Economia

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BNDES apresenta novas linhas de financiamento no Amazonas

Por Marco Dassori

01 Jul 2019, 20h27

Crédito: Divulgação

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) espera aumentar o fomento e captar mais clientes no Amazonas, nos próximos meses. 

O foco principal está nas médias empresas, para as quais estão sendo oferecidos dois novos produtos, com potencial de alcançar dezenas de organizações de capital privado no Estado.
Dados disponíveis no portal do banco oficial indicam que o BNDES tem perto de R$ 5,53 bilhões empenhados no Amazonas, distribuídos entre 23 clientes. A maior parte do capital está concentrada na área de infraestrutura (mais de R$ 4 bilhões), destinado a nove organizações. Em segundo lugar, estão os setores de comércio e serviços, com R$ 905,83 milhões direcionados a oito empresas. A indústria comparece com quase R$ 615,59 milhões e sete tomadores.

O BNDES vem de uma trajetória de retomada nos financiamentos no Estado, abalados pela crise surgida em 2015. De janeiro a março deste ano, foram desembolsados R$ 57 milhões, R$ 1 milhão a mais do que o registrado no mesmo trimestre de 2018. O capital foi direcionado à infraestrutura (27 empresas), comércio e serviços (22), agropecuária (cinco) e indústria (quatro).

Para elevar o nível de fomento e aumentar a presença do banco na região, a equipe para novos clientes do BNDES, em parceira com a Fieam, fará uma palestra e atendimento aos empresários, nesta terça (2), às 17h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas. Serão divulgadas novas linhas de financiamento – com juros de 9% a 11% ao ano, dependendo do produto e da taxa de risco da organização tomadora – e suas condições de apoio. 

“São produtos lançados há pouco tempo no Brasil. Já conversamos com várias empresas da região e estamos recorrentemente em Manaus, pelo menos uma vez por semana, para acompanhar a demanda”, declarou o gerente do departamento de Relações com o Governo do BNDES, Ian Ramalho Guerriero, que irá apresentar os dois produtos na palestra de hoje.

Serviços e indústria
Uma das novidades é o BNDES Crédito Direto Médias Empresas, voltado para financiamentos acima de R$ 10 milhões, que permite financiamento de até 100% dos itens financiáveis e 40% do valor total na forma de capital de giro. 

O custo da operação vem da soma da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), da remuneração do empréstimo (1,7% a 2,1% ao ano) e de uma taxa de risco de crédito (variável, segundo o cliente).

Mapeamento prévio do banco indica que pelo menos 50 empresas amazonenses, dos setores de serviços e indústria, estão em fase de investimento e aptas a tomar o crédito. 
Outro produto a ser apresentado aos empresários do Amazonas é o BNDES Direto 10. É voltado para financiamentos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões, para investimentos em setores de alta complexidade tecnológica e intensivos em conhecimento: tecnologia da informação e comunicações (TIC), educação, economia criativa, eficiência energética, complexo industrial da saúde, autopeças, bens de capital (BK) e defesa. 

O custo do financiamento nessa modalidade é calculado pela TJLP, acrescida de 1,3% ao ano, e da taxa variável de risco de crédito. Guerriero não soube precisar quantas organizações do Amazonas estão aptas a essa operação, mas garantiu que são “mais de cem”. 

Relacionamento direto
O diferencial dos produtos é que não há necessidade de apresentação de projeto para obter financiamento, além da possibilidade de fazer a operação diretamente com o banco oficial, sem intermediação de outras instituições financeiras. Mas, o gerente do departamento de Relações com o Governo do BNDES destaca que esta é uma decisão da empresa. 

“Em um relacionamento direto, é possível que os custos sejam mais baixos, o que depende das garantias e da análise de crédito. Outra diferença é que o BNDES não cobra nenhuma taxa ou tarifa da empresa durante a fase de habilitação e de análise do pleito de financiamento. Só será cobrada a taxa de estudo de projeto na primeira liberação”, explicou. 

Dessa forma, prossegue Ian Guerriero, a empresa pode avançar na negociação com o banco sem incorrer em nenhum custo. 

E, se desistir do pleito por qualquer motivo, isso não comprometerá seu relacionamento com o BNDES.

“As operações serão diretas, eliminando a intermediação do agente financeiro e a tramitação será mais rápida. Com essas ofertas de crédito, a economia local, com certeza, ganhará mais recursos para fomentar as atividades econômicas na indústria, comércio e serviços”, concluiu o gerente executivo do CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fieam, Marcelo Lima, um dos organizadores do evento.

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