COMPARTILHE

Cigás amplia participação no Azulão

Por Jornal do Commercio

02 Fev 2015

 

Assinatura de Termo acabou a polêmica sobre a distribuição do gás do campo do Azulão

Com a assinatura do Termo de Compromisso acabou a polêmica entre a Petrobras e a Cigás sobre a distribuição do gás do Campo Azulão. A discussão girava em torno da divisão do lucro de quem fica com a maior fatia. O que corresponde à distribuição do combustível extraído no UTE (Usina Termelétrica) Azulão Silves/AM, como é conhecida a reserva de gás natural localizada entre Silves e Itapiranga (AM).
De acordo com o teor do Termo de Compromisso, a Cigás se compromete, recebendo o gás da Petrobras, fornecer à empresa que será constituída por meio de um leilão, para se transformar na UTE Azulão. A Petrobras é responsável pela exploração e extração de combustíveis (gás, óleo e outros) e a Cigás (Companhia de Gás do Amazonas) foi criada com o objetivo de distribuir todo o combustível na forma de gás extraído em solo pertencente em solo amazonense.
Segundo o presidente da Cigás, Lino Chíxaro, o Termo de Compromisso foi assinado no dia 19 de janeiro. O leilão que irá constituir a UTE Azulão está previsto para acontecer no início de fevereiro. Agora a distribuição do gás da Petrobras para a termoelétrica, cujo nome ainda vai ser definido, está garantida à Cigas, com esse compromisso selado. “Embora, como eu digo, nós queiramos um pouco mais. Agora nós queremos participar efetivamente do projeto”, afirmou.
Chíxaro ratifica a importância em ampliar a participa no projeto da UTE Azulão onde está o GN (Gás Natural) mais antigo prospectado pela estatal que vai abastecer o SIN (Sistema Integrado Nacional) através do Linhão de Tucuruí-Manaus. “Esse é um gás antigo que a Petrobras descobriu a muito tempo. Talvez uma das mais antigas descobertas. A Petrobras está desenvolvendo um projeto, em parceria com outra empresa, para construir uma térmica na boca do poço, e assim vender energia para o Linhão da Eletrobras”, esclareceu.
Com a assinatura do termo de compromisso a Cigás está habilitada a participar do leilão previsto para acontecer neste mês de fevereiro, segundo a Petrobras. Chíxaro garante que a empresa está interessada em melhorar a infraestrutura da energia no Amazonas, participando desse projeto da UTE Azulão. “Com a participação da Cigás, o Estado também passa a auferir receita, porque nesse caso o fato gerador de ICMS ocorre em Manaus. Com isso é uma equação importante para todos os lados, inclusive para o próprio Estado”, alertou.
Além do fortalecimento da Cigás, o Estado do Amazonas, conquista uma participação mais efetiva, ou seja, de ter um parceiro do empreendimento, não apenas como um prestador de serviços, bem como um sócio no projeto através da Cigás. “Agora o projeto já vai participar de um leilão com a Cigás sendo a distribuidora e com isso o Estado ganha, a Cigás ganha. O que nós queremos é um pouco mais: é a participação efetiva da Cigás como parceira do empreendimento. Porque isso é muito mais importante para o Estado e para a própria Cigás”, frisou Chíxaro.
Segundo Chíxaro, o Azulão é uma mostra do potencial econômico da Cigás, que está prestes a ser 100% privatizada pelo governo do Estado do Amazonas. O Estado tem 17% das ações da Cigás, os outros 83% pertencem a Manausgás. “Isso fortalece a Cigás como empresa, coloca a Cigás num ponto de participação em um projeto que melhora muito as condições econômicas da empresa e com isso a empresa tem mais condições de expandir a sua política na área industrial, na área veicular e isso é um processo que ainda está desenvolvendo”, disse.
O presidente da Cigás ainda informou que a Casa Civil do Governo solicitou uma reunião com o diretor de abastecimento da Petrobras para agilizar as tratativas.
“Para ver se nós avançamos nesse aspecto”, antecipou Lino Chíxaro em entrevista exclusiva ao JC.


Tanair Maria
tmaria@jcam.com.br

Veja Também