é vista como parte integrante e inseparável de nosso cotidiano. Sempre fora da homogeneidade de pensamentos que se abraçara o conservadorismo como uma tradição milenar, fulcrada no provérbio traduzido pela idéia de “caminhar à frente sempre com prudência”, sem se esquecer de que na democracia a seriedade é essencial na arte de se praticar a boa política.

Não há hoje espaços para improvisos e a busca pelo consenso é uma imposição a todos os congressistas que se dizem patriotas, eliminando-se as fraturas. Não é hora de partidarismo, mas da verdade; afastando-se a ideologia e a teimosia. Afinal, que se mantenha a garantia dos direitos constitucionais, mas se eliminem os privilégios. O Brasil somos NÓS, por isso é de todos os verdadeiros patriotas.

*Alfredo Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM  nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29  - Email: alfredo@andradegomesadv.com.br

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