Varejo

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CNDL no Amazonas discute questões essenciais para o setor

Por Antonio Parente

04 Set 2019, 14h02

Crédito: Antonio Parente

Programa Políticas Públicas 4.0 discute questões essenciais para o desenvolvimento do setor varejista local. A ação realizada ontem (3), na CDL Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), teve como finalidade mobilizar a classe empresarial lojista do Amazonas para debater sobre a necessidade de um maior protagonismo nas decisões que afetam o setor de comércio e serviços. O projeto é um convênio firmado entre a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). 

Com temas focados em qualificação de lideranças do varejo, protagonismo empresarial, ética e associativismo, os empresários participaram de palestras e workshops voltados à relações institucionais e governamentais com a finalidade de estimular  articulações locais.Cerca de 50 empresários do Amazonas associados à CNDL estiveram presentes no evento, e participaram em atividades coletivas com foco no desenvolvimento local e regional conciliando interesses comuns e objetivos compartilhados. 

Há mais de 40 anos atuando com treinamento e educação empresarial, a empresária Adriana Loch, ministrou uma palestra com o tema: “Qual o papel do empresário na melhoria do ambiente de negócio?”. Para ela, um dos caminhos para que o empresário exerça sua atividade de modo a contribuir com o desenvolvimento social e econômico do estado, é unir forças às entidades representativa para buscar fortalecimento para o seu ambiente de negócio.

“Nós enquanto empresários crescemos até um certo ponto porque a burocracia nos limita muito. O convite é unir o nosso poder privado com o poder público, porque entidades de classes como a CDL por exemplo, têm uma representatividades nos governos estaduais e federal muito grande. É pegarmos nossa demanda e nossos problemas e fazer pequenos projetos e pedir ajuda para fazer esse projetos. É unir com empresários que tenham o mesmo problema para resolvê-lo”, destacou.

Outro ponto destacado pela empresária, é a importância do gestor compreender o conceito de cooperação empresário, que segundo ela, se baseia em um relacionamento de interdependência entre pessoas e empresas com diferentes potencialidades com o objetivo de alcançar um bem comum.

“Além desse conceito é importante destacar a mobilização empresarial. Engajar líderes empresariais que unem força em uma ação coletiva que tem um objetivo a alcançar. E este seja adequado à realidade empresarial, dentros dos limites da ética, da moral e do direito”, destacou.

Desafios

Adriana destacou algumas das principais causas que os empresários precisam defender para que o seu negócio prospere, e gere resultados positivos para a sociedade e para economia local. Entre eles estão a redução da burocracia; a simplificação de processos; infraestrutura; acesso ao crédito e financiamentos diferenciados; mobilidade urbana; educação empresarial e assistência gerencial; compras governamentais; segurança pública; reforma tributária e apoio à inovação do varejo.

“Lembrando que isso não será feito a curto prazo, mas se não começar hoje esse problema vai continuar para sempre. Tem que dar o primeiro passo. O brasileiro tem a característica cultura do imediatismo. Ele tem que entender que de modo geral isso demora. Aprovar um projeto a nível estadual e federal demora muito. O convite é o empresário identificar uma entidade que o represente para unir forças e começar essa caminhada”, disse.

De acordo com o gerente de projetos e eventos da CNDL, Daniel Sakamoto, o mundo atual dos negócios está em constante mudanças. E para encarar essa nova realidade, é preciso que o empresário se qualifique de modo a entender sua importância para estabelecer uma relação sólida com o poder público, e assim exercer uma boa representatividade do seu setor.

"Acreditamos que o empresário brasileiro precisa se qualificar nessa relação entre poder público e poder privado. A gente traz essa discussão sobre relacionamento institucional e governamental e os líderes que representam o setor precisam se qualificar nesse assunto. O mundo atual é um pouco mais complexo, ambíguo e mais volátil. Os novos líderes têm que se adaptar à essas mudanças para conseguir exercer de maneira mais efetiva sua representatividade do setor”, disse.

 

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