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Comércio se prepara para compras de última hora para o Dia das Mães

Por Marco Dassori

07 Mai 2019, 07h03

Crédito: Divulgação

A menos de uma semana do Dia das Mães, o comércio varejista de Manaus se prepara para um aquecimento, a partir da próxima quinta (9), às vésperas da data comemorativa que já foi considerada o “segundo Natal do ano”, mas que vem perdendo terreno para a Black Friday.

A CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus) projeta alta de 3,5% em relação a 2018 para as vendas de produtos ligados à data. Já a Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens e Serviços do Amazonas) acredita que é possível aumentar o volume comercializado em até 5%. No ano passado, o crescimento do varejo local na data não ultrapassou os 2%.

A sondagem da CDL-Manaus informa que a receita bruta do setor durante os dias que antecedem o Dia das Mães de 2019 deve chegar a R$ 140 milhões, com ticket médio de R$ 144,90. O levantamento mais recente do Ifpeam (Instituto Fecomercio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) aponta um valor médio mais elevado para o presente: R$ 240.

“As demissões diminuíram e há maior manutenção nos empregos, impactando positivamente as intenções de compras. Ainda não deu para sentir, porque ninguém faz isso com antecedência. O consumidor só deve ir às lojas na antevéspera da data, mas pedimos que não deixem para fazer isso na última hora”, ponderou o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag.

“Conversei com empresários dos shoppings e verificamos que o movimento vem aumentando e certamente haverá incremento. Não será tão grande como queríamos, mas será significativo diante das atuais circunstâncias”, emendou o presidente em exercício da Fecomercio-AM, Aderson Frota.

Presentes e “lembrancinhas”

Apesar do otimismo, as pesquisas das duas entidades para o Dia das Mães indicam que parte significativa dos manauenses vai economizar nas compras e preferir às “lembrancinhas” a presentes “mais memoráveis” – para o presenteado e para o lojista – do ponto de vista de valor econômico.

As escolhas de 19,7% dos consumidores ouvidos pela CDL-Manaus é por vestuário e calçados – que contam com itens mais baratos. O levantamento listou também bolsas e acessórios (16,8%), joias e relógios (8,1%) e os tradicionais eletrodomésticos (7,2%). Vale notar que, em 2018, a preferência por estes últimos – que possuem maior valor agregado – chegava a 17,5% dos consumidores.

A maioria dos consumidores procurados pelo Ifpeam (81%) garantem que vão comprar algo para marcar a data, embora 85,9% ainda não tenham decidido o que. Entre os que já definiram o produto a ser adquirido, a preferência é pelos perfumes (5,1%). No geral, os segmentos de vestuário (15,3%) e calçados (9%) despontam nos primeiros lugares, mas também há espaço para celulares (7%) e até veículos (8,8%).

“A média de intenção de gastos pode ter diminuído em relação ao Dia das Mães do ano passado, mas o número de consumidores de Manaus dispostos a comprar presentes aumentou em 2019”, ressalvou o presidente da CDL-Manaus.

No levantamento da CDL-Manaus, a maioria dos consumidores diz que vai comprar o presente em shoppings (56%) e parcelar no cartão de crédito (43%). Já as pessoas entrevistadas pelo Ifpeam preferem comprar no comércio local (44,3%) e escolhem o local em função do preço (54,3%), mas também priorizam o cartão de crédito (51,9%) na hora de pagar.

Estoques e contratações.

Segundo Ralph Assayag, um indicativo de que o varejo está apostando mais no Dias das Mães desta vez é o fato de o setor ter contratado em torno de 600 pessoas para trabalhar neste ano – contra os 250 funcionários temporários de 2018. “É o que dizemos: quem não contrata, não vende”, asseverou.

O mesmo não pode se dizer, contudo, sobra a aquisição de mercadorias no atacado para venda no varejo da data comemorativa. No caso dos eletroeletrônicos, vale lembrar que matéria publicada no Jornal do Commercio já antecipava que a produção sazonal do PIM para a data havia ficado abaixo do esperado.

Os dirigentes não souberam estimar o estoque médio de produtos dos segmentos assinalados pela preferência do consumidor nas pesquisas, mas avalia que as lojas aproveitarão para desovar uma quantidade significativa de produtos encalhados desde o Natal.

“Não tenho dados, mas posso dizer que o comércio comprou bem nos dois primeiros meses do ano, pois havia boas expectativas para 2019. Mas, a coisa arrefeceu depois, com as brigas políticas do governo com o Congresso em torno da Reforma da Previdência. Tudo isso adiou a retomada”, comentou Aderson Frota.

“O varejo vai trabalhar como sempre faz, baixando preços e fazendo promoções para capitalizar o Dia das Mães e os eliminar estoques”, arrematou Ralph Assayag.

 

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