Polo Industrial de Manaus

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Bolsonaro chega em meio a turbilhão político e cenário caótico

Por Andréia Leite

25 Jul 2019, 12h58

Crédito: Divulgação

Ao desembarcar no Amazonas, o presidente Jair Bolsonaro vai se deparar com um cenário turbulento em face aos últimos acontecimentos na capital.  Além dos protestos de servidores contra medidas do governo do Estado, a crise de infraestrutura também imprime uma perspectiva nada favorável. O presidente participa da reunião do CAS (Conselho de Administração da Superintendência da Zona Franca de Manaus), na Suframa, nesta quinta-feira (25).

A partir das 9h, horário local, está prevista a visita do Presidente da República, ao Colégio da Polícia Militar V, onde participará da entrega de certificados e medalhas aos estudantes amazonenses que participaram da Olimpíada de Matemática, no Japão. 

Após solenidade, o presidente irá se deslocar de helicóptero até a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), onde comandará a 287ª Reunião Ordinária do CAS, é a  primeira de 2019, que contará também com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Participam, ainda, o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, os conselheiros representantes dos diversos ministérios integrantes do CAS e demais representantes de entidades de classe e órgãos governamentais da região, entre outros.

O evento será fechado para convidados e só devem participar quem estiver devidamente credenciados. De acordo com a assessoria do Planalto, o presidente permanecerá na capital por duas horas e retornará a Brasília.

Especulava-se que ele realizasse visita em alguma fábrica do PIM (Polo Industrial de Manaus), mas como o tempo de permanência  é bem curto, por conta da agenda apertada, não será possível. O superintende da Suframa deverá acompanhar o presidente nessa visita à Manaus.

Mais de 88 projetos industriais serão avaliados na reunião do CAS. Os investimentos geram um montante de US$ 650 milhões Uma injeção de recursos consolidados em torno de US$ 4 bilhões e esse valor vai gerar nos próximos três anos, cerca de quatro mil empregos diretos no PIM (Polo Industrial de Manaus).

“Nada disso seria possível sem o apoio dos nossos prefeitos e governadores e, principalmente, de toda a bancada dos estados, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Amapá. Eu agradeço a especial a confiança em todo o nosso trabalho”, disse o titular da Suframa, Alfredo Menezes.

Panorama conturbado

O sufoco que perduram nos três municípios da RMM (Região Metropolitana de Manaus), Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, com  problemas de restabelecimento de energia elétrica e suspensão do abastecimento de água, cujo o comércio dos respectivos municípios sofrem prejuízos incalculáveis. 

Vale lembrar, que o após ser eleito, o presidente da República, Jair Bolsonaro citou Manacapuru como o município que refletia o sentimento de mudança quando passou pelo local em dezembro.  Na época ele declarou que nada era mais gratificante do que quando esteve no município, coração da Amazônia, onde teve a oportunidade de conversar com pessoas simples, mas que tinham sede de conhecer a verdade e de conversar com alguém que realmente os tratava com o devido respeito e consideração.

A perspectiva por projetos de desenvolvimento regional para a capital é uma das frentes mais defendidas ao longo dos anos. Ao avaliar essa necessidade o vice-presidente do Codese ( Conselho de Desenvolvimento Sustentável e Estratégico de Manaus) Romero Reis, atenua que não há dúvida que o novo ciclo deverá acontecer depois das reformas e garante que vai ganhar mais competitividade e gerar crescimento. “Nos últimos 15 anos o Brasil parado e o reflexo está relacionado nos dias de hoje.  O governo atual não pode ser responsabilizado. Mas é preciso ter tolerância e paciência. Até o fim ou início do ano, as medidas surtirão efeitos. Vamos manter a coerência do que precisa ser feito”, suavizou. 

Ele aproveitou para reforçar que há uma década que o presidente não participa de uma reunião do CAS, considerando que é um momento histórico. “O presidente vai  o presidente vai anunciar medidas de interesses da região. E o rito dos PPBs são fundamentais, isso vai trazer fortalecimento do modelo. Temos expectativas positivas”. 

Recepção tímida

Apoiadores de Bolsonaro pretendiam organizar um cenário de recepção para o presidente, mas devido a questÕes de segurança e a falta de acesso da agenda não informada a recepção será mais tímida. “Gostaríamos muito de fazer uma recepção no padrão Amazonas, com muita gente para mostrar o calor do nosso povo, porém a agenda detalhada não foi informada. Certamente por questões de segurança”, declarou, Carlos Lucoli, Líder do Movimento Direita Amazonas e filiado do PSL. 

Ele supõe  que os órgãos de Segurança Pública juntamente com a Agência Brasileira de Inteligência já devem saber que os PT, PCdoB e PSOL juntamente com sindicatos estão querendo fazer atos para atrapalhar a passagem da comitiva presidencial nas proximidades da Bola da Suframa. “O que sabemos é que haverá uma homenagem por parte dos alunos do CMPM e depois o presidente estará participando da reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA - CAS, mesmo assim a nossa equipe estará pronta para acompanhar a chegada do presidente”. 

De acordo com a assessoria da SSP (Secretaria de Segurança Pública) e da PM (Polícia Militar do Amazonas) por questões de segurança, o esquema traçado para a visita do presidente é altamente confidencial. 

Intimidados

Uma reunião que acontecia no final da tarde de terça-feira, com representantes de movimentos sociais do Amazonas, onde eram planejadas manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro, foi interrompida pela chegada de três policiais rodoviários federais. A reunião acontecia na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam).

Os policiais permaneceram no local por cerca de vinte minutos. Na hora da abordagem, estavam na sede do Sinteam sete pessoas, entre elas o coordenador do Movimento Brasil Popular, Yan Evannovick, a presidente do sindicato, Ana Cristina,  e o secretário de finanças do Sinteam, Cléber Ferreira. De acordo com Cléber, eram três policiais, armados, sendo dois com fuzis, que foram ao local para perguntar que entidades estavam ali reunidas e o que estava sendo planejado para a visita de Bolsonaro a Manaus - o presidente chega à capital amazonense nesta quinta-feira.

 

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