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O objetivo maior a ser perseguido será sempre o de resgatar nossa competitividade

Por Alfredo Andrade

14 Mai 2019, 15h11

Crédito: Divulgação

Sabemos todos da necessidade de se efetuar a Reforma da Previdência, mas comparar esforços entre este fato e o dever de se combater o desemprego ou mesmo a obrigação de se concretizar a reforma fiscal, constituem-se aspectos que não se equivalem dado o conteúdo e a objetividade de cada matéria.  Governos lulopetistas criaram estruturas ineficientes, cabides de empregos, inchando a máquina pública e, por consequência, os três Poderes seguiram sangrando os cofres públicos, tendo gerado o efeito cascata nos Estados e agora desejam transferir para a sociedade, ou seja, o cidadão comum que mal mantém seu emprego e seu lar, o ônus de “pagar o pato”, ou seja, os rombos das contas públicas.

Num ambiente onde se convive com a mais alta carga tributária só o devido ajuste fiscal, reduzindo-a, será capaz de gerar o aumento dos investimentos de que necessita nosso parque industrial. Não reduziremos o chamado “custo Brasil” se não houver redução no custo da máquina federal, dos três Poderes, dos Estados e Municípios. Afinal, o objetivo maior a ser perseguido será sempre o de resgatar nossa competitividade, com a eficiência própria de nossos empresários, retomando o Brasil seu crescimento econômico embasado em métodos consistentes e práticas salutares para o bem de nosso sofrido povo.

Por outro lado, é lamentável não reconhecer o declínio ocorrido no seguimento da educação nestas três últimas décadas, onde professores qualificados foram dando vez a outros menos qualificados, até atingir o País o atual “status quo”. A dívida do atual governo federal herdada de governos anteriores onde a queda de investimentos vinha se acumulando de ano para ano, tivera objetivos sabidamente ideológicos, fazendo crescer o analfabetismo e o abandono  dos cursos por jovens a partir dos 14 anos, gerando a desigualdade ignorada pelos lulopetistas, mas que dela se beneficiaram com a criação de “currais eleitorais”.

Poucos alunos tem noção de matemática e de português, sendo jovens que hoje integram o grupo dos “nem, nem”, ou seja, nem estudam, nem trabalham. E, os que completam o curso superior o fazem sem terem recebido o devido preparo para exercer a profissão que abraçaram. Não há dúvida de que a educação precisa de recursos, mas antes devem os responsáveis apresentar a planilha de gastos, custos fixos e investimentos com o objetivo de melhorar a qualidade dos professores e, consequentemente, dos novos formandos. A vida de todos nós sempre fora fulcrada na gestão correta da aplicação do dinheiro, sem o que não há resultado concreto.

Destarte, necessita a Nação de políticas sadias, visando a aprovação de matérias em benefício do interesse público em geral, bem longe de ideologias ou de revanchismos, próprios dos pobres de espírito. Por isso, é inconcebível que um ser humano não se posicione contra essa desigualdade que vem sendo perpetuada pelo nosso sistema previdenciário. Todos os congressistas tem compromisso com o povo, o eleitor e acima de tudo com os interesses da Nação; impondo-se que analisem as propostas e decidam como HOMENS de bem, porque quem deseja, com certeza fará o que o Brasil necessita.

*José Alfredo Ferreira de Andrade é ex- Conselheiro Federal da OAB/AM  nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 - OAB/AM A-29 - Email: alfredo@andradegomesadv.com.br



 

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