Polo Industrial de Manaus

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Bolsonaro defende parcerias internacionais para biodiversidade

Por Antonio Parente

27 Jul 2019, 12h29

Crédito: Divulgação

Com a presença do presidente da república, Jair Bolsonaro, e o ministro da economia Paulo Guedes, a primeira reunião do CAS (Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus) do ano, aprovou mais de 87 projetos industriais e sinalizou uma pauta de investimento de R$ 626 milhões na região. A previsão é que sejam gerados mais de 3 mil postos de trabalhos diretos, nos três primeiros anos de operação, com um faturamento previsto na ordem de mais 3,6 bilhões de dólares.

O presidente Jair Bolsonaro, mas uma vez mostrou-se a favor do investimento na Zona Franca de Manaus e na criação de novas matrizes econômicas para complementar o modelo. Além disso, deu passe livre para a exploração mineral e legalização do garimpo como formas sustentáveis para ajudar tornar a Amazônia um marco econômico de desenvolvimento e mostrou-se aberto para formar parceria em investimentos com o capital estrangeiro. 

“A nossa amazônia é exuberante, temos tudo aqui, além do subsolo e a biodiversidade. Tenho mostrado e falado para o mundo, que qualquer país, que por ventura queira, em parceria, explorar a nossa biodiversidade, estamos prontos para conversar com esses países. Tenho dito na mesma coisa na exploração mineral, não podemos viver só de commodity, eu falei em parceira porque queremos agregar valor àquilo que nós já temos e a zona franca de Manaus é importante para o bem estar do nosso querido Brasil”, disse

Na ocasião, o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, falou dos trabalhos da autarquia na alteração dos três principais marcos para a implantação de projetos industriais e agropecuários, destaque para a resolução 206/2012, cuja as alterações buscam dar celeridade a projetos industriais. Outras ações de desenvolvimento regional citados pelo superintendente, que inclui os cinco estados de abrangência, foi a recuperação da BR 319 que está dentro do plano da equipe econômica como projeto de Estado.

“Nós amazônidas reconhecemos que nossa região precisa dessa via de forma urgente, por representar a integração terrestre do estado do Amazonas e Roraima ao resto do país. Os entraves orçamentários, técnicos e ambientais estão sendo selecionados, e em breve, com o apoio do governo federal, sabemos os trabalhos de recuperação dessa estrada de tão grande relevância para a região amazônica serão iniciados”, disse.

Além disso, ele destacou também, os esforços da autarquia em buscar de soluções para novas matrizes complementares, como tecnologia digital com a instalação de um polo digital na cidade de Manaus, o turismo como vocação natural da região, bioeconomia com uma proposta de organização do CBA (Centro de biotecnologia da Amazônia) para buscar condições para que os empresários e investidores possam realizar negócios de forma sustentável sem depender de recursos públicos. 

“Nossa ideia é gerar investimentos com organizações sólidas que queiram investir na região e gerar emprego e renda para sociedade. O CBA será o epicentro de uma nova e complementar matriz de desenvolvimento da bioeconomia e da indústria da floresta por meio da nossa maior riqueza que é a biodiversidade”, disse.

De acordo com o secretário Especial de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, a ideia do governo nos seis primeiros meses de atuação, sempre foi em consolidar uma equipe conjuntas de pessoas, tanto do Ministério da economia quanto da secretária, para trabalhar em uma visão única. O objetivo era de simplificar, desburocratizar e dar mais agilidade em todos os processos da Suframa. Segundo ele, os trabalhos geraram avanços e mais competitividades para a região, como a simplificação dos PPBs (Processo Produtivos Básicos) que agora contaram com critérios objetivos e decisões mais claras.

"Quando assumimos no início dessa gestão, nós definimos duas metas para os primeiros 6 meses de atuação: consolidar uma equipe conjunta de pessoas, que tivessem debates honestos e alinhados a mesma visão de um país próspero mantendo a soberania nacional. E mais agilidade nos processos que envolvem a Suframa, com debates honestos e francos sempre buscando o melhor para região e para o país”, disse.

De acordo com o secretário, o trabalho em conjunto trouxe grandes avanços institucionais para a região, e destacou alguns que trazem competitividade e alinhamento com a geração de empregos. A secretária está propondo a aprovação de novos marcos legais para a atuação da Suframa, como resoluções para concessões de lotes no Distrito Industrial e agropecuária, que trazem segurança jurídica e direito de propriedade para evolução do mercado. 

“Além dessa ações estamos reformulando e valorizando o CBA para transformá-lo em grande oportunidades para que sejam vetores de desenvolvimentos complementares e não substitutos aos já existente na zona franca de Manaus. Vetores estes que aproveitam as nossas grande riquezas que aproveitem nossa economia, o turismo, a piscicultura, a mineração e outros. O CBA é o primeiro passo para construção de novas bases para o mercado”, disse.

Investimento

Bastante criticado nos últimos dias, pelos seus discursos inflamados contra o modelo zona franca, o ministro da economia, Paulo Guedes, mostrou-se mais adepto à realidade econômica da região e as suas potencialidades de investimentos para gerar riquezas para o país. “Nós podemos ter em Manaus a capital mundial de negociação de carbono, de bolsa de valores onde se negociam mercados que antes pareciam intangíveis mas que geram negócios. Nós temos água, nós temos oxigênio, e isso tem enorme valor econômico. Então, nós podemos criar aqui no Amazonas, um centro mundial de sustentabilidade e de biodiversidade, com uma visão de novas riquezas”, disse.

Para o ministro, é possível criar no estado um centro mundial de biodiversidade investindo em infraestrutura de ligações com outras regiões do país e do mundo, para aumentar a influência geopolítica da região. Ele criticou ainda, as administrações anteriores de definir a capacidade de investir os recursos e abrir oportunidade de investimentos sem explorar as riquezas naturais da região.

“Nós como brasileiros não devemos derrubar o que é bom para o Brasil e sim construir alternativas melhores para todas as regiões do Brasil. Nós temos recursos nessa região que nenhum outro país tem, de minérios, gás e biodiversidade. Ver um futuro grandioso em biofarma, biomedicina e que Manaus seja capita mundial da biodiversidade. Nós podemos com inteligência criar riquezas preservando a natureza e é o que faremos”, disse. 

Governador do Amazonas

O Governo do Amazonas, Wilson Lima, destacou a importâncias dos líderes executivos de outros estados da região norte, de participarem das discussões em torno da reforma tributária, para que nenhuma medida que seja tomada, possa comprometer a competitividade das empresas que estão instaladas na região. 

“Uma empresa que sai do Distrito Industrial significa desemprego. E no momento que há desemprego as pessoas que tinham um funcionário que tinham um plano de saúde que a empresa tinha uma parceria, eles acabam indo buscar o serviço público, que já está estrangulado”, disse. 

 

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