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Comércio eletrônico a todo vapor para vendas no Dia das Mães

Por Andréia Leite

08 Mai 2019, 08h24

Crédito: Divulgação

Não é à toa que as lojas virtuais resolveram se organizar e desenvolver ações estratégicas para obter bons lucros com o Dia das Mães. Um levantamento realizado pela ABComm (Associação de Comércio Eletrônico) estima um R$ 3,3 bilhões para a data neste ano.

O boom dos negócios genuinamente digitais, aqueles que não possuem lojas físicas, são considerados os mais utilizados na nossa região para o Dia das Mães, é o que o afirma o consultor de empreendedorismo Carlos Oshiro. “O comércio eletrônico pode ser operado por qualquer um e com qualquer tipo de produto”, salientou. O setor acabou nivelando todos os empreendedores e nunca esteve tão fácil empreender.  Uma das apostas em lojas virtuais que tornaram-se estratégicas para alavancar as vendas para Dia das Mães, é o segmento ligados a cestas de café da manhã.

Atendendo o perfil deste consumidor, a sócia-proprietária do Lili&Vivi Delícias Regionais, Lidiane Maciel, tem esse apelo forte nas comercializações de cestas de café regional. “Usamos muito o Instagram e o Facebook, apostamos nas fotos mais profissionais para registrar o momento em que os nossos clientes recebem as cestas. E para o Dia das Mães, será também um momento em que vamos gerar essa experiência a elas”, explicou.  Para a data, há um mês, a empresa lançou fotos previamente selecionadas e lançaram pré-vendas com descontos de 30%. “O diferencial das lojas virtuais é saber usar as ferramentas ao seu favor. Fazer o impulsionamento direcionado ao público alvo. E trabalhar sempre a divulgação com antecedência. A experiência que a gente gera nas redes sociais é um diferencial, porque mexe com o sentimento das pessoas. Nós conseguimos alavancar as vendas num número bastante significativo”.  

De acordo com a ABComm, a previsão de alta nas vendas associada ao Dia das Mães para o comércio eletrônico, é de 16%. Vale lembrar que em 2018, a data teve o melhor desempenho dos últimos 5 anos segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, que reúne dados do varejo e online.

Ainda falando da projeção da ABComm, o número de compras realizadas pela internet nessa data comemorativa deve ser de 9,81 milhões, resultando em um valor médio de R$ 345 por pedido. Essa previsão. A data tem forte apelo emocional entre a população, e grande parte das pessoas tem intenção de comprar algum tipo de presente para a sua mãe.

As categorias mais buscadas para a data devem ser Moda e Acessórios, Cosméticos e Eletrodomésticos. Eletrônicos e Eletroportáteis também sempre são muito procurados. Outros produtos que devem fazer sucesso são flores e artigos de casa e decoração.

Mantendo a loja virtual, no Instagram, no segmento de decoração e presentes,  há pouco mais de um ano e meio, a empreendedora Cibele Garcia, garante que com a  proximidade da data, as encomendas aumentam e os prazos de entrega precisam estar assegurados. Ela espera um aumento de 4,5% já que a data é a segunda maior em termos de vendas.  “No fim do mês de abril, já tínhamos encomendas de produtos personalizados e de reserva”. Para Cibele a maior estratégia no comércio eletrônico, é deixar o cliente ter alguma experiência. Inserir o que ele deseja no presente é uma forma de garantir isso. “Ele participa diretamente e acaba agregando ainda mais valor ao produto”, conta Cibele que recebeu um expressivo número de pedidos de outras cidades.

Campanhas

“Apesar da crise do desemprego que tem afetado boa parte dos empresários, o comércio online é um dos mais saudáveis, com mais mais retorno que os comércios convencionais. Cada vez mais as pessoas estão comprando online. A compra por impulso é muito mais rápida”, analisa a especialista em marketing digital, Jamile Galvão.

Dentro deste comércio, a praticidade na busca por produtos por conta da rotina desafiadora, fala mais alto, isso justifica o investimento e a migração cada vez mais acelerada de muitas pessoas para o e-commerce.  “Quando ela não tem condição de fazer um e-commerce que tenha um site que faça toda a transação de compra e venda, ela monta um instagram e faz o anúncio dos seus produtos. Ao invés de ter uma loja física, ela acaba recorrendo às redes sociais, e daí  surge um negócio virtual”.

Segundo Jamile, a  antecedência é uma estratégia que não falha. O que traz compradores para este mercado é ter uma estratégia de marketing que seja constante durante o ano inteiro. E quando chega as datas alusivas,  apostar em ações especiais. “Ou você faz uma promoção, ou faz um vale presente, ou um sorteio. Você vai gerar facilidade porque é um momento de concorrência em que a sua loja precisa se destacar”.

Com a proximidade da data, a especialista ressalta que o mais importante é que os e-commerces precisam primar pelo bom atendimento. Garantir que não tenha problema nas transações, garantir do a segurança no processo de compra é fundamental, além de manter uma equipe de logística bem preparada.

“Não existem fórmulas prontas para o que dar certo para todas as lojas. Se tem um público-alvo e uma persona bem definida, e você entende qual o desejo dele, o que ele  busca e como ele se comporta você consegue fazer cada vez mais um marketing mais direcionado a atender e incentivar o impulso de compras”, frisou.

Por dentro

Existem os grandes marketplaces como Magazine Luiza, Americanas e Amazon que vende inclusive produtos de outras lojas. Saraiva por exemplo trabalha no formato misto. Existem ainda negócios exclusivamente baseados em e-commerce, exemplo: Submarino.

 

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